quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“Se há um homem no mundo que precisa de Viagra, seu nome é Barack Obama.


José Inácio Werneck, Direto da Redação

“Se há um homem no mundo que precisa de Viagra, seu nome é Barack Obama.

Como dizia Neném Prancha a seu tímido artilheiro: “Vai nela meu filho, vai nela como quem vai num prato de comida”.
Obama não vai.
Como dizia Theodore Roosevelt, ao tratar com recalcitrantes, quer no plano doméstico quanto no internacional: “Fale macio e carregue um porrete grande”.
Obama falou macio e ainda por cima  se desarmou unilateralmente, ao anunciar, a priori, que não iria invocar a emenda 14 da Constituição dos Estados Unidos para  elevar  o teto da dívida pública, independentemente do Congresso.
Sem ter o que temer, os republicanos entraram de sola e Obama ainda passou pelo dissabor  de ouvir o Presidente da Câmara dos Deputados, o eternamente bronzeado John Boehner, dizer na televisão que “consegui 98% do que desejava”.
Há duas semanas escrevi sobre a ousadia do Tea Party e a timidez de Obama, o que acabou provocando uma controvérsia entre dois de meus leitores. Mandei um comentário, dizendo mais ou menos o seguinte: “O que gera emprego é o consumo da vasta classe média, que leva as empresas a aumentar suas ofertas, para atender à procura. Quando a classe média não consome, por causa da recessão, as empresas fecham, as pequenas primeiro e as grandes depois. O governo precisa então investir em obras públicas. Mas os desavisados do Tea Party insistem em ignorar o óbvio ululante”.
O óbvio aí está. Ao assumir, Barack Obama era o pretenso líder do “Yes, we can”, mas mesmo seu plano de estímulo já dava sinais de que o homem era tímorato. O plano não tinha a dimensão que precisava. Mostrou-se suficiente para evitar que o país caísse na depressão econômica, mas a recuperação foi pequena. Até hoje o nível de desemprego gira em pouco mais de nove por cento.
Agora,  vai subir de novo. Ainda hoje os jornais noticiam que quatro mil funcionários da Federal Aviation Administration estão desempregados, ao menos temporariamente, inspetores de aeroportos estão trabalhando de graça e dezenas de milhares de operários de construção em obras que se realizavam nas pistas estão parados. Por que? Porque os republicanos estão procurando sabotar a regulamentação federal dos aeroportos.
O Congresso entrou em recesso. Obama  veio a público fazer um apelo a deputados e senadores para “acabar com o impasse, que está sacrificando o país”.
Sacrificando o país e o mundo, pois a economia americana ainda é a que puxa as demais. Assim porém  vai perder sua posição deprimazia para a China mais cedo do que se previa.
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