Mais de 100 mil funcionários públicos municipais tomaram parte na última segunda-feira de uma ação de solidariedade nacional a favor do movimento que protesta contra a alta carestia local.
Escritórios públicos municipais foram fechados, a coleta de lixo não funcionou vários outros serviços municipais foram cortados.
O sindicato desses funcionários e a central sindical israelense Histadrut convocaram greves para o início desta semana. Tomando parte dos protestos que se espalham desde a semana passada no país, os funcionários públicos de Telavive fizeram uma greve parcial, abrindo seus locais de trabalho após as 12h, enquanto os que trabalhavam em Jerusalém acabaram não aderindo à greve para não "causar danos aos moradores da cidade".
Em Telavive e Jerusalém, professores e estudantes protestaram nas ruas das cidades pela melhoria do ensino público, pela cessação da privatização das escolas, o que está fazendo o custo do ensino subir a ponto de causar evasão escolar.
Os manifestantes portavam cartazes que denunciavam as políticas privatistas do regime israelense: "Há educação privada, não Justiça Social". Trabalhadores do setor de saúde, como médicos e enfermeiros montaram um acampamento com barracas diante do escritório do premiê israelense em Jerusalém, e exigiram que Benjamin Netanyahu intervenha na disputa entre eles e o governo em relação aos baixos salários e à piora das relações de trabalho.
Os sindicatos dos médicos e dos enfermeiros estão planejando realizar novos protestos em conjunto. Enfermeiras fizeram uma passeata por dois quarteirões ao redor do Centro Médico Sheba, o maior e mais rico hospital do país, por duas horas, em protesto contra a recusa da administração do hospital em contratar novos funcionários, causando excesso de trabalho.
"Não contratar novas enfermeiras é negligência criminosa. Porque os pacientes mais ricos têm muito mais facilidades no atendimento enquanto vemos outros serem tratados com descaso?", indaga Ilana Cohen, a presidente do sindicato das enfermeiras local.
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