A denúncia foi feita esta semana pela ONG internacional Human Rights Watch por meio de comunicado publicado em seu site. O número dois do opositor CNT (Conselho Nacional de Transição), Mahmud Jibril, rejeitou nesta quarta-feira (13/07) as acusações da HRW
Segundo a entidade, os abusos ocorreram em junho e julho, enquanto as forças da oposição atuavam nas regiões montanhosas de Nafusa, ao sul da capital, Trípoli. No relatório, a HRW afirmou que "foi testemunha de alguns desses atos, interrogou testemunhas e falou do assunto com um líder rebelde".
"Em quatro cidades capturadas por rebeldes nas montanhas de Nafusa no último mês, os rebeldes e apoiadores danificaram propriedades, queimaram algumas casas, saquearam hospitais, casas, e lojas, e espancaram alguns indivíduos que supostamente apoiaram as forças do governo", consta na publicação.
Antes da intervenção das forças estrangeiras na Líbia, em março, a HRW condenou o governo por reprimir protestos violentamente e matar civis. Ao revelar os abusos cometidos pela oposição, a ONG lembrou, em tom crítico, que o objetivo dos rebeldes deveria ser o de proteger os líbios.
"Cinco casas, que a HRW tinha visto intactas no dia anterior, quando as forças do governo se retiraram, estavam em chamas. Mais três casas e uma loja estavam em chamas durante as visitas em 10 e 11 de julho, e pelo menos outras seis casas pareciam ter pegado fogo recentemente", descreveu a entidade.
Investigação
Hoje, as autoridades líbias informaram que irão abrir uma investigação para descobrir o que aconteceu com 105 crianças de um orfanato que teriam sido sequestradas em Misrata depois do bombardeio da cidade, anunciou o ministro líbio dos Assuntos Sociais, citado pela agência AFP.
Os órfãos, 52 meninos e 53 meninas, foram sequestrados na cidade controlada pelos rebeldes e levados para um local desconhecido, segundo Ibrahim Sharif. Ele disse que as autoridades têm uma lista com os nomes das crianças.
"Testemunhas afirmaram que os viram a bordo de um barco turco, outros dizem que era um barco italiano ou um barco francês. Nós queremos saber a verdade e consideramos estes países responsáveis pelo destino das crianças, que não são soldados nem pessoas armadas", afirmou o ministro. Ele disse também que um médico dos insurgentes que foi detido confessou que as crianças foram levadas para Itália ou França.
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