quarta-feira, 20 de julho de 2011

Presidenta, termina a faxina !



    A Folha parece determinada a instalar a Presidenta num beco sem saída.
    Se deixa o pessoal aditivar, é cúmplice.
    Se faz a faxina, briga com o Lula.
    Diz a Folha (*), na pág. A8: “Lula teme que Dilma se isole da base”

    “Ex-presidente diz a aliados que pode haver retaliação contra demissões”
    “Integrantes da corrente majoritária do PT dizem que rito sumário coloca em risco as alianças que sustentam o Governo”.
    “A mensagem (de várias tendências) é de alerta: Dilma diz que privilegiará técnicos no governo, então afasta-se da classe política”.
    Clique aqui para ler “Valdemar vai ser o Eduardo Cunha dos Transportes”.

    Em tempo: clique aqui para ver que a faxina continua.
    ________________________

    O axioma é interessante – se ele mandar o pessoal dos aditivos embora, então, ela se afasta dos políticos.
    Ou seja, amigo navegante: a Folha determina que a Presidenta só governe cercada de aditivos.
    Que a “base aliada” só pensa em aditivos.
    Se não tiver aditivo, a base aliada adere ao Cerra.
    Que, um dia, na calada da noite, a “base aliada” dorme e deixa o Marconi Perillo presidir o Senado e ele instala a “CPI da Petrobras” do Álvaro Dias.
    A suposição de que o Nunca Dantes esteja preocupado com a faxina faz algum sentido, convenhamos.
    Foi no Governo do Nunca Dantes que o Valdemar e o Blairo Maggi mandaram nos Transportes.
    Sem falar na virtuosa família do Ministro Nascimento.
    Acontece que o Governo é da Dilma.
    Quem vai ter que enfrentar os Varões de Plutarco, as vestais da Oposição em 2014 vai ser ela.
    E aí vem a questão dos “valores”, a que se referiu Eduardo Campos, em importante entrevista ao jornal Valor.
    A votação da Blá-blárina não foi da Marina Silva.
    (Ela vai passar o resto da vida em busca dos 20 milhões de votos e não vai reencontrar.)
    A Blá-blárina reuniu um sentimento difuso, apartidário de indignação contra a perda de valores – naquela altura representada pela crise na Casa Civil de Erenice.
    Essa crise pode reaparecer no DNIT ou em qualquer outro departamento em que a reação da Presidenta não seja “aditivou, dançou”.
    Contra Lula, a Oposição jogou o jogo do “despreparo”, do preconceito, do “tenho medo” de isso aqui vire uma Argentina.
    Contra Dilma, o jogo não é mais esse – embora o Padim Pade Cerra tenha dito – segundo um colonista (**) da Folha que acha a Dilma uma “incompetente”.
    A batalha se travará – e é hoje travada – no campo UDN x PTB.
    No campo dos “valores”.
    A oposição é casta.
    Os trabalhistas …
    Se o Presidente Lula de fato estiver preocupado, é uma pena.
    Significa que ele não entendeu – a Presidenta é a Dilma. 

    Paulo Henrique Amorim
    ______________________________________---

    Nenhum comentário: