sexta-feira, 8 de julho de 2011

Billy Blanco, gênio de 500 músicas, morre no Rio

Billy Blanco, gênio de 500 músicas, morre no Rio

Artista Paraense, um dos mais importantes compositores da MPB, foi ícone da Bossa Nova; aos 87 anos, Billy faleceu em UTI, no Rio, por AVC; parcerias com Tom e Vinícius são sucessos globais.  

247 - Um dos mais importantes compositores da Música Popular Brasileira, o cantor e compositor paraense Billy Blanco morreu nesta sexta-feira 8, no Rio de Janeiro. Ele estava internado na UTI de um hospital carioca no bairro da Tijuca desde o final do ano passado quando sofreu um acidente vascular cerebral.
Blanco ficou famoso por suas parcerias musicais com Baden Powell, Tom Jobim e João Gilberto, e foi um ícone da Bossa Nova, com mais de 500 canções compostas ao longo da carreira e prestigiado por intérpretes como Elis Regina, Dick Farney, João Gilberto, Vinícius de Moraes, Nora Ney e Dolores Duran, entre muitos e muitos outros, nos anos 1950 e 1960.
As suas composições possuíam um estilo bem peculiar, ritmo do samba com temas cotidianos, brejeiros e sensuais. O músico amazonense deixou um legado artístico universal e que expressa os sotaques de regiões diversas do País, numa obra de múltiplas influências e que inovava ao sair do tom da cadência do samba, gênero mais forte da época, e prenunciar um estilo musical que, em parceria com outros gênios da época como Dick Farney, Tom Jobim, João Gilberto e Baden Powell, se imporia como o que conhecemos hoje como a Bossa Nova.
No seu extenso repertório, destacam-se “Sinfonia Paulistana”, uma delicada peça musical composta por quinze canções, “Estatuto da Gafieira” (gravada por Inezita Barroso e Elza Soares), “Tereza da Praia”, “Samba do Morro” e “Canto Livre”, esta última composta durante a ditadura militar. William Blanco Abrunhosa Trindade estudou arquitetura em São Paulo, quando começou a compor, e a partir dos anos 1950 passou a se dedicar integralmente à música.
Ele foi um dos pioneiros do movimento da Bossa Nova no Rio de Janeiro e entre as suas centenas de parcerias, destacam-se o “Samba Triste”, com Baden Powell; a “Sinfonia do Rio de Janeiro” (composta por dez canções), com Tom Jobim; e “Descendo o morro”, com João Gilberto.
O principal parceiro de Billy Blanco foi Sebastião Tapajós com quem compôs 56 músicas.
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