Eduardo Graeff, ex-secretário de FHC volta hoje às páginas.
Na Folha, em artigo rapidamente reproduzido nos sites da direita raivosa, ele voltou com o seu “Gente que Mente”, a pretexto de responder a um artigo do Senador Walter Pinheiro.
Não tive oportunidade de ler o texto que Graeff ataca. Mas, francamente, o que ele diz sobre os aumentos de salário no Governo FHC já dá pra justificar o título “brucutu” de seu artigo.
É mesmo “gente que mente”.
Diz que Fernando Henrique aumentou, em valores reais, o salário mínimo em 44% e as aposentadorias em 21%.
Onde?
Os números do Dieese, num estudo deflacionado para janeiro de 2010, apontam resultado bem diferente. Fazendo uma regrinha de três, básica, entre os salários de 1995 e 2002, primeiro e último anos da “Era FHC”, o índice é 23,85%, não 44%.
Mas não é só de reajuste do mínimo aquém das necessidades que se fez a política de desvalorização do trabalho no período do “fernandismo”.
O Dr. Graeff deferia ler o livro doprofessor Márcio Pochmann, do Ipea, e do jornalista (e blogueiro) Altamiro Borges.

Chama-se “Era FHC: a regressão do trabalho” e está disponível para leitura na internet. Dele, retiro os gráficos sobre a evolução do emprego que posto aqui.Não é preciso dizer mais, não é? Quinze milhões de desempregados não é o bastante para o Sr. Graeff achar que a miséria se espalhava pelo país?
Os salários, mínimo e médio, subiram sempre muito acima da inflação. E sem a demagogia de quem só o usou nas beiradas de eleição.
O desemprego caiu pela metade.
Milhões de brasileiros, agora, Dr. Graeff, são “gente que come”.
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Na Folha, em artigo rapidamente reproduzido nos sites da direita raivosa, ele voltou com o seu “Gente que Mente”, a pretexto de responder a um artigo do Senador Walter Pinheiro.
Não tive oportunidade de ler o texto que Graeff ataca. Mas, francamente, o que ele diz sobre os aumentos de salário no Governo FHC já dá pra justificar o título “brucutu” de seu artigo.
É mesmo “gente que mente”.
Diz que Fernando Henrique aumentou, em valores reais, o salário mínimo em 44% e as aposentadorias em 21%.
Onde?
Os números do Dieese, num estudo deflacionado para janeiro de 2010, apontam resultado bem diferente. Fazendo uma regrinha de três, básica, entre os salários de 1995 e 2002, primeiro e último anos da “Era FHC”, o índice é 23,85%, não 44%.
Mas não é só de reajuste do mínimo aquém das necessidades que se fez a política de desvalorização do trabalho no período do “fernandismo”.
O Dr. Graeff deferia ler o livro doprofessor Márcio Pochmann, do Ipea, e do jornalista (e blogueiro) Altamiro Borges.
Chama-se “Era FHC: a regressão do trabalho” e está disponível para leitura na internet. Dele, retiro os gráficos sobre a evolução do emprego que posto aqui.Não é preciso dizer mais, não é? Quinze milhões de desempregados não é o bastante para o Sr. Graeff achar que a miséria se espalhava pelo país?
Os salários, mínimo e médio, subiram sempre muito acima da inflação. E sem a demagogia de quem só o usou nas beiradas de eleição.
O desemprego caiu pela metade.
Milhões de brasileiros, agora, Dr. Graeff, são “gente que come”.
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