Anunciado como um partido que "nasce do povo", o PSD (Partido Social Democrático) é composto, basicamente, por fundadores milionários, cujos patrimônios somados ultrapassam R$ 109 milhões. A grande maioria dos parlamentares, governadores e vice-governadores que pretendem ingressar na sigla a ser criada pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, possui bens acima de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento feito pelo Estado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesta quarta-feira, 13, na Câmara dos Deputados, haverá uma cerimônia para a assinatura da ata de fundação do PSD. A expectativa é que 30 políticos assinem o documento.
O levantamento do Estado levou em consideração os 19 parlamentares e integrantes do Executivo que participaram do ato de fundação do PSD, no dia 21 de março, em São Paulo, ou que manifestaram publicamente interesse de entrar na legenda.
Do total, apenas cinco não tem patrimônio declarado que atinge o milhão. O restante do grupo é, na maioria, empresários, proprietários rurais, advogados e médicos, que possuem bens divididos em aplicações financeiras, participações em empresas, veículos e imóveis.
Em média, cada fundador do PSD tem patrimônio declarado de R$ 5,7 milhões. Acima, portanto, da média de R$ 2,9 milhões por parlamentar empossado neste ano, segundo levantamento do site Congresso em Foco.
Povo. "É um partido que nasce do povo, com o povo e para o povo brasileiro", chegou a afirmar Kassab no lançamento do PSD. Ele não definiu em que campo político estará a sigla, mas destacou o "foco social" do projeto. Já a senadora Kátia Abreu (TO), que também ingressará na nova sigla, classificou o PSD como uma legenda da "classe média".
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