A frase, é do professor da UNB Argemiro Procópio, um especialista em relações comerciais entre Brasil e China.
A presidente Dilma Rousseff afirmou, sem meias-palavras, que a prosperidade de uma nação não pode ser alcançada à custa de outras, e afirmou estar inaugurando um novo capitulo nas relações com a China.
- No mundo interdependente de nossos dias, nenhum país pode aspirar ao isolamento nem assegurar sua prosperidade à expensa de outros. Nenhuma nação ou grupo de nações pode agir como se seus interesses individuais estivessem acima do interesse coletivo. A estabilidade e o crescimento da economia mundial dependem de uma relação equilibrada entre as partes. Minha visita à China inaugura um novo capítulo na nossa relação.
A viagem de Dilma, por enquanto, já nos rendeu a reativação da fábrica da Embraer na China, a liberação de nossas exportações de carne suína – a China é disparado o maior consumidor mundial e tem uma produção em grande parte alimentada por nossas exportações de soja – e a implantação de um centro de pesquisas da gigante da informática Huawei, de US$ 300 milhões em Campinas.
Enquanto a nossa imprensa fica nas “abobrinhas” a agência Reuters foi ao ponto e publicou uma notícia que parece uma “não-notícia”.
“China e Brasil fecham acordos mas não falam sobre iuan”, diz a nota, em tom de lamento.
E porque isso é notícia?
Porque os Estados Unidos, faz anos, querem que a China afrouxe os seus mecanismo de controle cambial. E querem que todo o mundo vá nessa onda.
Mês passado, os chineses deram um pranchaço nessa história:
““Pressionar outro país para que valorize, quando ele mesmo está depreciando a sua moeda e ao mesmo tempo usa o proteccionismo para restringir as exportações de outros países, é um comportamento injusto e prejudicial”, disse o porta-voz do Ministério chinês dos Assuntos Exteriores, Qin Gang.
O tranco foi uma reação a um projeto de lei, nos EUA, criando tarifas extras sobre as importações chinesas do mercado americano. E uma verdade cortante sobre a política de juros negativos dos Estados Unidos, que está inundando o mundo de dólares e causando a apreciação de muitas moedas, entre elas o real.
Dilma fez muito bem de não entrar na “onda”. Moeda e controle de câmbio são temas de soberania nacional.
E os EUA adoram dar lições do que eles mesmos não praticam.
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