segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Os EUA….Terra da liberdade civilizada,

Bradley Manning está tendo que lutar por sua sanidade.

Como os Estados Unidos podem ainda tentar vender ao mundo uma imagem de país defensor da democracia, das liberdades democráticas se além da censura, de uma diplomacia espiã e fofoqueira, pratica tortura impunemente?

Por Alexander Cockburn da “First Post”, versão on-line da “The Week” britânica via Te Bloga

Nos últimos sete meses, aos 22 anos de idade o soldado do Exército dos EUA Bradley Manning, primeiro em uma prisão militar no Kuwait, agora numa prisão em Quantico, Virgínia, permanece por de 23 a 24 horas em confinamento solitário em sua cela, sob assédio constante. Se os seus olhos se fecham às cinco horas – às oito horas ele é sacudido e acordado. Durante o dia claro ele tem que responder “sim” aos guardas a cada cinco minutos. Durante uma hora por dia, ele é levado para outra cela onde ele anda sobre figuras em formato de oito. Se ele parar, ele é levado de volta à sua outra cela (de confinamento).
Manning é acusado de fornecer documentos para Julian Assange no Wikileaks. Ele não foi julgado nem condenado. Visitantes relataram que Manning está indo ladeira abaixo, tanto mental como fisicamente. Os esforços de seu advogado para melhorar sua condição têm sido recusados pelo Exército.
As acusações de que seu tratamento equivale à tortura são rebatidas por conservadores  proeminentes indignados que clamam para que ele seja executado sumariamente. Depois que o colunista Glenn Greenwald divulgado tratamento Manning, em meados de dezembro, houve uma comoção moderada. A comissão da ONU sobre a tortura está investigando o caso.
Enquanto isso, Manning passa meses, senão anos, no mesmo regime. Será que ele vai acabar como acusado de Chicago Jose Padilla, quatro anos em total isolamento e silêncio antes de seu julgamento em 2007? Padilla foi condenado como um terrorista aos 17 anos, depois do seu advogado ter sido informado pelos funcionários da prisão que ele havia se tornado dócil e inativo ao ponto de parecer “parte da mobília”.
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