Trabalhadores rurais estão bloqueando o assentamento Esperança, em Anapu (região central do Pará), para evitar a entrada e saída de madeireiros que, dizem, estão desmatando ilegalmente a floresta.
Em fevereiro de 2005, a missionária Dorothy Stang foi morta a tiros na mesma área, por defender a implantação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável e denunciar crimes ambientais.
Todos os acusados da morte foram condenados, mas um dos mandantes, Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, responde em liberdade.
A pedido do Ministério Público Federal, a Secretaria da Segurança Pública do Pará disse ter enviado uma equipe de policiais civis.
O padre Amaro Lopes Souza, apoiador da causa de Stang, também foi ao local, de difícil acesso.
A tensão entre grupos madeireiros e assentados no local tem aumentado desde o final de 2009.
Em agosto passado, dois veículos desses grupos foram incendiados por trabalhadores rurais.
À época, o MPF requisitou ao Ministério da Justiça o envio de tropas da Força Nacional de Segurança. Formalmente, o pedido foi atendido. Mas, na prática, nenhuma tropa chegou lá.
Fiscais do Ibama flagraram, também em 2010, atividade madeireira irregular. Eles afirmaram que chegaram a ser ameaçados pelo prefeito, Francisco de Assis Souza (PT), o Chiquinho do PT, ex-pupilo de Stang.
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