terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hillary, a outra cara de Barak Ibroma

Estranho, muito estranho, os Estados Unidos, que nunca deram uma palavra sobre a corrupção e a estagnação económica sustentadas pelo governo da autocracia tunisina que dominava o país há mais de duas décadas (há 23 anos), virem agora pela voz de, ninguém menos, que a sua Secretaria de Estado, Hillary Clinton, exigir ordens nas ruas da Tunísia, no Norte da África.
Isso mesmo, a sra. Clinton e seu país, que nunca condenaram a violência e a repressão desencadeadas pela ditadura tunisina e nem o regime de faz de conta democrático que vigorou naquele país, agora fazem exigências ao novo governo, substituto da ditadura do presidente Ben Ali. Deposto na 6ª feira passada, o ditador fugiu ante a rebelião popular e agora foi localizado na Arábia Saudita (exilado).
Depois da rebelião popular e nacional que derrubou mais um ditador, agora o tunisino, a primeira coisa a ser feita é mudar radicalmente o pais. Fazer justiça, processar os responsáveis pelas mortes e pelo regime anterior, pela corrupção que ali grassava desenfreada, comandada pela família da primeira-dama. E promover as reformas democráticas.
Mas, dona Hillary inverteu as coisas. Está mais preocupada com os interesses norte-americanos, que iam muito bem durante a ditadura civil que governou o país nos últimos 23 anos. 

Não se tocou que falta moral ao seu país para esse tipo de cobrança né?
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