quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CPI: a culpa é do Cerra. PiG de SP também se afoga na chuva

A OAB não vai para cima do Cerra ?

O Estadão e a Folha esconderam da primeira página que, por obra de Deus (ou da chuva), São Paulo e o ABC alagaram ontem.
Nem uma escassa referência.
A exceção foi o Agora, o único jornal que presta em São Paulo:
“ (rio) Tamanduateí alaga e helicóptero salva motoristas ilhados.”
“Uma mulher morreu afogada em Mauá após sua casa desabar.”
“A capital teve quinze pontos de alagamento”.
Clique aqui para ler “Deus (ou a chuva) alaga São Paulo, de novo”.
Na página 3, a Folha se manca e publica artigo de título: “Enchentes em São Paulo são inaceitáveis”.
Os autores são José Américo, jornalista, vereador em São Paulo pelo PT, e membro da CPI das Enchentes; e Adilson Amadeu, empresário, vereador pelo PTB, e presidente da CPI das Enchentes da Câmara.
Assim começa a ascensão de Padim Pade Cerra ao cadafalso: 

Enchentes em São Paulo são inaceitáveis 

JOSÉ AMÉRICO e ADILSON AMADEU 

Em vez de ajudar a reduzir as enchentes, como a obra bilionária anunciava, o rio Tietê se tornou o principal fator para sua realimentação 
As enchentes que tornam penosa a vida dos paulistanos em todo começo de ano são, em grande parte, produto do imobilismo de nossos governantes. Os diagnósticos oficiais se caracterizam pela superficialidade; os cronogramas não são cumpridos e os recursos financeiros, escassos, são mal aplicados. 
Essas são as principais conclusões da CPI das Enchentes, encerrada há um mês na Câmara Municipal de São Paulo (relatório em www.camara.sp.gov.br). Para a maioria de seus integrantes, mais do que à natureza ou mesmo à ocupação errática do espaço urbano, a maior responsabilidade pelos efeitos das chuvas cabe à Prefeitura de São Paulo e ao governo do Estado. 
Sempre choveu forte em São Paulo. É bom lembrar que, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o janeiro mais chuvoso de nossa história foi o de 1947 -há 64 anos!-, e não qualquer um mais recente. 
Em vez de pautar suas decisões pelo bom senso, o ex-governador José Serra e o atual prefeito Gilberto Kassab têm preferido trilhar o caminho oposto e reduzir as verbas para as enchentes. 
Nos últimos dois anos, Serra cortou o quanto pôde -em 2009, gastou menos que a metade dos R$ 188 milhões previstos para o Alto Tietê e, em 2010, reduziu o orçamento do Estado em R$ 51 milhões.
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