terça-feira, 7 de dezembro de 2010

COP 16: inexistência de negociações preocupa

ImageAberta desde a semana passada em Cancún (México), a COP-16, mais uma conferência sobre o clima promovida pela ONU arrasta-se em meio apenas a conversas e entendimentos informais e até agora, nada de negociações.
O tal Plano B para o período entre a expiração do Protocolo de Kyoto em 2012 e a vigência de um novo, ainda a ser negociado, preocupa. Negociações  de fato estão programadas mesmo para amanhã, quando será analisado um texto produzido pelo grupo encarregado de tratar - e redigir - das ações de combate às mudanças climáticas.
Enquanto isso, continuam a chegar - e já estão no México - ministros do Meio Ambiente de vários países dos mais diversos partidos e tendências ideológicas. Muitos manifestam preocupação pelo fato de as negociações não terem deslanchado, sequer começado de fato. O que eles constatam é que o principal entrave situa-se na chamada "forma legal" do futuro acordo, algo que substitua o pós Protocolo de Kyoto.
Roteiro fixado por Kyoto é fundamenta
l
Some-se a isso o fato de nenhum país rico, até agora, ter se manifestado em prol da continuidade do Protocolo de Kyoto, pelo menos de suas linhas gerais, inclusive porque muitos jamais o subscreveram.
A COP-16, como vocês sabem, é resultado, ou melhor, uma espécie de continuidade da COP-15 do ano passado e foi programada exatamente para lidar com as questões "congeladas" da última conferência realizada em Copenhague (Dinamarca).
O mundo - principalmente os desenvolvidos - seguir princípios estabelecidos de Kyoto, daqui para a frente e, particularmente, a partir de 2012, é fundamental para os países em desenvolvimento. Isso significará que os ricos estarão assumindo e até ampliando as metas do Protocolo.
Haverá desequilíbrio se princípios não forem encampados
Tem razão a negociadora da Venezuela, Cláudia Salerno, quando observa: "Alguns países desenvolvidos mantêm posições tradicionais contra o Protocolo de Kyoto e nós temos dito que não veremos resultado equilibrado em Cancún se isso não se resolver".
Segundo análise de ONGs voltadas ao meio ambiente, o documento apresentado pelos especialistas no tratamento das ações de combate às mudanças climáticas traz avanços. Dentre estes, a diretrizes para o combate ao aquecimento global no futuro. A taxa "abaixo de 2ºC" no fim do século, por exemplo, foi mantida.
Outro tema discutido pelos especialistas em Cancún é sobre as ações de redução de emissões dos países em desenvolvimento. A Índia, por exemplo, pede uma análise internacional para medir a eficácia das ações domésticas frequentes em países que respondam por mais de 1% das emissões globais. 
Encontro se arrasta e nem Plano B está pronto...
_________________________________

Nenhum comentário: