O crime taxado como “estupro” pela mídia egemonica, na verdade é uma acusação ao Assange de ter transado com uma mulher que o acusou de fazê-lo sem usar camisinha, e por ter repetido a dose com outra mulher na mesma semana (na Suécia, por mais bizarro e medieval que pareça, essa é uma prática ilegal).
Uma das mulheres que o acusam, inclusive, é suspeita de ter vínculos com a CIA. Mas, na verdade Assange foi preso porque desafiou a ordem diplomática global com a publicação de documentos sigilosos, e, por isso, tem enfrentado uma perseguição sistemática – com direito ao rótulo de “terrorista”.
Ou seja, ele é um preso político, e isso deve estar claro.
Cidadãos de todo o planeta tem apoiado a causa do WikiLeaks, e isso está bastante visível na internet, em geral, e no Twitter, mais especificamente.
Mas engana-se quem acha que o Twitter está livre da pressão internacional. Ontem, duas das hashtags mais comentadas no microblog eram #wikileaks e #wikileaksbr (também sendo utilizadas as tags #cablegates, #freeassange, #cyberwar e algumas outras).
De uma hora pra outra, elas sumiram, e todas as tags relativas ao WikiLeaks foram bloqueadas nos Trends Topics. No lugar de #wikileaks e #wikileaksbr surgiram, ontem, tags como #tititi, #pittynocirco, além de outras tolices que estão encobrindo a pressão em favor de Assange e do WikiLeaks.
Vários hackers ativistas estão atuando em todo o mundo, numa cyber guerra declarada (para entender melhor do que se trata, recomendo a leitura do texto “Operação Vingar Assange! Hackers em defesa do WikiLeaks“, postado hoje pelo blogueiro Raphael Tsavkko, que tem feito uma excelente cobertura via Twitter e blog).
Já foram derrubados, por exemplo, sites da MasterCard, da PostFinance, do PayPal, da empresa de advogados que acusa Assange e também da promotoria sueca.
A MasterCard virou alvo de ataques porque bloqueou os pagamentos de doações feitas ao WikiLeaks, ainda que mantenha ativos os pagamentos à Ku Klux Klan!
Não perceberemos assistindo na tevê ou lendo nos jornais, mas a coisa está feia por aí. Quem quiser acompanhar o que anda acontecendo, recomendo fazê-lo através do site Opera Mundi – que tem publicado bons textos sobre o caso. Também recomendo o site Diario Liberdade, que, inclusive, postou, ontem, um texto assinado pelo próprio Julian Assange. No texto, intitulado A verdade ganhará sempre, o fundador do WikiLeaks diz:
“Houve quem dissesse que sou anti-guerra: para que conste, não sou. Às vezes as nações têm de ir à guerra, e há guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo sobre essas guerras e depois pedir a esses mesmos cidadãos e cidadãs que arrisquem as suas vidas e os seus impostos com essas mentiras. Se uma guerra for justificada, então digam a verdade e as pessoas decidirão se a apoiam.”
O Opera Mundi publicou, também ontem, um recomendável artigo de Raphael Tsavkko. Reproduzo mais abaixo. Leia texto completo
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