quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Aldo Rebelo: um “comunista” em sintonia com o império e com os latifundiários


A bancada ruralista no Congresso passou boa parte deste ano debruçada sobre o novo Código Florestal.
Uma das propostas do PL é reduzir a proporção de vegetação nativa que deve ser preservada nas propriedades.
No caso de propriedades na Amazônia, a redução proposta na chamada reserva legal é de 80% para 50% do território, além da extinção de qualquer exigência de preservação em pequenas propriedades.
Mas a bancada ruralista conta com um bucha-de-canhão grande aliado para tomar para si as urgências dos latifundiários brasileiros, o “comunista” Aldo Rebelo. O deputado federal e ex-ministro foi gracejado com o epíteto de “o inimigo das florestas” , no começo do ano, quando soltou a seguinte pérola – sobre a urgência que foi determinada para a tramitação do projeto:
Os ambientalistas têm todo tempo do mundo, os produtores rurais não têm. Os produtores têm uma safra todo ano para colher, portanto, eles não podem esperar.”
O WikiLeaks revelou hoje que não é só à bancada ruralista que o “comunista” agrada, ao mostrar tanto empenho como relator do projeto: Rebelo deve ter agradado enormemente o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon. No comunicado diplomático de fevereiro deste ano, o embaixador se reportava favoravelmente à redução da reserva legal.
A redução da reserva legal beneficiará inúmeros latifundiários e madeireiros brasileiros, que se encontram em situação complicada, porque desmatam as terras em proporções que os enquadram em crimes contra o meio ambiente. Como a farra de estrangeiros comprando terras no Brasil é grande (inclusive norte-americanos), a redução da reserva legal, caso aprovada, fará a festa de muitos deles.
Se fosse aprovado ainda este ano (o que é improvável), aí é que o Natal deles ficaria ainda mais balofo!…
Quem tem um “comunista” do naipe de Aldo Rebelo como aliado, nem precisa de direita.
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Em Tempo: a corte de Westminster determinou uma fiança de 240 mil libras para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange (preso há uma semana), possa ficar em liberdade até que seja julgado o pedido de extradição para a Suécia.
Se for libertado, Assange ficará em prisão domiciliar e terá seu passaporte retido pela justiça inglesa, além de ser obrigado a usar um chip para monitoramento de sua localização. A acusação pode recorrer da decisão. O julgamento do pedido de extradição está marcado para o dia 11 de janeiro.
A petição online que pede o fim da perseguição ao WikiLeaks, em poucos dias já recolheu mais 630 mil assinaturas. Se o leitor desejar assinar, é só clicar aqui.
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