Meu sonho é tomar um uísque no vagão restaurante do trem-bala, como nos filmes americanos da década de 50
O Brasil precisa de trens de alta velocidade. Somos um país de proporções continentais e o transporte ferroviário proporciona muito mais conforto e segurança aos passageiros. As áreas urbanas das partes mais desenvolvidas da Ásia vem sendo conectadas por trens-balas há vinte anos e considerando o seu forte crescimento industrial no período, presume-se que um transporte moderno deve ter colaborado. Já era hora, portanto, de ingressarmos, literalmente, nesse vagão.
A mídia brasileira, como sempre, vem fazendo forte propaganda contra a iniciativa. Em função do governo ter aprovado ontem medida provisória para garantir crédito do BNDES para o consórcio que for construir o trem, o Globo deu matéria de capa no caderno de Economia. Curiosamente, o jornal dá o seguinte subtítulo: “Para especialistas, obra não é viável”. Quais especialistas? Lendo a matéria, vemos que se trata apenas de um sujeito, o consultor do Senado Marcos Mendes, que é contra o projeto por considerá-lo custoso demais.
A opinião de Mendes tem sido repetida ad nauseam por toda a mídia, como se ele fosse uma legião.
Felizmente, o governo e a iniciativa privada não parecem dar bola para a crítica reacionária da mídia e tocam o projeto em frente.
É incrível como jornais como Globo, Folha, Estadão, esforçam-se para acrescentar mais um capítulo a um histórico lamentável de sistemática defesa do atraso.
O Brasil vai construir o trem-bala ligando Rio e São Paulo. Vai desenvolver, na medida do possível, tecnologia própria. Vai ligar suas cidades com transporte ferroviário de alta velocidade. E, no futuro, um estudante de história poderá fazer uma tese, tentando explicar porque esses grupos de midia, durante todo o século XX e início do século XXI, sempre se posicionaram contra o avanço, contra o desenvolvimento, contra o Brasil.
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