terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ato de intelectuais e artistas pra Dilma foi emocionante


Diante de uma plateia que lotou o teatro Oi Casagrande no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, Dilma Rousseff, afirmou, a exemplo do mote que embalou a campanha do presidente Lula em 2002, que “a esperança vai voltar a vencer o medo”.
Segundo Dilma “a campanha de ódio que se desencadeou também será vencida pela esperança e pelo amor, e não só pela verdade”.
Embalada por aplausos de artistas como Chico Buarque, Beth Carvalho, Elba Ramalho e Alceu Valença, Dilma ainda afirmou: “Sinto que agora é a minha vez (de governar o País).
E eu vou honrar minha missão, que é a de fazer o óbvio. E o óbvio é só cuidar do povo”, afirmou.
Dilma falou por cerca de 50 minutos.
O ato de apoio de intelectuais e artistas à candidatura de Dilma foi um dos mais belos da história das campanhas políticas.
Foi delicado, cheio de contornos poéticos e firme.
As falas de Gog a Leonardo Boff mostraram que há que se ter lado. Foram discursos que pontuaram a disputa e que mostraram o quanto é importante saber escolher caminhos quando a história nos apresenta encruzilhadas.
O discurso de Dilma também foi de uma consistência ímpar. Sem exageros, sem meios-tons, sem apelar para a emoção… um discurso de estadista.
Que merece ser transcrito e publicado.
Fez uma fala de quem sabe qual vai ser a tarefa à frente da presidência da República.
Dilma cresceu muito neste segundo turno.
E como sempre, continuando achando queo o povo brasileiro sabe o que faz.
Como na eleição de 2006 parece que de novo escreveu certo por linhas tortas.
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