Serão removidos hoje à tarde para uma prisão de Brasília o governador do Amapá e candidato a reeleição Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador e candidato a senador Waldez Góes (PDT) e mais 17 pessoas presas pela Polícia Federal (PF) na manhã de hoje em Macapá, acusadas de desviar cerca de R$ 300 milhões em recursos públicos do Estado e da União.
Na operação, chamada de "Mãos Limpas", a PF da manhã até a noite, hoje, estará cumprindo 18 mandados de prisão temporária, 87 de condução coercitiva e 94 de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça(STJ). Além do Estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. De acordo com a PF a organização criminosa é composta por servidores públicos, políticos e empresários.
A corrupção ocorria mediante um esquema de desvio de recursos da União repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEF). Nas investigações, a PF constatou que a maioria dos contratos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e contemplavam empresas previamente selecionadas.
Ainda de acordo com a PF nas investigações constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos provocando desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá - seu presidente é um dos presos - Assembleia Legislativa, Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
Agora, segundo a PF, os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência e formação de quadrilha.
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