segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cinema, Claude Chabrol morre aos 80 anos

O diretor francês Claude Chabrol, um dos fundadores da Nouvelle Vague, que revolucionou o cinema nas décadas de 50 e 60 morreu neste domingo, aos 80 anos.   Chabrol dirigiu mais de 70 filmes durante seu meio século de carreira. Seu primeiro longa, “Le beau Serge” (1958) lhe valeu a aclamação da crítica e foi considerado um manifesto do movimento Nouvelle Vague, que inclui diretores como François Truffaut e Jean-Luc Godard.
Seus filmes focavam a burguesia francesa, revelando a hipocrisia, a violência e seu ódio latente por baixo da superfícia de respeitabilidade. Chabrol chegou a ser comparado com Alfred Hitchcock por sua aura de suspense.
Thierry Fremaux, diretor do Festival de Cinema de Cannes lamentou a morte do cineasta em entrevista a uma cadeia de rádio francesa. “Claude Chabrol é parte de nosso patrimônio nacional, tanto por seus filmes, quando por sua personalidade”, disse.
Durante seus anos em atividade, Chabrol trabalhou em ritmo acelerado, lançando praticamente um filme por ano. O cineasta escreveu muitos roteiros originais, mas também adaptou clássicos da literatura francesa como “Madame Bovary” (1991) e histórias de Guy de Maupassant, tanto para a TV quanto para o cinema.
Seus principais filmes incluem “As corças” (1968), “O açougueiro” (1970) e “A teia de chocolate” (2000), estrelado por Isabelle Hupert, uma de suas atrizes preferidas, que também atuou em “Um assunto de mulheres”, de 1988.
O último filme do diretor foi “Bellamy”, do ano passado, estrelado por outro monstro sagrado do cinema francês, o ator Gerard Depardieu.
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