Eduardo Guimarães no seu Blog
Novamente, Lula choca a elite com seu linguajar popularesco, com sua identidade brasileira, com a espontaneidade com que se pronuncia. Sobre a proibição de país aplicarem qualquer tipo de castigo físico aos filhos, Lula sintetizou o que pensa de uma criança apanhar de seus responsáveis legais: “Dói pra cacete”.
Escândalo! Infâmia! Incompatível com o cargo! Como um presidente pode usar “cacete” como superlativo? Ainda se fosse como substantivo, referindo-se a um bastão, poderia ser aceito, no limite da boa vontade com o vernáculo. Mas no sentido superlativo, não. “Pra cacete” lembra outra expressão mais popular ainda e tragicamente chula, pois diz respeito ao órgão sexual masculino.
Vocês, homens e mulheres comuns, de carne e osso, falam assim. Mas não na condição de presidentes da República, dirão os almofadinhas empertigados da imprensa, que se acham verdadeiros lordes, cada um deles se acreditando mais erudito, mais visionário, mais capacitado do que qualquer outro ser humano. Verdadeiros presentes para a humanidade.
É o cacete! Lula é povo, meus caros. É um de nós, que dizemos palavras como “cacete” e “merda” sem acharmos que, com isso, estaremos chocando alguém. Porque no Brasil brasileiro, as pessoas falam assim. Inclusive esses almofadinhas, depois da segunda dose. Daí esqueceram a pose – eles precisam de álcool para virarem seres humanos.
Essa gente odeia o povo. Não gosta da cor, não gosta do cheiro, não gosta dos traços físicos, não gosta das vozes, não gosta de nada que seja popular, porque o “must”, para esses babacas, é a cultura europeia, são as músicas americanas, são aqueles convescotes insossos em que se entra com fome e se sai com fome. E entediado até a raiz dos cabelos._____________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário