quarta-feira, 4 de março de 2009

Procurador da República e MST enfrentam Gilmar

Antonio Fernando: alguém tinha que dizer ao Supremo Presidente que ele ainda não é Presidente.

Saiu na Folha (*), pág. A5:
“Procurador confronta Mendes sobre MST – Antonio Fernando de Souza diz que Ministério Público ‘não está dormindo’ diante de conflitos agrários. Em nota, MST do Pará faz defesa de invasões de terra, critica o presidente do STF e chama Dantas de ‘banqueiro corrupto’.”
“Questionado se o Presidente do STF teria extrapolado suas prerrogativas institucionais, o procurador geral respondeu: ‘Não faço julgamento de autoridades. Cada um sabe o que diz. Também não é atribuição dele julgar esse caso concreto. Ele deve achar que é. As minhas atribuições eu sei plenamente e me mantenho dentro delas.”
Diz a nota do MST: “Crime não é ocupar terras que não cumpram sua função social, mas vender terras públicas a banqueiros corruptos que são soltos pelo mesmo juiz que faz acusações difamatórias aos movimentos sociais”.
Conclusões:
1 - Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat – leia sobre a “sinistra ligação entre Dantas e Gilmar?” - foi longe demais.
2 - Se o Executivo e o Legislativo se calam diante da ofensiva do Supremo Presidente no PiG(**), o Ministério Público e o único grupo político organizado deste país – o MST – não vão deixar mais sair barato.
3 - O presidente que tem medo deu cobertura política e empresarial a Daniel Dantas, ao fechar a patranha da BrOi, que incluiu um cala-a-boca de US$ 1 bilhão a Dantas.
4 - Gilmar Dantas, segundo Noblat, só ficou desse tamanho, porque o presidente que tem medo deixou. Porque se submeteu ao “chamar às falas” e degolou o ínclito delegado Paulo Lacerda.
E cadê o áudio do grampo?

Paulo Henrique Amorim
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