Renan, a Derrota e a Vitória!
Renan Calheiros, afinal renunciou em definitivo à Presidência do Senado. Foi uma grande derrota, para quem não tinha no seu dicionário, a palavra renúncia. Já estava fora, mas conseguiu uma sobrevida na Presidência e sobrevive como Senador.
Perdeu a Presidência do Senado porque se envolveu num confronto com a "opinião publicada" e essa não lhe deu trégua, não aceitou acordo e pressionou os Senadores. Já no primeiro julgamento no plenário do Senado havia garantida sua absolvição, que ontem foi confirmada. E com maior número de votos da última vez.
Reflete uma posição majoritária entre os Senadores que teriam até mantido Renan na Presidência não fosse o confronto coma "opinião publicada". O corporativismo no seio do Senado é muito forte. E os Presidentes se elegem pelos compromissos de manter e se possível, ampliar os benefícios, e as "mordomias" dos Senadores. Renan Calheiros concedeu, mas anotou. Montou um significativo arquivo de "deslizes" dos seus colegas. Que sempre usou como arma, para garantir votos a seu favor.
Hoje, mantido o mandato, irá submergir para o baixo clero do Senado, até vislumbrar uma oportunidade para reemergir. Terá agora tempo para montar uma forte base política municipal em Alagoas. Com isso, Renan transforma a derrota em vitória. A imagem final que passa, pela mesma mídia que o condenou, é de vitória: a tal "alma lavada". Só faltou ser homenageado pela "dança de solidariedade" como a da ex-deputada Angela Guagdamin para comemorar a absolvição do seu colega Paulo Rocha.
A "opinião publicada nacional" poderá continuar indignada e insatisfeita. Mas a de Alagoas onde Renan tem votos e se elege, a mesma "opinião publicada regional" estará majoritariamente a seu favor, comemorando a vitória do David sobre o gigante Golias (as grandes redes da mídia, do Sudeste).
O Brasil não é Alagoas, Alagoas não é o Brasil. Mas são partes de um mesmo universo.
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