segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

PIG: POR QUE O WAACK NÃO FALA DOS BANCOS ?

Por Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail de um leitor que prefere não se identificar.

“Estou aqui assistindo ao Jornal da Globo, que está em feroz campanha contra a CPMF. William Waack, hoje, saiu com uma pérola: "Apesar de todos os especialistas concordarem que a CPMF afeta toda a economia, o presidente Lula continua dizendo que só os ricos pagam a contribuição, que ele chama de imposto"...
Então, resolvi fazer uma conta: peguei o meu salário digno da elite branca e observei o quanto paguei no mês de novembro a título de CPMF (R$ 43,61, sendo que o mês foi atípico, porque vendi um carro e parte do dinheiro foi colocado na minha conta) e quanto paguei ao Banco X em taxas diversas (R$ 58,16). O Banco X é um banco popular, e eu não tenho nenhum daqueles benefícios especiais para grandes clientes. Então, eu pergunto: é melhor pagar a CPMF ou pagar as taxas do Banco X ? O ideal seria não pagar nada. Mas fica a questão: por que o William Waack e o Arthur Virgílio nunca fizeram uma campanha raivosa contra as tarifas bancárias? Pela lógica deles, o Banco X pesaria mais no preço do pãozinho do que a CPMF, não?”

Em tempo: William Waack, para quem não sabe, é a versão noturna, trevosa, da Miriam Leitão, do Bom (?) Dia Brasil. O Waack derruba o Governo Lula quando você vai dormir e a Miriam Leitão derruba o Governo Lula quando você acorda. É a liberdade de imprensa no Brasil – a liberdade dos donos da imprensa e seus epígonos.

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