Ao mesmo tempo, as ONGs também aproveitam o encontro para fazer campanhas criativas e irreverentes em Bali. O “urso polar” do Greenpeace percorre todos os dias os corredores do centro de convenções para alertar sobre o degelo das regiões glaciais.
O Greenpeace também instalou um termômetro de seis metros de altura que lembra os participantes do encontro sobre a obrigação de chegar a um consenso para evitar que a temperatura continue subindo.
A combinação de secas, queimadas e mudanças climáticas pode apressar a savanização da Amazônia e a floresta pode chegar a pontos críticos de emissão de gases de efeito estufa em 20 anos. O diagnóstico foi apresentado hoje (6) pelo especialista Daniel Nepstad, do Centro Woods Hole de Pesquisa, durante a 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), em Bali, na Indonésia.
A savanização é a transformação da floresta em savana, um tipo de vegetação composta por gramíneas, árvores esparsas e arbustos, semelhante ao cerrado.
Nepstad, que há 23 anos realiza pesquisas na Região Amazônica, aponta que os atuais cenários de desmatamento aliados ao aumento da pressão pela exploração agrícola da floresta e aos eventos climáticos extremos - como a seca que atingiu a região em 2005 - podem levar à destruição de 60% da vegetação até 2030.
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