Hoje, provavelmente, haverá uma decisão sobre a CPMF.
Mais um adiamento da votação fará com que a CPMF acabe em 31 de dezembro e volte à discussão em 2008. Se for isso, provavelmente só voltará a vigorar no segundo semestre de 2008, depois de sucesivas crises no setor da saúde pública.
Nesse cenário, o que fará o PSDB com a vitória obtida? Depois das comemorações iniciais, com o DEM, o que irá fazer?
Como se comportará diante das crises de atendimento da saúde pública, que - por coincidência ou não - irão afetar principalmente os Estados de São Paulo e de Minas Gerais? E ainda o Rio Grande do Sul. Ainda que a crise não seja intencional, será por conta dos entraves burocráticos. A transferência de verbas é um processo orçamentário complexo e demorado.
Não havendo a aprovação da PEC, a proposta orçamentária terá que ser inteiramente reformulada. Não só pela CPMF, mas pela eliminação da DRU, ou seja, da desvinvulação das receitas da União. Todas as vinculações terão que ser respeitadas. A peça orçamentária só será aprovada em meados de 2008, restringindo os gastos. Principalmente as transferências para os Estados e Municípios.
A oposição terá conseguido o seu objetivo. Reduzir quantitativamente os gastos da União. Uma redução que irá afetar a prestação dos serviços públicos.
Como o eleitorado irá reagir a essa piora nos serviços públicos, em ano eleitoral?
Os eleitores são, predominantemente, os contribuintes ou os beneficiários dos serviços públicos.
Em quem a população colocará a culpa pela piora dos serviços? No governo ou na oposição?
Para a população, a piora dos serviços de saúde será de responsabilidade de José Serra, Aécio Neves, Ieda Crusius, Gilberto Kassab, César Maia e outros. Será também de Sérgio Cabral, Jaques Wagner e outros dos partidos aliados.
Agora, e se ocorrer o inverso. Ou seja, o governo consegue aprovar a prorrogação da CPMF?
O que acontecerá com o PSDB esfacelado?
Enfim, o PSDB sofrerá uma derrota ou uma falsa vitória?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
CPMF: O CAPITULO FINAL DA NOVELA
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