Eles entram em sua casa para dizer a opinião do patrão, mas você não pode entrar na deles para dizer a sua. E o pior é que a casa "deles" é sua também, porque a Globo opera sob concessão pública, isto é, a faixa do espectro radioelétrico que ela usa pertence a todos e, portanto, todos os segmentos da sociedade têm o direito de se manifestar na mídia eletrônica.É claro que ninguém está pedindo que cada cidadão possa ir à tevê dizer seus pontos de vista, mas os pontos de vista de toda sociedade têm que ser contemplados. Se eu e centenas de milhares, talvez milhões de cidadãos temos queixas de como um meio de comunicação eletrônico usa a concessão que lhe foi outorgada pelo Estado, esse meio tem OBRIGAÇÃO de dar espaço a essas queixas.
A Globo representa a usurpação do espaço público que é o ar por onde trafegam as ondas de rádio e tevê. Seu método imperial de atuar, as benesses que recebeu do regime militar que lhe permitiram tornar-se o que se tornou, suas tentativas de conduzir política e ideologicamente a sociedade para onde quer a família Marinho, tudo isso é contado em verso e prosa pelos quatro cantos do país.
Por todas essas razões, no dia 10 de novembro, às 10 horas da manhã, o MSM (Movimento Sem Midia) se manifestará diante da sede da Globo em São Paulo, situada na Rua Evandro Carlos de Andrade, 160, na região do Brooklin, onde faremos um ato pelo fim das práticas inaceitáveis de um grupo empresarial que se apoderou da fatia do leão da comunicação do Brasil e, por conta disso, vem impondo os desígnios dos donos desse grupo à sociedade.
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