Os protestos estudantis na Venezuela são muito mais complexos do que faz acreditar a mídia corporativa brasileira. Na capa dos jornais só saem fotos atribuindo a "milícias" chavistas a repressão a estudantes que são contra a reforma constitucional que será submetida a plebiscito em dezembro.
A mídia brasileira se nega a abandonar o maniqueísmo e aceitar que existem estudantes contra e a favor das reformas. No Brasil, clama pela polícia para reintegrar a posse nas ocupações estudantis ou protesta quando movimentos sociais prejudicam o trânsito.
Na Venezuela, o apoio é total ao movimento estudantil, desde que seja contra o governo. As fotos que aparecem acima são de confrontos que aconteceram dentro de uma das universidades de Caracas. Um grupo de estudantes bolivarianos teria sido perseguido por outro, anti-Chávez, que usou coquetéis molotov para destruir instalações.
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