sexta-feira, 16 de novembro de 2007

BALEIA ENCALHA NO RIO TAPAJÓS

A baleia da espécie Mink, encontrada na manhã de quarta-feira (14), no rio Tapajós, em frente à comunidade de Piquiatuba, área da Floresta Nacional do Tapajós (Flona), no município de Belterra, no Oeste do Pará, continua encalhada no local. Várias tentativas foram feitas pelos moradores, antes da chegada de uma equipe do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para ajudar na remoção do animal, que foi visto boiando, desde a terça-feira passada, por pescadores.
Uma equipe do Ibama, com a ajuda de especialistas do Instituto, em Belém, conseguiu desencalhar o animal na tarde de ontem. A baleia desceu o leito do rio cerca de dois quilômetros, mas voltou a encalhar depois que os técnicos já haviam retornado para Santarém, distante 100 quilômetros por estrada.
De acordo com o agente de saúde de Piquiatuba, Nelton Castro Rocha, o Ibama foi acionado assim que os pescadores viram o animal encalhado, por volta das 13h de quarta-feira, mas somente às 20h chegou uma bióloga, que vistoriou o local e constatou que se tratava de uma baleia da espécie Mink. A operação de salvamento começou na manhã de ontem. Para remover o animal não foi difícil. A mão-de-obra foi manual. Alguns empurrões e a baleia, que pesa cerca de sete toneladas e mede cinco metros, foi removida. Ela desceu o rio e ficou encalhada em frente o retiro Jandaco, ainda na comunidade de Piquiatuba. O morador Antônio Walter Lima de Sousa assegura que o animal não será retirado com muita facilidade, uma vez que aquela parte do Tapajós é muito rasa, e é agravada pelo período de seca. Diz que ela está sem se alimentar e apresenta ferimentos nas costas, provavelmente feitos por embarcações. Em princípio, os moradores achavam que se tratava de uma cobra grande ou um jacaré. Só após o professor da comunidade tirar várias fotos foi que se conseguiu descobrir que era uma baleia.
A Mink era uma das espécies de baleias mais caçadas pela Companhia de Pesca Norte do Brasil (Copesbra), uma empresa nipo-brasileira, que se instalou em Cabedelo, na Paraíba, em 1910. Durante 75 anos, a Copesbra abateu cerca de 22 mil baleias. Em 1986 a caça de baleias foi proibida no Brasil. Segundo o site do Greenpeace (www.greenpeace.org), mais de 2 milhões de baleias foram mortas, até a declaração da moratória da caça por tempo indeterminado, em 1986. Mas o Japão, a Noruega e a Islândia ainda caçam baleias.

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