Uma equipe do Ibama, com a ajuda de especialistas do Instituto, em Belém, conseguiu desencalhar o animal na tarde de ontem. A baleia desceu o leito do rio cerca de dois quilômetros, mas voltou a encalhar depois que os técnicos já haviam retornado para Santarém, distante
De acordo com o agente de saúde de Piquiatuba, Nelton Castro Rocha, o Ibama foi acionado assim que os pescadores viram o animal encalhado, por volta das 13h de quarta-feira, mas somente às 20h chegou uma bióloga, que vistoriou o local e constatou que se tratava de uma baleia da espécie Mink. A operação de salvamento começou na manhã de ontem. Para remover o animal não foi difícil. A mão-de-obra foi manual. Alguns empurrões e a baleia, que pesa cerca de sete toneladas e mede cinco metros, foi removida. Ela desceu o rio e ficou encalhada em frente o retiro Jandaco, ainda na comunidade de Piquiatuba. O morador Antônio Walter Lima de Sousa assegura que o animal não será retirado com muita facilidade, uma vez que aquela parte do Tapajós é muito rasa, e é agravada pelo período de seca. Diz que ela está sem se alimentar e apresenta ferimentos nas costas, provavelmente feitos por embarcações. Em princípio, os moradores achavam que se tratava de uma cobra grande ou um jacaré. Só após o professor da comunidade tirar várias fotos foi que se conseguiu descobrir que era uma baleia.
A Mink era uma das espécies de baleias mais caçadas pela Companhia de Pesca Norte do Brasil (Copesbra), uma empresa nipo-brasileira, que se instalou em Cabedelo, na Paraíba, em 1910. Durante 75 anos, a Copesbra abateu cerca de 22 mil baleias. Em
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