sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Brasil deve se tornar 5ª maior economia do mundo até 2023, afirma consultoria

Urubolga Miriam Leitão em apuros... não para de apanhar !

BBC Brasil

O Brasil deve se tornar a quinta maior economia do mundo até 2023, atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Índia, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês).
Naquele ano, de acordo com estimativas da consultoria britânica, a economia brasileira superará a da Grã-Bretanha e da Alemanha.
Atualmente, o Brasil ocupa o sétimo lugar no levantamento do CEBR, que lista os 30 maiores países do mundo pelo tamanho de seu PIB nominal.
Segundo a consultoria, a economia brasileira vai se beneficiar do crescimento da população e do comércio de agricultura, este último impulsionado pelo acordo da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos alimentos transgênicos.
O estudo destaca que, em 2011, o Brasil já havia superado a Grã-Bretanha, tornando-se a sexta maior economia do mundo, mas perdeu o posto no ano seguinte devido à desvalorização cambial, ao menor crescimento econômico e à elevação das tensões políticas.
Na edição deste ano, diz a consultoria, houve poucas mudanças no ranking.
Recuperada da recessão, a Rússia tirou o oitavo lugar da Itália. Já o Canadá passou a ocupar a décima posição, que até então pertencia à Índia, devido à desvalorização da rúpia.
Na outra ponta da lista, o Irã caiu do 21º para o 30º lugar por causa das sanções econômicas em reação ao programa de enriquecimento nuclear do país. E a África do Sul, que até o ano passado ocupava a 28ª posição, saiu da lista, prejudicada pelo baixo crescimento de sua economia e da desvalorização da moeda local, o rand.
2028
Neste ano, pela primeira vez, a consultoria fez previsões para o comportamento das maiores economias do globo para um período de cinco, dez e quinze anos. Até 2012, o levantamento só dispunha de estimativas para um período de dez anos.
Segundo a CEBR, a China se tornará a maior economia do mundo em 2028, à frente dos Estados Unidos. No mesmo ano, a Índia superará o Japão e se tornará o terceiro país mais rico do globo.
O estudo destaca ainda que, embora a Grã-Bretanha seja ultrapassada pelo Brasil e pela Índia, posicionando-se na sétima posição no levantamento, a economia britânica será, em 2028, apenas 3% menor do que a da Alemanha e deve superá-la para se tornar a maior economia da Europa em 2030.
Com o reposicionamento, a China passaria a liderar o ranking em 2028, seguida por Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Alemanha, Grã-Bretanha, Rússia, México e Canadá.
______________________________________________________________________

Pochmann: Estamos assistindo ao fim da imprensa como a conhecemos

 “Parece que os jornais assumiram aquilo que eles criticavam da imprensa comunista”, sustenta o economista ao afirmar que os periódicos “escrevem para seus militantes”.

Por Marcelo Hailer - Revista Forum 

Marcio Pochmann, economista e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudo Sindicais e de Economia do Trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), recebeu a reportagem da revista Fórum para conversar sobre o primeiro ano de sua gestão à frente da Fundação Perseu Abramo (FPA). Ele também falou sobre a cobertura política da imprensa e o papel das redes no ativismo.
Segundo Pochmann, a imprensa clássica não dialoga com a geração atual, mas apenas com “seus militantes”. O economista fez uma análise das manifestações de junho e afirma que não se pode fazer uma leitura dos atos tendo como referencial as organizações sociais do século XX. Confira a entrevista abaixo:

Fórum – O que você destacaria deste primeiro ano de sua gestão frente a Fundação Perseu Abramo?
Marcio Pochmann – A Fundação Perseu Abramo tem 17 anos de existência e tem reproduzido a evolução do PT ao longo desse período. 2013, de certa maneira, apresentou algumas conexões mais fortes em relação aos desafios que o partido vem vivendo e nós organizamos a Fundação para responder a três desafios que são centrais na perspectiva do Partido dos Trabalhadores.
Fórum – E quais são esses desafios?
Pochmann – O primeiro desafio foi buscar responder a questão a respeito do projeto petista de governo. O PT é governo em mais de 600 prefeituras, em vários estados, já é governo federal há mais de dez anos e, portanto, tem uma série de carências em relação ao próprio monitoramento das suas ações. Ao mesmo tempo, tem uma necessidade enorme de formação de quadros, de gestores, justamente para viabilizar o projeto petista de transformação da sociedade. Essa reconstrução do projeto em termos de ênfase, de método, de atuação é um dos aspectos que nos fez organizar a Fundação para responder a isso.
O segundo desafio que o PT enfrenta é em relação ao seu projeto para o país e, em última análise, para o mundo. O partido político, do ponto de vista da esquerda, tem essa visão mais ampla em relação ao mundo no que diz respeito à transformação da sociedade. E nesse aspecto a Fundação reuniu cerca de 400 estudiosos, professores, intelectuais de maneira geral, trabalhando em torno de 20 temas que, para nós, são definitivos do ponto de vista de um diálogo sobre o futuro do Brasil.
Fórum – O que estes estudos revelaram até o momento?
Pochmann – Há uma configuração de um novo federalismo no Brasil, um federalismo que não mais depende, na perspectiva do passado, de haver uma “locomotiva São Paulo”, com os demais Estados sendo vagões. 
Os estudos estão mostrando que temos um Brasil reconfigurado, que a dinâmica está mudando, que hoje nós temos novas elites, há uma reestruturação da sociedade. E como é que o partido está conectado com as grandes mudanças que tivemos na estrutura social? Somos um país que está envelhecendo, ou seja, uma crescente participação de pessoas com mais idade. 
Tivemos uma mobilidade social enorme no Brasil, fruto da geração de mais empregos, que permitiram à base da pirâmide social se recolocar no mercado de trabalho, mas grande parte dessas pessoas não foram para os sindicatos.
Da mesma forma, tivemos mais de 1,5 milhão de jovens que ascenderam à universidade por intermédio do ProUni, mas não se envolveram com as instituições que representam os estudantes; tivemos quase 1,3 milhão de famílias que ascenderam à casa própria a partir do programa Minha Casa, Minha Vida, mas essas pessoas não se engajaram nas associações de bairro e de moradores.
Então, a nossa preocupação é conhecer melhor essa estrutura social para entender os seus desejos, os seus anseios e que medidas o partido precisa desenvolver. Fizemos uma série de debates e pesquisas sobre classes, drogas, reforma política, sobre a mídia. Agora, vamos fazer um debate sobre Estado Laico, sobre a questão das religiões, são vários temas quase que pontuais, mas com o objetivo de entender como conectar esse segmento com a política.
Fórum – Há uma tese de que estes jovens que ascenderam à universidade, as famílias que passaram a ter casa própria, são grupos não foram para os espaços políticos por que os partidos de esquerda esqueceram da sua base. Você concorda?
Pochmann – Temos duas hipóteses para explicar, pelo menos.Uma que é a crise da direção. Ou seja, a direção das instituições não está conectada com estes segmentos que estão ascendendo. A outra é que as instituições que nós não são contemporâneas a esses novos segmentos. Se é um problema de crise de direção, é mais fácil de mudar. E, até nesse sentido, o PT fez um grande debate neste semestre que envolveu meio milhão de participantes e também uma oxigenação na sua direção. Ele está contemporâneo a essa ascensão.
Agora, se de fato for um problema das instituições, aí a questão é muito mais grave. Particularmente, acredito que, de certa maneira, esses novos segmentos que ascenderam representam um fenômeno que ocorreu à margem das instituições que temos, não se envolveram muito com esses segmentos novos. Algumas interpretações é de que estes segmentos são muito conservadores, individualistas, que acreditam que o êxito de sua ascensão se deveu ao seu esforço individual. 
É natural que ocorra isso quando se trata de uma ascensão sem politização do ponto de vista da interpretação, da narrativa necessária a ser feita pra demonstrar que as pessoas ascenderam por que tiveram um salário mínimo maior e que foi necessário tomar uma decisão para ter um salário mínimo maior. Teve emprego porque houve decisões favoráveis ao investimento e a políticas de renda que integrassem as pessoas de baixa renda.
Fórum – Qual tem sido o papel da rede/ internet no embate no político?
Pochmann – O papel da rede não é, está sendo. É um processo de construção e essa construção é permeada de idas e vindas. A sociedade está aprendendo a identificar o potencial da rede, que parece ser enorme, e a forma como isso pode ser usado por um lado e pelo outro. A nossa preocupação em relação às mídias digitais é em torno da regulação, a construção de um marco civil.
Fórum – Você acredita na aprovação do Marco Civil com a neutralidade de rede?
Pochmann – Se não for pra isso, eu não sei qual é o sentido de ter um Marco Civil.
Fórum – E, falando em redes, nós tivemos as manifestações de junho, que foram organizadas, majoritariamente, pela redes sociais. O que estas manifestações trouxeram?
Pochmann – As manifestações aqui são mais contemporâneas às questões ocidentais do ponto de vista da vida humana neste século e dizem respeito à revolução informacional e dos serviços. Nós estamos transitando de uma sociedade industrial para uma sociedade de serviços e, de maneira geral e heterogênea, as reclamações que levaram o povo às ruas eram questões relacionadas aos problemas de serviço: saúde, educação… 
A minha leitura é que se trata de serviços públicos: a saúde não funciona, a cidade não tem mobilidade. Se formos olhar do ponto de vista do consumidor, as maiores reclamações são direcionadas aos planos de saúde privada, para as empresas de transporte aéreo, para os bancos, então há um problema nos serviços para os quais não temos grandes respostas, a não ser a resposta derivada da forma de o Estado atuar que vem do século passado, que é trabalhar com caixinhas. 
O todo ainda é fatiado e as pessoas que foram para as ruas foram reclamar de tudo. Perdemos a capacidade de olhar o indivíduo na sua totalidade e o Estado ainda não teve a capacidade de entender isso.
Fórum – Muitos setores da política disseram que os atos eram despolitizados, não tinham um foco. Você concorda com essa crítica?
Pochmann – É uma crítica adequada para os movimentos sociais do século XX, que eram constituídos a partir de organizações existentes que articulavam os atos políticos. Esses movimentos (que atuaram nos atos de junho) são característicos do século XXI. Essas pessoas foram às ruas por que não acreditam nas instituições existentes e essa é uma explicação para a qual não tenho resposta, mas acredito que na política, onde não existe o tal do vácuo, em algum momento alguma instituição vai ter que assumir essa contemporaneidade.
Fórum – Recentemente, tivemos a descoberta da máfia dos fiscais a partir de uma investigação da atual gestão municipal de São Paulo. Posteriormente, a cobertura jornalística acabou misturando as responsabilidades da administração Haddad e da gestão Serra-Kassab. Como encarou essa cobertura?
Pochmann – É uma cobertura coerente com a forma de imprensa que temos no Brasil. Incoerente se ela tivesse dado uma certa imparcialidade, o que não aconteceu.
Trabalhei na gestão da Marta (2001-2004), é impressionante a presença da chamada grande imprensa. Encerrado o governo da Marta, iniciou-se outro governo e praticamente desapareceu. Quando tinha um problema na Secretaria de Transporte, a chamada era “O governo da Marta está com um problema assim…”, depois que mudou o governo era “Secretaria X…”, nunca estava vinculado ao prefeito. Na verdade, quando você define a pauta, já é uma coisa muito ideológica. Então, vejo com coerência, incoerência é a nossa de imaginar que a imprensa faria uma cobertura imparcial.
Fórum – Há 20 anos Perseu Abramo escreveu o ensaio “Padrões de Manipulação da grande imprensa” e lá ele já identifica a imprensa enquanto uma força política. Acredita que hoje vivemos isso de maneira aprofundada?
Pochmann – Parece que os jornais assumiram aquilo que eles criticavam da imprensa comunista. Você tinha o Pravda, que sempre tinha uma crítica ao capitalismo, ou seja, era um jornal que escrevia para os seus militantes. Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais. Mas eles têm um público cativo, e para manter esse público cativo ficam alimentando uma visão que é, a meu ver, insustentável, isso não tem futuro. Estamos assistindo ao fim desse tipo de imprensa. Está em construção uma outra imprensa, uma outra cobertura, que é a coisa digital e isso também está em construção.
__________________________________________________________

Como os Jornalões conseguiram estragar um Natal surpreendente


Por Luis Nassif,

"Folha e Estadão esmeraram-se em tratar as vendas de Natal como um fracasso.
Manchete da Folha: “Comércio tem o pior resultado no Natal em 11 anos”.
Manchete do Estadão: “Com crédito contido e juros altos, vendas de Natal decepcionam”.
Ambos os jornais trabalham em cima de dados da Serasa Experian e da Alshop (a associação dos lojistas de shoppings).
Vamos a alguns erros de manchetes e de análises.
1. Erro de manchete: Se em 2013 vendeu-se mais do que em 2012, como considerar que foi o pior resultado em 11 anos?
2. A Serasa trabalha especificamente com pedidos de informação para crédito. Houve retração no crédito, mas a maior ferramenta de vendas têm sido o parcelamento (em até dez vezes) em cartões de crédito e de loja. Os jornalões trataram os dados da Serasa como se representassem o universo total de vendas.
3. As vendas em shoppings deixam de lado o comércio para classes C e D - justamente as que mais vêm crescendo. Mesmo assim, os jornalões trataram os dados como se representassem o todo.
4. A Alshop (associação dos lojistas) informou que as vendas cresceram 6% no Natal. O problema maior foi o aumento do número de lojas, que fez com que as lojas mais antigas permanecessem com o mesmo faturamento. Ora, o que expressa o mercado são as vendas totais. A distribuição entre lojas novas e antigas é problema setorial, que nada tem a ver com a conjuntura.
5. Os jornalões deixaram de lado o comércio eletrônico - que tem sido o principal competidor das lojas de shopping. Em 2013 os shoppings centers venderam R$ 138 bilhões, 8% a mais do que em 2012. O comércio eletrônico vendeu R$ 23 bilhões, ou 45% a mais do que em 2012. Somando a venda dos dois segmentos, saltou de R$ 151 bi em 2012 para R$ 161 bi em 2013, aumento de expressivos 12%.
6. Os jornais falam em “decepção”, porque a Alhosp esperava crescimento de 10% nas vendas de Natal e conseguiu-se “apenas" 6%. Esperar 10% de crescimento com uma economia rodando a 2% é erro clamoroso de análise. Mas, para os jornalões, o erro está na realidade, que não acompanhou os sonhos.
Se não houvesse essa politização descabida do noticiário econômico, as análises estariam em outra direção: a razão do consumo ainda não ter se acomodado mesmo com dinheiro mais caro, o crédito mais escasso, com a competição de Miami, com o PIB andando de lado etc. E suas implicações sobre as contas externas brasileiras. Estariam questionando também que raios de política monetária é esta, na qual aumenta-se a Selic para supostamente reduzir a demanda agregada, e ela continua crescendo.'
__________________________________________________

ATO FALHO DO GLOBO MOSTRA DESÂNIMO DA DIREITA

Pessimismo já tomou conta da oposição e do PiG
2014 já era para os Marinho,



Em tempo: este não é o primeiro ato falho vindo da Globo Overseas.
Antes, o próprio Noblat chamou Gilmar Mendes de Gilmar Dantas. Veja aqui, em vídeo, e aqui, em um texto.
Depois foi a vez do Ataulfo Merval. O imortal colonista chamou o mesmo ministro de Gilmar Mentes.
E sobrou até para o Fux, que passou a ser conhecido como Luis Fucks.
_____________________________________________________

Mujica aparece de sandálias em posse de ministro uruguaio



Mujica novamente surpreendeu a todos pela sua simplicidade e seu desprezo ao protocolo assistindo à posse do seu novo ministro da Economia, Mario Bergara, de sandálias.
Devido ao calor intenso no Uruguai, Mujica aproveitou para arrear as calças, revelando suas pernas, quase como se estivesse de bermuda.
No evento, ele também abordou assumiu a responsabilidade pela forma como foi liquidada a companhia aérea estatal Pluna, um processo que está na Justiça, e pela demissão do ex-ministro da Economia Fernando Lorenzo.
_________________________________________________________________

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Retrospectiva DCM 2013: o ano em 22 frases imortais, não necessariamente no bom sentido

Eles falaram. Eles foram ouvidos. Eles nos fizeram rir, chorar ou conter espasmos. 22 frases de 2013 que ficarão para a história, pelos motivos certos ou errados.

por : Kiko Nogueira


“Eu usava um pouco de EPO, transfusões de sangue e testosterona”
Lance Armstrong


“‘Depois da união civil virá a adoção de crianças por parceiros gays, a extinção das palavras pai 
e mãe, a destruição da família”
Marco Feliciano




“Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”
Joelma, da banda Calypso, provando os efeitos daquela sua jogada de cabeça para adiante


“A PEC pegou todo mundo desprevenido. Adeus, chazinho na hora de dormir; adeus, vestido 
passado às 10 da noite; adeus, suquinho no meio da tarde”
Danuza Leão, chateada com a aprovação da PEC das domésticas


“Continuem noite a dentro (sic) debatendo enquanto eu e o pessoal do Pânico rimos de tudo e nos divertimos. Ganhamos: cheque-mate (sic)”
Gerald Thomas, depois de enfiar a mão na saia da apresentadora Nicole Bahls


“E a torcida grita: ‘Ei, Galvão, vai tomar no c…’”
Galvão Bueno, narrando a própria aclamação na final da Copa das Confederações entre Brasil 
e Espanha


“Gostaria de dizer que não gosto de políticos. Eu gosto de Ramones”
Mayara Vivian, do Movimento Passe Livre


“Não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer”
Major Lídio Costa Junior, da PM de São Paulo


“Vamos esquecer essa confusão toda, todas essas manifestações, e vamos pensar que a Seleção 
Brasileira é o nosso país”
Pelé, mais Pelé do que nunca


“Foi bom tocar nesse assunto, porque eu realmente estava machucado”
Anderson Silva, tentando explicar o nocaute patético para Chris Weidman que lhe custou o 
cinturão


“Que monte de besteira”
Espectador da BBC sobre a cobertura ridícula do nascimento do bebê real


“Para não ficar cansativo vou ensinar agora a fazer um belo miojo”
Carlos Guilherme Custódio Ferreira, estudante, autor da redação mais famoso da Enem em 
todos os tempos


“Eu tenho muito respeito pelo ET de Varginha”
Dilma Rousseff


“Barbara, você é gay assumida, né? Qual o nome da sua namorada?”
Paula Lavigne, cheia de classe, então porta-voz do grupo Procure Saber, para a jornalista 
Bárbara Gancia no programa “Saia Justa”


“Mesmo já sendo um partido programático, e mesmo já tendo a chancela da sociedade, nos foi cassado o direito de nos constituirmos”
Marina Silva, pragmática, assinando a filiação com o PSB



“Na medida em que ele utilizou o termo descalabro, sou obrigado a devolver na mesma moeda. 
É difícil aceitar essa referência sobre o final da nossa gestão”
Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, em cuja gestão uma máfia de fiscais roubou R$ 500 
milhões, respondendo a Fernando Haddad


“Sou uma pessoa muito usada por Deus”
Tati Neves, garota de programa que dormiu com Justin Bieber e fez um vídeo fofo do menino 
nanando

“Só porque eu sou branquinha?”
Fernanda Lima no sorteio da Copa do Mundo


“É um velho careta”
José Mujica, respondendo a dirigente da ONU que condenou a legalização da maconha no 
Uruguai


“Eu estou comendo vidro”
Eike Batista


“Sim, eu fumei crack. Quando fiz isso? Provavelmente num dos meus momentos de bebedeira”
Rob Ford, prefeito de Toronto, doidão


“É possível fazer mais com menos, sem comprometer o funcionamento da casa. Leis modernas para transformar o Brasil no país que os brasileiros querem”.
Renan Calheiros, dias depois de pegar um avião da FAB para fazer implante de cabelo
_________________________________________________________________

Roberto Carlos: O Símbolo da Ressaca do Natal e do Autismo dele e da Globo


Um espectro ronda o fim de ano: o espectro do especial de Roberto Carlos.

Por : Kiko Nogueira

Enquanto Justin Bieber, a criança mais chata do show bis, anuncia sua aposentadoria, Roberto continua firme numa atração que, se depender dele, deve durar até o fim dos tempos.
Rumando para a edição número 40, o programa é símbolo de duas coisas, uma ancestral e outra moderna: a ressaca do dia 25; a irrelevância, hoje, dele e da Globo. No ano passado, RC marcou 28 pontos de média no Ibope, batendo em 10 nos piores momentos. Em 2000, chegou a mais de 40.
É como assistir a um funeral em praça pública. Um cantor de 72 anos fazendo o mesmo de sempre, cantando as mesmas coisas de sempre, para um público que diminui e diminui. E ainda com a exposição de suas manias e do TOC.
De acordo com a Folha, ele queria um clima de Oscar. Encanou com a cacofonia do nome do lugar onde haverá a gravação, a Cidade das Artes (“das ar”, “azar”). Queria entrar de carro no palco, como acontece em alguns de seus shows, o que não foi possível porque não há acesso no teatro.
Erasmo Carlos apareceu de preto, com seu figurino tiozinho Harley Davidson. Roberto, como se sabe, só admite o azul ou o branco. Erasmo explicou que não tinha outra roupa. Ganha uma calça Tremendão quem acreditar nisso. Erasmo deu uma trolada bonita no amigo.
Ele receberá convidados como Lulu Santos, Tiago Abravanel, Anitta e a atriz Tatá Werneck, além dos DJs que fizeram “Remixed”, uma coletânea de versões emasculantes de hits de RC, pretensamente lançada para uma audiência mais jovem.
Todo artista tenta se rejuvenescer. É uma questão de sobrevivência. RC já tem mais de 50 anos de estrada e, se ainda dependesse somente das ex-adolescentes dos anos 60, estaria frito. Mas o que seu programa mostra, vivamente, é um artista caquético de corpo e espírito. Uma espécie de Norma Desmond, a ex-estrela do cinema mudo de “Crepúsculo dos Deuses”, que tinha um chimpanzé para lhe fazer companhia e vivia num mundo à parte. “Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos”, dizia ela, em sua piração decadente.
A única razão para ver o especial de Natal de RC é testemunhar o fim de um mundo. Agora, mesmo para isso, teria de ser um final apoteótico, algo que valesse a pena. Não é. Uma sugestão seria ele anunciar sua aposentadoria. Como isso não vai ocorrer, o programa vai minguar lentamente até que o último chimpanzé se lembre de que tem mais o que fazer e desligue a televisão.
__________________________________________________________

.... SANZALA ....

... Juntos com o público sem nenhuma regalia, sem utilizar 
aviões emprestados ou fretamentos escusos ou favorecimento 
da Força Aérea... Qua...Qua...Qua....





DIRCEU: "NÃO TEMOS E NUNCA PEDIMOS REGALIAS"


Do Complexo Penitenciário da Papuda, José Dirceu mandou mensagem de agradecimento às 
felicitações que recebeu por conta do Natal e voltou a falar da arbitrariedade de sua prisão e 
desmentiu informações de que ele e os demais réus estariam tendo regalias; Zé Dirceu fala ainda 
da "campanha" contra seu direito de trabalhar e deseja "bom ano novo" e pede força à 
militância; "Nada disso nos abate, já que o apoio, a solidariedade, a justeza de nossa luta e a 
presença amiga de vocês e da nossa militância nos fortalece. O símbolo dessa luta é 
acampamento e sua alma a juventude petista"

Companheiros e companheiras,

Recebi com alegria as mensagens que cada um de vocês postou nesse dia tão feliz que é o Natal. Maria Alice vai retransmitir para as famílias do Genoíno e Delúbio.

Aqui estamos como sempre lutando, lendo e estudando, nos preparando para a luta. É importante a denúncia da prisão arbitrária e a demanda para o cumprimento da lei, do regime semiaberto. Não bastasse a injustiça de nossa condenação e prisão agora somos vítimas de uma campanha infamante sobre regalias e privilégios que não temos e nunca pedimos.

Contra mim voltam as campanhas que buscam impedir que eu exerça minha atividade profissional.

Nada disso nos abate, já que o apoio, a solidariedade, a justeza de nossa luta e a presença amiga de vocês e da nossa militância nos fortalece. O símbolo dessa luta é o acampamento e sua alma a juventude petista.

Um abraço militante e petista.

Um feliz Natal e um ano bom para nós, nossas famílias e o nosso povo.

 Zé
______________________________________________________________

FORÇA DE LULILMA NO INTERIOR NÃO É SÓ BOLSA FAMÍLIA


O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.

No Tijolaço de Fernando Brito:  FORÇA DE LULA E DILMA NO INTERIOR ESTÁ LONGE DE SER SÓ O “BOLSA FAMÍLIA”

Brizola contava, volta e meia, seu diálogo com o líder da independência de Moçambique, Samora Machel, quando perguntou-lhe quantos eram, afinal, os moçambicanos, já que havia incerteza quanto à população do país.
Machel disse-lhe: bem, os das cidades sabemos. Os outros são como os elefantes: só os vemos quando saem da selva.
O Brasil das metrópoles – imenso – não conhece mais o Brasil das pequenas cidades, dos sertões e matas, que é imenso também.
Tornaram-se escondidos e seguiam esquecidos.
A ausência do poder público federal – nas grandes cidades, município e estado suprem, em parte este vácuo – deixou fora do processo de modernização da vida do país.
Os governos Lula e Dilma impulsionaram as parcerias diretas com os mais de 5.500 municípios brasileiros.
90% deles têm menos de 50 mil habitantes e, somados, reúnem um terço da população brasileira.
Em entrevista publicada hoje no Estadão, o cientista político Vitor Marchetti diz que é um erro atribuir a popularidade de ambos, nas pequenas cidades – os famosos “grotões” – ao Bolsa- Família.
Para ele, é “pouco verdadeiro atribuir ao Bolsa Família o avanço que o PT teve em regiões mais pobres, em municípios pequenos e médios do interior do País.”
- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.
O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.
Num país com a nossa extensão e complexidade, o Governo Federal não pode ser apenas o gestor da macropolítica ou da macroeconomia, como querem os tecnocratas e mero repassador de recursos para os municípios.
Tem de fazê-lo, mas, ao mesmo tempo, tem de ser o indutor da aplicação destes recursos, direcionando-os de forma exclusiva, com contrapartidas administrativas e direcionamento de projetos.
O “Mais Médicos” é um dos muitos exemplos de programas operacionalizados pelas prefeituras, com recursos federais, e regras definidas.
Do contrário, a simples descentralização de recursos e da administração será, como sempre foi, um mero processo de cooptação de chefes políticos locais.
____________________________________________________

HADDAD DÁ PARQUE AO POVO; CERRA DEU PARQUE À GLOBO


O mesmo governo que não legalizou o Pinheirinho, presenteou a Rede Globo de Televisão com 
um terreno de R$ 11 milhões.

Diferenças entre o modo de governar do PT e do PSDB: O Pinheirinho da Rede Globo foi 
legalizado pelo Estado


Por Wilian César Do blog da Maria Frô

O mesmo governo que não legalizou o Pinheirinho, presenteou a Rede Globo de Televisão com um terreno de R$ 11 milhões.
No último domingo, a Polícia Militar de São Paulo usou de sua peculiar truculência para expulsar as 1600 famílias do acampamento Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
A área foi devolvida ontem para a massa falida da empresa Selecta, do especulador Naji Nahas.
Durante os oito anos de ocupação,o prefeito José Eduardo Cury (PSDB) procurou dificultar ao máximo as negociações para que o terreno fosse declarado como “Zona especial de interesse social”, medida necessária para desapropriar e legalizar a área para os moradores.
Depois foi a vez do governador Geraldo Alckmin recusar qualquer acordo. Mesmo havendo a oportunidade de solicitar um prazo junto à Justiça para adiar a reintegração e tentar uma decisão conjunta com os governos municipal e federal, ele resolveu colocar a polícia em campo e deixou toda aquela gente na sarjeta.
O interessante nessa história toda é que o governo não apresentou o mesmo comportamento quando a invasão partiu do maior canal de tv do país.
É dela mesmo que eu estou falando, a Rede Globo de Televisão.
Para quem não conhece a história, durante 11 anos a Rede Globo se apropriou de um terreno público localizado ao lado de sua sede em São Paulo.



O local fica em uma da regiões mais cobiçadas pelo mercado imobiliário, tem 11.600 metros quadrados e está avaliado em R$ 11 milhões.
A emissora dos Marinhos cercou e transformou o lugar verde de praça pública em espaço privado, de modo que qualquer cidadão (não global) que se aproximava era barrado e expulso pelos seguranças.
Em 2010, a denúncia da invasão foi ao ar no programa Domingo Espetacular, da Rede Record, então o governador José Serra resolveu legalizar o terreno para a Globo.
Na tentativa de abafar o caso, Serra e Globo firmaram um convênio e decidiram construir uma escola técnica no local. A instituição não visa oferecer cursos de interesse do público, mas sim da própria emissora: Multimídia e Produção de áudio e vídeo.
Só para variar, Serra ainda batizou o lugar de “Jornalista Roberto Marinho”.
Governo e Globo se saíram bem na história, e não deram ao povo nenhuma explicação sobre os anos de ilegalidade do canal e omissão do Estado.
Já pensou na Polícia Militar expulsando os executivos da “vênus platinada” com tiros de borracha, bombas, cachorros e cassetetadas?
(Leia aqui o que o C Af já publicou a respeito do tema: “Cerra encobre trampa da Globo com terreno invadido”)
Abaixo o parque Augusta, agora definitivamente sancionado por Haddad para a população de São Paulo

.




PS do Viomundo: Notem que o projeto do parque é de autoria da oposição a Haddad.
_________________________________________________________

A SELEÇÃO DOS JORNALISTAS MAIS REACIONÁRIOS DE 2013


Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.

Por : Paulo Nogueira

O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.
A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.
À escalação:
No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.
Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil, algo facilmente comprovável pelo número de colegas negros de Kamel na diretoria da Globo.
Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.
Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.
Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito — como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.
Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.
Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.
Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.
No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.
Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.
Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.
E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.
Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.
No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.
Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.
Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.
Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.
O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.
O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.
O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.
Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo.
_______________________________________________________________

Elio Gaspari: O Novo Guru dos Coxinhas


"Em coluna natalina, neste 25 de dezembro, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua 
para 2014. O panfleto está encartado na Folha e assemelhados.

Saul Leblon, Carta Maior

Em sua coluna natalina, neste 25 de dezembro de 2013, na Folha, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua para 2014.
É a sua explícita contribuição à campanha conservadora no próximo ano.
‘Em 2014 vem prá rua voce também’, diz o título da coluna que arremata com a seguinte exortação: ‘Em 2014 a turma que paga as contas irá às urnas. Elas poderão ser um bom corretivo, mas a experiência deste ano que está acabando mostra que surgiu outra forma de expressão, mais direta: "Vem pra rua você também".
Gaspari engrossa o coro daqueles que – a exemplo dele (leia a análise de Antonio Lassance, nesta pág), sabem que só o impulso de acontecimentos anormais pode devolver o poder ao conservadorismo ao qual se filiam, nas eleições do próximo ano.
Reconheça-se no panfleto encartado na Folha o predicado da coerência: Gaspari se mantém fiel à cepa na qual foi cevado e graças a qual deixou o batente das redações para viver das memórias da ditadura.
O artigo é uma extensão dessa trajetória.
É como se o autor psicografasse vozes e agendas às quais serviu como uma tubulação expressa quando a ditadura militar agônica buscava erguer a ponte dos anos 80, para trocar o uniforme pela gravata, sem macular a essência do poder.
Gaspari, sub-chefão de Veja, então, ao lado de Roberto Guzzo, aderiu ao esforço de erguer linhas de passagem sem rupturas de destino.
Secretárias pressurosas emitiam a convocação em sustenidos de urgência pelos corredores da revista nos anos 80: 'Eliiooooo, o Heitor, o Heitor!.
Era algo religioso.
O telefonema-chave chegava invariavelmente um ou dois dias antes do fechamento da edição semanal.
'Heitor', mais especificamente, o coronel Heitor Aquino Ferreira, acumulava credenciais do outro lado da linha .
Elas justificavam a ansiedade incontida no trinado das secretárias.
Sua ficha corrida incluía o engajamento, cadete ainda, na conspiração para derrubar Juscelino, em 1955; a ativa participação golpista para derrubar Jango, em 64; a prestação de serviços para injetar músculos no SNI; a ação lubrificante à passagem de Daniel Ludwig, o bilionário do projeto Jari, pelos corredores do poder militar. E assim por diante.
Com base nesse saldo foi nomeado secretário de dois ditadores: Geisel e Figueiredo.
Elio e Heitor tinham mais que a cumplicidade na missão específica da travessia do quartel para a urna.
Fluxo e vertedouro identificavam-se num traço de caráter, digamos, olfativo: ambos eram bons farejadores dos ventos da história.
Elio começou a carreira no jornal Novos Rumos, ligado ao partidão (PCB); rápido sentiu a friagem vinda do polo oposto e foi servir ao colunista social e reacionário de carteirinha, Ibrain Sued; pós golpe, ascendeu como turbojato na carreira.
A pretensiosidade é outro traço que dá liga à parceria.
Na conspiração golpista de 64, o capitão Aquino Ferreira usava um codinome afetado: 'Conde de Oeiras'.
Nos telefonemas ao jornalista Elio Gaspari --destinatário dos pressurosos arrulhos das secretárias de Veja nos anos 80, o já coronel Heitor considerava desnecessário o anonimato.
Tampouco Elio recomendava discrição às telefonistas.
Eram tempos em que pertencer a certos círculos fazia bem ao currículo e ao ego.
Ser o mensageiro, a tubulação dos bastidores da ditadura dava prestígio e holerite.
Ademais de alimentar uma sensação de impunidade quase cínica.
Quando os telefonemas de Brasília agitavam as pautas e o arremate dos fechamentos de Veja, Heitor servia como homem de confiançae porta-voz do general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil do ditador Geisel.
Foi nessa condição de emissário e serviçal que ele reuniu as famosas 40 pastas de documentos da ditadura, entregues entre 1982 e 1987 ao jornalista amigo selando um troca-troca feito de empatia e propósitos comuns.
Os arquivos serviriam de lastro aos livros que Gaspari lançaria com a sua versão sobre o ciclo da ditadura.
Era essa a carga simbólica que os chamados de Heitor propagavam pelos corredores da Veja, um ou dois dias antes do fechamento. Às vezes no mesmo dia; não raro mais de uma vez ao dia.
O destinatário dos telefonemas das sombras, a exemplo de outros protagonistas de um enredo à espera de um filme, agora convoca as massas às ruas em 2014.
De certa maneira, presta-se ainda ao papel de duto de Heitor, já morto, psicografando lições, limites e agendas à democracia brasileira.
Teimosa, ela insiste em afrontar os perímetros sociais e econômicos delimitados nos anos 80, nos gloriosos dias da transição segura e gradual, abraçada pela dupla de democratas.
O artigo deste Natal carrega a ansiedade abusada de quem vê nas urnas de 2014 a última chance de reverter um processo no qual 'bruxos' de farda e megalomaníacos de redação perdem a prerrogativa de ditar o que é bom para o país e para a democracia."
_______________________________________________________

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Bom Natal !

Bom Natal !

Não só para os Leitores mas também para as famílias deles, os parentes, os amigos, os cães, os gatos, etc.etc...
Fiquem bem. 

Pai Natal não existe ! Pai Natal (Santa Claus) foi criado nos Estados Unidos, mas não é o herdeiro de São Nicolau. Se Pai Natal não derivou de São Nicolau, pode encontrar as suas próprias origens numa outra tradição? Existia alguém parecido com Pai Natal antes da figura de São Nicolau?
Sim, existia. Era Thor.
Quase todos os pesquisadores concordam que a personagem de Papi Natal foi um emprestimo da mitologia nórdica (escandinava).
Sinterklaas foi adoptado pelos Países de língua inglesa com o nome de Santa Claus e o mito de um gentil homem idoso foi unida com alguns contos de fadas nórdicos, nos quais um mágico punia as crianças desobedientes e premiava as boas com presentes.
Thor é o deus das pessoas comuns . Era representado como um homem jovial e amigável, de construção pesada, com uma longa barba branca. O seu elemento é o fogo, a sua cor o vermelho. 
O rugido dos trovões era causada pelo barulho do seu carro. 
Thor também é o único deus que não monta um cavalo, mas viaja num carro puxado por dois bodes brancos (Cracker e Gnasher). 
Thor vive nas terra do Norte, onde é dono de um palácio entre os icebergs. É considerado um deus alegre e amigável, bem-humorado e protector dos seres humanos. Além disso, a tradição diz que a chaminé é particularmente sagrada para Thor, pois ele pode ver as pessoas descendo pela chaminé através do seu elemento, ou seja: o fogo.
As semelhanças entre Thor e Pai Natal são demasiado óbvias para ser ignoradas:
- Um homem jovial e amigável, de construção pesada
- Com uma longa barba branca
- O seu elemento é o fogo e a sua cor é o vermelho
- Conduz um carro puxado por dois bodes brancos chamados Cracker e Gnasher
- É considerado o deus da Yule (Yule é a época do Natal)
- Vive na Terras do Norte (Pólo Norte)
- É considerado um deus benevolente para com os seres humanos
- A lareira é um dos seus objectos sagrados
- Desce pela chaminé através do seu elemento, o fogo
E ainda hoje, na Suécia, Thor representa Pai Natal.
As crianças suecas esperam ansiosamente Jultomten, o gnomo que viaja num trenó puxado pelo Julbocker, ou seja, as cabras do deus do trovão Thor. Com fato e chapéu vermelhos e um saco nas costas, é muito parecido com o Pai Natal americano.Thor é provavelmente o mais famoso e reverenciado deus pagão da história.
É irônico que o símbolo de Thor seja um martelo, porque o martelo também é o instrumento simbólico do carpinteiro Pai Natal. Também vale a pena mencionar que os ajudantes de Thor eram Elfos, exatamente como os assistentes de Santa Claus. Os Elfos de Thor eram artesãos e foram eles que criam o martelo mágico do deus.
Com o santo cristão do qual tem o nome, no entanto, Pai Natal não tem nada em comum. Pai Natal é na verdade o deus germânico pagão Thor.
_____________________________________________________

De Escobar aos Perrella


A polícia foi mais ligeira em negar a participação da família de políticos do que em achar o 
traficante.

Por Wálter Maierovitch na Carta Capital

Em 2 de dezembro, uma romaria de colombianos visitou, em razão do 20º aniversário de sua morte, o túmulo de Pablo Emilio Escobar Gaviria no cemitério dos Jardines Monte Sacro. Nascido em 1949, Escobar era carinhosamente chamado pelos colombianos pobres de “El Patrón”, e isso por ter, com o tráfico de cocaína operado pelo seu Cartel de Medellín, aberto 3 milhões de postos de trabalho, diretos e indiretos.
Fora isso, Escobar, considerado o maior traficante de cocaína andina de todos os tempos, realizou intensa e interesseira atividade assistencial aos carentes. Inspirado na lógica dopanem et circenses, ganhou fama de mecenas ao comprar passes de jogadores de futebol, como bem sabem os torcedores do Independiente de Medellín e do Atlético Nacional. Assim, provocava os traficantes rivais, Rodríguez Gacha, padrinho do Millonarios de Bogotá, e os irmãos Rodríguez Orejuela, donos do América de Cali. A propósito, todos eles inflacionavam o mercado da bola e dele se aproveitavam para lavar seus narcodólares.
Além de construir um presídio de luxo para uso próprio e fingir que cumpria pena reclusiva, quando sua meta era evitar a extradição para os EUA, o megatraficante Pablo Escobar montou um gigantesco e moderno centro de refino da pasta-base de coca peruana: refinava 5 mil quilos semanais da droga, como diz Luis Cañón na clássica obra: El Patrón, Vida y Muerte de Pablo Escobar.
Para os colombianos, a refinaria ficava em um lugar apelidado de Tranquilândia, pois a corrupta polícia não incomodava El Patrón. Quanto ao presídio luxuoso e de onde entrava e saía sem problemas, ganhou o significativo designativo de La Catedral, ou seja, o templo de Escobar. Com as atividades ilegais de Escobar, a Colômbia, que até então pouco contava no tráfico internacional, tomou em importância o lugar do Peru.
A marcante “jogada” de Escobar consistiu em comprar uma empresa de aviação civil, a ‘Servicios Aeroejecutivo de Aviación’, logo apelidada de “El Expreso de la Cocaína”. Sem nenhum helicóptero e com cerca de duas dezenas de pequenos aviões tipos Cessna e Turbo Commander, a empresa não só fazia o transporte da pasta-base do Peru, mas era eficaz, com reabastecimento nas Bahamas, no envio da cocaína em pó para os EUA, com desembarque da droga na Flórida.
Com os desmontes dos megacartéis de Medellín e Cali, a morte de Escobar, as prisões dos irmãos Orejuela e as delações premiadas nos EUA dos irmãos Ochoa, a indústria da cocaína andina sofreu mudanças. No mundo da droga, nenhum grande traficante internacional possui mais uma empresa aérea. Eles preferem terceirizar o transporte e fretar helicópteros, a exemplo do que fazem com as “mulas” humanas. No fundo, mudanças geoestratégicas, com uso maior do sistema bancário e financeiro internacional e a transformar Estados nacionais em narcodependentes, ou melhor, com o PIB a depender também do mercado das drogas proibidas.
Na Colômbia, os traficantes de cocaína andina trocaram os megacartéis pelos “cartelitos”, com estruturas enxutas, ágeis e atuação em rede planetária. Com a terceirização do transporte, as polícias encontram dificuldades na identificação dos mandantes e na prova de se ter agido com dolo no fretamento. Os donos dos helicópteros e aviões, por exemplo, repetem não saber de nada. Como regra, o piloto flagrado no transporte é poupado pelos patrões e, dessa maneira, abre-se espaço para declarar desconhecimento da mercadoria do fretamento.
O helicóptero da empresa familiar dos Perrella, pai senador e ex-presidente do Cruzeiro, e o rebento deputado ­estadual em Minas Gerais, transportava quase meia tonelada de cocaína. Pelo noticiado, até verba pública já serviu para abastecer esse helicóptero. 
A carga ilegal de cocaína restou apreendida em 24 de novembro passado, após aterrissagem do helicóptero no Espírito Santo, proveniente do Paraguai. Nesta semana, vazou a informação de as investigações policiais, em inquérito, terem concluído pela não responsabilização criminal dos dois Perrella parlamentares. A propósito, ainda não se sabe qual será a reação do representante do Ministério Público sobre essa apuração a envolver Zezé e Gustavo Perrella.
No caso, está claro ter a polícia trabalhado com mais velocidade na apuração de eventual participação criminosa dos Perrella do que na identificação do traficante, ainda um desconhecido. Pelo que se imagina, a cocaína apreendida seria vendida no Brasil. Num pano rápido, pelo menos a “culpa in vigilando” prevalece. Além do odor de cocaína nos Perrella.
_____________________________________________________

Dilma assina decreto que eleva salário mínimo para 724 reais


Dilma anunciou nesta segunda-feira que assinou decreto que eleva o salário mínimo para 724 reais a partir de janeiro do ano que vem.
“Assinei decreto que reajusta o salário mínimo para 724 reais a partir de janeiro de 2014 –reajuste de 6,78 por cento sobre o valor atual”, disse ela no Twitter.
No último dia 18, ela antecipara que o salário mínimo do próximo ano ficaria entre 722 e 724 reais, contra os 678 reais atuais.
A proposta enviada pelo governo ao Congresso em agosto previa salário mínimo de 722,90 reais, mas a proposta aprovada pelos parlamentares foi de 724 reais.
Saiba Mais: Reuters
__________________________________________

COXINHA NEGOCIA SAÍDA EM MASSA DA BAND PARA O SBT


Emissora de Silvio Santos aproveita impasse do Cuzão com a Band para oferecer carta branca 
para montar uma equipe e um novo programa: O Coxinha Gentilli pode ganhar um “talk-
show” diário no SBT, exibido no final da noite.

247 – A Band está prestes a perder mais uma celebridade (SIC !) de sua equipe. Depois da saída conflituosa de Sabrina Sato para a Record, o Cuzão Danilo Gentili negocia ida para o SBT, com sua equipe.
Recentemente, o ex-repórter do CQC teve o especial de Natal do “Agora é Tarde” vetado na grade de fim de ano da Band.
Segundo Keila Jimenez, do Outro Canal, da Folha de S. Paulo, no pacote oferecido pelo SBT estão um gordo salário, participação no faturamento e carta branca para montar uma equipe e um novo programa.
Gentili deve ganhar um “talk-show” diário no SBT, exibido no final da noite, ao estilo do “Agora É Tarde” (criado em 2011), da Band.
______________________________________________________________

O horror que é proibir que se leia livro por mais de duas horas na Papuda


Acredite, amigo navegante. A leitura é tratada como grande regalia.

Por : Paulo Nogueira

Você não pode ler livremente na Papuda
Está no site do PSDB de São Paulo: “Mensaleiros presos na Papuda perdem regalias”.
É a reprodução, bovina e automática, de um texto do Estadão.
Bem, quais as regalias?
A resposta mostra, ao mesmo tempo, a estupidez do Estadão e o desapreço que existe no Brasil pelo hábito da leitura.
A grande regalia subtraída é, acredite, poder ler. Segundo o Estadão, os presos do PT agora só poderão ler duas horas por dia, e na biblioteca.
Isso quer dizer que os presos na Papuda – não estou falando de Dirceu e Delúbio – estão submetidos a um regime no qual lhes é proibido ler além de duas horas, e não na cela.
Não se incentiva a leitura. Ela é cerceada como uma coisa má.
Que idiota estabeleceu aquela regra? E por que os editores do Estadão – e todos os demais que replicaram a perda das “regalias” – não denunciaram esta violência do Estado?
É tão grande a preocupação do Estadão em construir uma imagem monstruosa de Dirceu que se agarra a uma desumanidade – pois que outra coisa é proibir ler? – como se fosse um ato de justiça exemplar.
Visitei, na Noruega, o presídio de Bastoy, em que os detentos são tratados como seres humanos. Moram em chalés decentes, recebem familiares todo final de semana, têm à sua disposição um campo impecável de futebol, andam a cavalo quando querem – e podem ler 24 horas, caso desejem.
Conversei em Bastoy com assassinos, traficantes, estupradores. Estão lá, confinados dignamente, para cumprir suas penas. A lógica em Bastoy, como em toda a Noruega, é recuperar as pessoas.

Anders Breivik, o assassino de dezenas de jovens, não está em Bastoy. Mas vi, em detalhes, suas acomodações.
Ele está num apartamento de dois cômodos. Tem um laptop para escrever e aparelhos de ginástica para se exercitar.
Pode ler todos os livros que quiser, na hora em que desejar.
Isto se chama civilização.
Na Papuda os presos só podem ler duas horas? E a mídia não fala nada? E quando descobre, por acaso, não percebe a monstruosidade disso?
Pobre o país que um mídia tão ruim.
Outra regalia, ficamos sabendo, é possuir livros. Isso quer dizer que os “mensaleiros” são coagidos a doar seus livros para uma biblioteca cujo uso é estritamente limitado.
Vai demorar para sermos a Noruega, se é que um dia seremos. Mas não temos que ser o oposto. Não há razão para tratar os presos da Papuda – ou de qualquer outra prisão – como animais.
Daqui a pouco podem impor limites para as respiração, ou para o uso de banheiro.
Um dia, vamos olhar para trás – para a mídia e para as condições a que são submetidos os presos da Papuda, se é verdade o que o Estadão deu – e vamos nos perguntar: “Deus, como isso pode ter acontecido?”
_________________________________

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Carta de Natal aos amigos presos


Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho:

Caros Delúbio, Genoino e Zé,

Nestes dias que antecedem o Natal, tenho pensado muito em vocês. Pelas voltas que a vida dá e o destino leva, como este ano não será possível dar um abraço em cada um, escrevo esta carta para contar como anda a vida por aqui.
Para não dizer que continua tudo absolutamente igual, como está aí no título, pela primeira vez na história a seleção de handebol feminino do Brasil ganhou o título mundial, com um técnico dinamarquês, jogando contra as donas da casa, em Belgrado, na Sérvia. Foi bonita a festa das meninas.
Fora isso, vocês não estão perdendo grande coisa. Parece que o Brasil já entrou no piloto automático de fim de ano, com a rotina das notícias se repetindo irritantemente. Denúncias continuam sendo publicadas a granel em todas as latitudes, mas investigações que envolvem tucanos se arrastam a passos de tartaruga. A CPI do trensalão na Assembleia Legislativa de Geraldo Alckmin, já devidamente blindada, arrasta-se a passos de tartaruga manca. Do mensalão tucano em Minas, então, nem se fala mais.
O cerco contra o Zé continua implacável. Não querem mesmo que ele trabalhe fora da cadeia, como prevê o regime semiaberto, nem para tomar conta de uma biblioteca. Para dar uma ideia do clima de intolerância e perseguição que persiste, o "Painel do Leitor" da Folha desta segunda-feira publica uma carta da presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Regina Céli de Sousa, para advertir:
"Em relação a emprego oferecido a mensaleiro, informamos que o exercício da profissão de bibliotecário é privativo do bacharel em biblioteconomia, conforme a legislação determina (...) As infrações à legislação são passíveis de autuação, procedimentos administrativos e criminais, quando necessários, com aplicação das devidas penas".
Ou seja, pedem a aplicação de novas penas a quem já foi condenado, quer trabalhar e está há mais de um mês no regime fechado. A vida é dura, como costumava dizer o Zé.
Outro dia, saindo do elevador de casa na hora do almoço, um vizinho veio me interpelar sobre o que estava acontecendo com o trânsito todo parado há horas na nossa rua, provocando uma sinfonia de buzinas.
"Olha aí o que os teus amigos Haddad e Lula fizeram: esburacaram todo o nosso bairro só para a gente não poder andar". Fiquei tão perplexo com a ira do provecto senhor que nem respondi nada e fui saber o que estava acontecendo. Houve um vazamento de gás numa obra da Sabesp e a Comgas recomendou o fechamento da Ministro na esquina com a Lorena, no Jardim Paulista.
Quando vi o tal vizinho passar na rua à tarde, fui lhe dizer quem estava interditando a rua: duas companhias estaduais, que trabalham sob a responsabilidade do governador Geraldo Alckmin (ver correção no final do texto). Portanto, o atual prefeito e, muito menos, o ex-presidente não tinham nada a ver com isso. Disse-lhe para se informar melhor antes de dizer bobagens e fazer cobranças indevidas. O sujeito balançou a cabeça e continuou andando. Para quem lê nossos jornais e revistas, não importam os fatos.
Por falar em Lula, fui almoçar com ele uns dias atrás, lá no instituto, e o encontrei disposto e bem de saúde, animado com o grupo de estudos que formou para discutir propostas que preparem o país para o futuro, já de olho nas comemorações do bicentenário da Independência, em 2022. Ter projetos e fazer planos para o futuro é o que mantém a gente vivo, com ânimo para enfrentar as dificuldades do presente.
Ah, não sei se vocês já estão sabendo, tem uma novidade que não chega a ser bem uma novidade: José Serra desistiu da terceira candidatura à Presidência, se é que desistiu mesmo, e o Aécio Neves apresentou um esboço de programa de governo, que não agradou muito nem à imprensa amiga, com exceção daquela apartidária e isenta revista semanal. Para mim, o principal adversário da Dilma em 2014 será mesmo o Eduardo Campos, ainda mais se conseguir convencer a Marina Silva a ser a sua vice. Melhor é esperar para ver o que acontece, já que as chapas só devem ser definidas lá para março, abril.
Vida que segue. Saúde e força pra vocês neste Natal e em todos os dias de 2014.
Um forte abraço,
Ricardo Kotscho

*****
Em tempo/correção:
O bom de ter amigos bem informados é que eles não nos deixam errar sozinhos.
Ao contrário do que escrevi sobre a Comgás no texto acima, a informação correta me foi enviada pelo competente jornalista Carlos Brickmann:
"A Comgás não é estatal, não. É particular. O acionista majoritário é a British Gás, ou a British Petroleum. Já a Sabesp é do Governo do Estado, mesmo, e anuncia pesadamente no Brasil inteiro para que todos saibam que, se quiserem ter em Xambioara do Oeste um sistema de águas e esgotos igual ao dela, é só transferir a cidade para São Paulo e tudo bem".
Obrigado, Carlinhos.
________________________________________________________

QUEM MANDA É O SUPREMO !

Quando será que o STF escolherá o Presidente da República?