segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O “padrão Fifa”, o “padrão Moro” e a falta de política



POR FERNANDO BRITO 

Menos de três anos atrás, as ruas brasileiras estavam cheias de manifestantes de classe média, 
negadores da política, orgulhosos do “apartidarismo” e a vasta fauna de “donos da verdade” que, 
depois, virariam os “revoltados” e os “kataguiris” de hoje.
A esquerda confusa, que não percebia a natureza daquilo – também houve na direita quem tenha se 
confundido, mas o Jabor foi rápido na correção, apenas 24 horas – olhava perplexa os cartazes 
pedindo “padrão Fifa” nas escolas, nos hospitais, em tudo e tendia a achar que era – oh! – a 
endeusada classe média a pretender o ótimo, como se requeresse um passo mais à frente, agora que o 
país havia, finalmente, andado.
Padrão Fifa era, afinal, sinônimo de qualidade, excelência, modernidade, de respeito ao contribuinte 
e à população.
Em nome disso, era até bonito e conveniente que o “sacerdote” da Fifa, o sr. Jerôme Valcke, 
recomendasse um “pontapé na bunda” do Brasil. Afinal, todos aqui eram incapazes, desonestos, 
ineficientes e, enquanto eles queriam bons estádios e bons serviços os governantes tupiniquins só 
queriam mesmo é roubar.
Dispensa-se dizer o que se revelou ser, afinal, o “padrão Fifa” e seu clero.
Há pouco mais de um ano, finda a Copa onde o nosso quase único problema foi dentro de campo, 
trocou-se o “padrão Fifa” pelo “padrão Moro”.
Novamente o país se viu vergado em adoração a um homem sem passado, à frente de uma instituição 
“dona” do honestíssimo sucesso de todas as Copas (embora todos, no fundo, soubessem que a Fifa já 
não era, há muito, “os velhinhos do board” dos quais falava o João Saldanha.
Como Moro, o Brasil de novo se reduziu à praga dos incapazes, dos ladrões, dos ineficientes e todas 
as obras e investimentos, afinal, são apenas um pretexto para roubar.
Todos são corruptos, desde que todos sejam governistas este todos, porque o Brasil foi construído 
por meio milênio de homens honradíssimos e, afinal, a política é um altar de santos em outras igrejas 
que não o “lulopetismo” (vejam que até uma expressão nova criaram para modernizar o desgastado 
“populismo”, que era a versão que a mídia e a academia usavam em outras nem tão longínquas eras).
Óbvio que não se acusa o Dr. Moro das falcatruas que se revelaram sobre Valcke. Comparam-se 
apenas o autoritarismo, as “razões absolutas”, as verdades irretorquíveis de tudo o que diz. E o poder 
de, afinal, decidir se “vai ter Copa” ou “não vai ter Copa”, aquele “impeachment futebolístico” que 
arrastou tantos imbecis às ruas.
Mais importante é a reação da esquerda e do governo brasileiro, tão semelhante num e noutro caso.
Primeiro, a perplexidade. Depois, a capitulação ao discurso do inimigo.
A estratégia é ocultar-se, pretendendo que o tempo passe e, depois, quase prometendo, diariamente, 
“comportar-se bem”, à espera da hora final.
Luta política, polêmica, nem pensar.
O governo e as camadas dirigentes do PT parecem ter vergonha de si mesmos.
E seus intelectuais, sempre com os punhos de renda de quem parece mais bem situado no clube 
amável das ideias do que na poeira e nas simplificações necessárias à política real, aquela que dá 
comida, escola, emprego, salário e progresso.
O governo parece conformado com a derrota e firmemente disposto a seguir a máxima do lendário 
Neném Prancha: “recurar os alfes para evitar a catástrofe”.
Não é outra impressão que passa o governo Dilma desde a sua posse, com raríssimos espasmos – não 
continuados – de reação.
Poupo-me de seguir nas comparações com o futebol da Copa para não piorar a segunda-feira.
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Jornalistas Livres: PM paulista forja evidência contra manifestante

Caso Dirceu: a narrativa dentro da história



por André Araújo, no Jornal GGN

No último programa Fatos e Versões na GLOBONEWS, a jornalista comentou que os petistas não 
mais apoiavam o ex-presidente do PT José Dirceu porque petistas não admitem companheiros que 
roubam para enriquecimento pessoal. Essa narrativa passou a ser difundida pela corrente eficiente, 
poderosa e imbatível de mágicos da mídia que pintando versões e elaborando narrativas delirantes 
repetidas mil vezes até virar verdade.

A narrativa ofende a lógica e a inteligência mas na história da mídia são as versões que predominam 
sobre a história.

1. José Dirceu tem um longa biografia a serviço de uma causa política. A essa causa dedicou-se, 
arriscou a vida, foi preso, fugiu para Cuba, arriscou novamente a vida voltando ao Brasil 
ainda durante o regime militar, depois construiu um partido, o presidiu e o levou à vitória. Não 
é uma biografia qualquer, de politiquinho de arrabalde. Fez história real e complexa, 
relacionou-se com líderes da América Latina, com importantes personagens da alta política 
dos Estados Unidos, entre os quais teve respeito mesmo depois da queda, tem entre grandes 
admiradoras a jornalista herdeira do jornal The Washington Post.

2. Ao perder o poder em 2005, fundou uma firma de consultoria para aproveitar sua 
experiência e sua agenda, assim como fizeram e fazem políticos, diplomatas, juízes, 
procuradores gerais, militares. Esse tipo de consultoria é "personalíssima", se lastreia em cima 
da pessoa do fundador, não é consultoria técnica, é consultoria de relacionamento, a mais 
famosa dos EUA é a Kissinger Mc Larthy, do celebre ex-Secretário de Estado Henry Kissinger. 
O que faz essa consultoria? Precisa ter acesso a um governo e não consegue mas se Henry 
Kissinger ligar para um líder desse Pais é atendido e abre o caminho para a empresa que 
precisa do contato. Parece pouco mas vale muito e cobra-se de acordo. Não é atividade 
proibida, tanto que as firmas que fazem são legais, trata-se de uma atividade essencial e existe 
em todo o planeta, só em Washington existem centenas de firmas que vivem disso.

3. Alegou-se então que o "enriquecimento ilícito" de Dirceu se deu através de propina e essa 
proprina era a receita de serviços dessa consultoria. Não tem lógica. Propina se paga sem 
recibo. Seria uma estupidez um corrupto constituir uma firma legal, que exige uma burocracia 
nada simples, inscrições fiscais, depois declaração anual ao Imposto de Renda, sujeita à 
fiscalização, para receber propina. O método universal é a mala ou a conta na Suiça, dar 
recibo nem o mais estúpido dos corruptos se arriscaria a fazer e depois contabilizar a propina e 
declará-la ao fisco.

4. A consultoria em questão teve receitas de 34 milhões de reais em 9 anos, o que dá um pouco 
mais de 300 mil reais por mês. Ora, os volumes de propinas geradas no caso Petrolão são de 
centenas de milhões de reais. A narrativa da corrente de mídia disse a certa altura que Dirceu 
"era o chefe do esquema Petrolão" mas como pode o chefe receber 34 milhões em 9 anos se um 
mero gerente ganhou só numa conta no exterior quase 400 milhões de reais? Que chefe burro é 
esse, ganha muito menos que um terceiro escalão que ninguém sabia sequer que existia?

5. O caso de contratos "personalíssimos" são comuns na economia; que tal um técnico de 
futebol semi-analfabeto, que fala " os porjeto" ganhar 900 mil reais por mês e trabalhar em 
mais de 15 clubes? Um animador de televisão ganhar 2 milhões por mês, um locutor de rádio 
de escassas letras ganhar 400 mil reais? São contratos "personaíissimos", paga-se a 
celebridade, o nome, é o nome que tem valor, não o serviço prestado. Veja-se por exemplo o 
caso de uma advogada que trabalhou em um famoso processo onde em poucos meses ganhou 
22 milhões de reais, não sendo antes conhecida e muito menos fazendo parte do primeiro time 
de advogados do seu setor, ganhou tudo isso de forma aparentemente inexplicável, mas legal, 
porque o contrato era "personalíssimo", só valia para ela, porque pouco se sabe e quem quis 
saber foi admoestado porque disseram que ninguém tem nada com isso, embora sendo um caso 
bem mais obscuro do que o caso Dirceu, escrachado para todo mundo ver, inclusive o fato 
curioso que a esmagadora maioria dos clientes de Dirceu nada tem a ver com o Petrolão, 
portanto nem remotamente estão ligados á fabrica de propinas.

6. Atribui-se também à propina do Petrolão a reforma de uma casa de Dirceu, cidadão que 
sempre teve uma vida de classe media, que casa seria essa e que valor poderia ter essa 
reforma? Qual a proporção que pode ter a reforma de uma casa sem qualquer suntuosidade 
com os valores que se mencionam no caso Petrolão , onde uma cifra de 88 bilhões foi citada 
oficialmente e onde chutes sobre valores de propinas chegam de 2 a 6 bilhões de Reais? Nesse 
contexto a reforma de uma casa mediana é relevante, o jornal O GLOBO chegou a citar 
inclusive um aparelho de TV como propina para a Dirceu dentro do contexto do Petrolão. A 
narrativa chega a ser patética, de 107 milhões de dólares na conta do gerente a um aparelho de 
TV dado a Dirceu, qual a noção de grandeza dessa narrativa? Aparentemente nenhuma mas a 
jornalista da GLOBONEWS disse textualmente que os companheiros do PT o abandonaram 
por causa de seu recebimento de propinas para enriquecimento pessoal. Pena que não acharam 
uma casa em Miami para completar a narrativa.
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SÓRDIDO! MORO OU A PF?


Quem vazou as fotos e os números para a Veja?

O detrito sólido de maré baixa publica (sic) essa semana uma "reportagem" vazada com as fotos 
oficiais, sigilosas dos presos (e muitos ainda não-julgados) na Lava Jato de Guantánamo.
São as fotos de identificação policial, que deveriam ser exclusividade dos documentos da Justiça, da 
Polícia e da administração penitenciária.
Há pormenorizada descrição da rotina dos presos e fotos internas do Pavilhão 6 onde estão 
trancafiados.
As celas onde vivem três presos, a cama e o mictório (frequentemente grampeado pela PF do zé).
Malandramente, o detrito sólido não trata das fotos na "reportagem".
Limita-se a descrever a rotina das vítimas.
E os identifica pelo número: José Dirceu de Oliveira e Silva é o 119526.
Quem vazou?
Só há duas hipóteses, zé.
O Dr Moro, do Não Vem ao Caso.
Ou a PF, o centro da sedição nacional!
O principal suspeito é o Dr Moro.
Por que?
Porque ele foi recebido como um Rei numa festa da Abril, dona (provisoriamente) da Veja.
Para que julgar o Marcelo Odebrecht, o Vaccari e o José Dirceu?
Eles já estão condenados!
Nem nos Processos de Moscou, como diria o professor Pedro Serrano!
E viva a "liberdade de imprensa" do Gianca Civita!, não é isso?
E esse, segundo o zé, será o "legado" da Presidenta: em nome do combate à corrupção destruir o 
sistema de Direitos do Homem.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo para não esquecer: cadê o processo contra a Veja, zé ?

Aécio usou reportagem forjada e pesquisa manipulada para enganar eleitores

A farsa da Veja: revista acusou Dilma com base em suposição do doleiro Alberto Youssef, não 
registrada em seus depoimentos
Pelo menos dois subterfúgios utilizados pelo candidato derrotado à Presidência, senador Aécio 
Neves (PSDB), para tentar vencer as eleições do último domingo foram desmascarados nas últimas 
horas. O primeiro, é a manipulação de pesquisa do instituto Veritá que apontava vantagem do tucano 
em Minas Gerais, denunciada na edição desta quinta-feira (30) do jornal Folha de S. Paulo.
Capa mentirosa da revista Veja e levantamento falseado do Instituto Veritá foram usadas para 
induzir eleitores ao erro
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DAVID BOWIE, CHICO BUARQUE E NÓS


RIP

"David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família após uma corajosa batalha de 18 meses com câncer. Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, nós pedimos que respeitem a privacidade da família durante o seu tempo de luto", diz um comunicado divulgado neste domingo, em sua página oficial no Facebook; Bowie foi um dos maiores artistas da sua geração e alcançou o estrelato com o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, de 1972; entre seus sucessos, estão "Ziggy Stardust", "Starman", "Let's Dance", "Space Oddity", "Heroes", "Under Pressure", "Rebel, Rebel", "Life on Mars" e "Suffragette City"; ele havia acabado de lançar seu mais novo álbum, Blackstar, na última sexta-feira, pelo qual recebeu críticas positivas; vídeos.




O primeiro disco de vinil que comprei, aos 16 anos, foi The Rise and Fall Ziggy Stardust and the 
Spiders from Mars, de David Bowie.
Ouvi este disco, às vezes mais e às vezes menos, a vida toda. Entra em qualquer lista curta dos 
maiores do rock.
Nem preciso dizer, assim, quanto me entristeceu a notícia da morte de Bowie, neste domingo, aos 69 
anos.
Mas é sobre um aspecto paralelo que quero tratar.
As manifestações de pesar logo se multiplicaram. A primeira de impacto veio de Ricky Gervais, 
pouco tempo depois de ter apresentado o Globo de Ouro.
Eram muito amigos. “Perdi um verdadeiro herói”, disse Gervais no Twitter.
Muitos outros roqueiros e artistas expressaram sua dor. Mas fui ler com mais atenção as palavras da 
chamada voz rouca das ruas, nos comentários dos artigos sobre a morte.
Foi emocionante.
O tom geral era de agradecimento a Bowie por tantas coisas boas que ele proporcionou a todos por 
todos estes anos. Bowie musicou memórias de várias gerações. Se eu fosse resumir o que as pessoas 
diziam seria assim: “Obrigado por haver existido, David.”
E então chego ao ponto que eu queria fazer.
A diferença entre uma sociedade que cultua seus heróis e uma sociedade que os deixa expostos a 
agressões de vândalos.
Me veio à cabeça o ataque a Chico no Leblon, poucas semanas atrás.
É doente uma sociedade em que um playboy inútil que vive do dinheiro da família se acha no direito 
de dizer para Chico, à queima roupa, que ele é um “merda”.
Isso porque o playboy não concorda com as ideias políticas de Chico. Chico está com o povo e o 
playboy, claramente intoxicado pelo noticiário envenenado da mídia, com a plutocracia.
Num mundo menos imperfeito, o playboy aproveitaria a chance de topar com Chico na noite carioca 
para agradecer a ele por tantas coisas boas que ele criou. Tiraria selfies com Chico e as mostraria 
orgulhoso a seus pais. Certamente em algum momento eles namoraram ouvindo Chico.
Poderia até dizer que discorda das posições políticas de Chico, mas em tom civilizado, tolerante, 
democrático, e entre risos. Mas deixaria claro que o importante ali era reconhecer a grandeza do 
maior compositor da história da MPB.
Mas nosso mundo está longe de ser perfeito, e aconteceu o que todo mundo sabe.
Pensei em Bowie, nesta manhã triste, e pensei também em Chico.
E vi que nossa sociedade está doente.






sábado, 9 de janeiro de 2016

NEYMAR VAI USAR TORNOZELEIRA ELETRÔNICA ?


Não pronunciar Seu nome em vão !  Aqui, ele é um jênio! Era a salvação do Globope do 
Brasileirinho!


Santos, Barcelona e pai do atacante também são investigados
 justiça espanhola continua com marcação apertada para cima de Neymar. Nesta sexta-feira, a 
Procuradoria do Tribunal da Espanha, sediada em Madri, pediu o indiciamento do atacante brasileiro 
por “crime de corrupção entre particulares e fraude” envolvendo sua transferência do Santos para o 
Barcelona, em 2013. As informações são do jornal espanhol El Pais.
De acordo com a publicação, o procurador José Perals solicita ainda o indiciamento do pai do 
jogador, Neymar da Silva, e de quatro dirigentes envolvidos na transação: Josep Maria Bartomeu e 
Sandro Rosell, do Barcelona, e Odilio Rodrigues e Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidentes 
do Santos. Os dois clubes também podem ser indiciados como pessoas jurídicas.
(...)

Como se sabe, Neymar é um narciso que se nutre de expedientes mercadológicos vulgares.
Quando usou a fitinha 100% Jesus para esconder que o Fisco espanhol estava 100% atrás dele e do 
santo pai.
Em todas as fotos de comemoração do Barça, ele fica na frente de todos, a pular, como se fosse o 
único vencedor.
Quando erra um chute ou é desarmado, cai no chão para simular um machucado, um imprevisto que 
justifique o erro.
Não engana ninguém.
Ou melhor, seus agentes enganam todo mundo.
Menos a Justiça (espanhola):
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ESTRATÉGIA DO GOVERNO DILMA SEPULTA 'LULISMO 2018'


Para o cientista político André Singer, a estratégia adotada até o momento pelo governo da 
presidente Dilma Rousseff para sair da crise econômica e política "praticamente sela a derrota 
do lulismo em 2018"; "Na prática, o que Dilma está propondo, tanto ao capital quanto à 
oposição, é que a deixem concluir o mandato em troca de passar o bastão a outro bloco daqui 
três anos", afirma Singer; ele prevê resultado desastroso para o PT nas eleições municipais "e 
Dilma, mesmo se escapar do impeachment, continuará acossada por pressões golpistas. Por 
isso, Lula e o PT cobram outra postura imediata", afirma.

André Singer afirmou neste sábado, 9, que a estratégia adotada até o momento pelo governo da 
presidente Dilma Rousseff para sair da crise econômica e política "praticamente sela a derrota do 
lulismo em 2018".
"Pelo desenho enunciado, não haveria tempo de recuperação eleitoral. Na prática, o que Dilma 
está propondo, tanto ao capital quanto à oposição, é que a deixem concluir o mandato em troca de 
passar o bastão a outro bloco daqui três anos", afirma Singer em artigo na Folha.
"A opção minimalista representa o desastre. O PT levará uma tunda nas eleições municipais e 
Dilma, mesmo se escapar do impeachment, continuará acossada por pressões golpistas. Por isso, 
Lula e o PT cobram outra postura imediata", afirma.
Para Singer, ao afirmar que o PT se lambuzou no "financiamento privado", o ministro Jaques Wagner responde à pressão partidária com uma chamada à responsabilidade de cada um. "Afinal, a 
crise econômica é também resultado parcial da Operação Lava Jato. O recado é: todos erramos e 
teremos que pagar o preço juntos, não há salvação individual", afirma.
Singer aborda também a pouca margem de manobra do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, diante do quadro de aumento do desemprego e a contração da demanda. "O máximo que Barbosa promete 
de imediato é moderar algo o ajuste fiscal, o que equivale a atenuar alguns milímetros o garrote 
no pescoço da vítima. Saúde, educação, Estados e prefeituras continuarão à míngua, mas não 
fecharão as portas".
Leia na íntegra o artigo de André Singer.
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Alckmin suspende outra obra do Metrô e novas estações vão atrasar mais


Monotrilho da Linha 15-Prata foi inaugurado, mas tem apenas duas estações funcionando

Além da extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos, estão paradas obras de outras quatro 
linhas. Projeto apresentado há mais de uma década previa para 2020 cerca de 168 km de 
metrô. Hoje são menos de 70 km 

São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu por mais um ano o 
início das obras de extensão até Guarulhos da Linha 2-Verde, que hoje liga a Vila Madalena, na zona 
oeste, à Vila Prudente, na região sudeste. A medida foi publicada junto dos novos aditivos 
contratuais da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) no Diário Oficial do Estado, no 
dia 31 de dezembro passado. A suspensão vem sendo prorrogada desde setembro de 2014, quando as 
obras deviam ter sido iniciadas.
Desde que foi reeleito, Alckmin já suspendeu as obras da Linha 15-Prata (Vila Prudente–Cidade 
Tiradentes), da Linha 17-Ouro (Morumbi–Jabaquara) e da Linha 18-Bronze (ABC-São Paulo), 
sempre responsabilizando a crise econômica. Já a Linha 5 Lilás está sendo preparada para concessão 
à iniciativa privada. Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, o governador também estuda a 
possibilidade de concessão das linhas de monotrilho 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi) e 15-Prata 
(Cidade Tiradentes-Vila Prudente).
A obra da linha 2-Verde prevê a construção de 12,5 quilômetros de novas linhas de metrô, com 12 
novas estações, além de um novo pátio de manobras e da aquisição de 35 novos trens que a linha 
deverá receber. O projeto foi apresentado há 11 anos pelo próprio Alckmin, dentro da proposta de 
rede essencial que deveria estar em operação até o ano de 2020. No entanto, nenhuma das linhas 
previstas saiu do papel. E a rede metroviária, que deveria ter 163 quilômetros ao final do processo, 
tem hoje 68,5.
No caso da Linha 15-Prata, a obra está cinco anos atrasada. A previsão de entrega do primeiro trecho 
– com 11 estações entre Vila Prudente e São Mateus – era para 2010. Atualmente, as estações São 
Lucas, Camilo Haddad, Vila Tostói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São 
Mateus estão previstas para 2017. O restante, mais sete estações até Cidade Tiradentes, no extremo 
leste da capital paulista, estava previsto para 2012. A previsão é de que a linha transporte 550 mil 
pessoas diariamente, quando concluída. Hoje chega, no máximo, a mil pessoas por dia.
As obras foram paralisadas a partir de São Mateus e não há previsão de quando serão entregues as 
sete estações até Cidade Tiradentes. O monotrilho iniciou operação comercial em 10 de agosto, com 
horário de atendimento das 7h às 19h. No entanto, os passageiros podem utilizar somente 11% de 
todo o trajeto previsto. Apenas o trecho entre as estações Vila Prudente e Oratório, com 2,9 
quilômetros de extensão, está pronto.
Enquanto a obra avança lentamente, o orçamento triplicou. De 2009, quando foi anunciada pelo ex-
governador paulista e hoje senador José Serra (PSDB), até agora, o orçamento foi revisto de R$ 2,3 
bilhões para R$ 7,1 bilhões.
Parte dos problemas se deve a um erro de planejamento. Foram “encontradas” galerias de água em 
locais onde seriam construídas parte das estações, o que demandou alterações no projeto. Mas os 
investimentos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) na Linha-15 Prata também tem ficado abaixo do 
esperado, o que contribui para a lentidão na obra. O Plano Plurianual 2011-2014 previa 
investimentos de R$ 3,8 bilhões na obra. Mas somente R$ 1,5 bilhão foi aplicado – 60% menos.
A linha 5-Lilás opera com sete estações em 9,6 quilômetros de trilhos. O primeiro trecho, com cinco 
estações entre Capão Redondo e Largo Treze, foi entregue em 20 de outubro de 2002. A estação 
Adolfo Pinheiro, sexta a entrar em funcionamento, só foi entregue no ano passado.
Em construção desde 1998 – quando era a Linha G da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos 
(CPTM) –, a Linha 5-Lilás já teve sua data de conclusão alterada muitas vezes desde 2006, primeiro 
ano previsto. Atualmente, o governo de São Paulo promete a conclusão das dez estações restantes 
para 2018. As outras duas linhas citadas também estão em obras e também já tiveram suas previsões 
de entrega revistas.
As obras ficaram paradas entre 2002 e 2009. A expansão iniciada em 2009, ao custo de R$ 6,9 
bilhões, foi novamente paralisada em 2010, por suspeita de fraude e formação de cartel entre as 
empresas, com a participação de funcionários da gestão Alckmin. O objetivo era garantir que todas 
as empresas tivessem uma parte na obra. O esquema de corrupção pode ter causado um rombo de R$ 
350 milhões e o processo ainda está em andamento na Justiça.
Ainda estão em obras outros 11,5 quilômetros da Linha 5-Lilás, com mais dez estações. Atualmente, 
a expansão está orçada em R$ 9,1 bilhões. A linha terá interligação com a linha 1-Azul (na estação 
Santa Cruz) e terminará na estação Chácara Klabin, ligando-se com a linha 2-Verde. A concessão 
será somente da operação. A construção em andamento seguirá sob responsabilidade do Metrô.
A Linha 17-Ouro teve sua entrega prevista para 2018 reduzida ao trecho entre o Aeroporto de 
Congonhas e a Marginal do Pinheiros. E a Linha 18-Bronze, não tem qualquer previsão para entrega.
A primeira fase da Linha 6-Laranja, que ligará o bairro da Brasilândia, na zona norte, à Estação São 
Joaquim da Linha 1-Azul, na região central, é outra promessa que vem tendo seu cronograma 
protelado. Apresentado também há 11 anos, o projeto de 15,3 quilômetros e 15 estações já teve seu 
término previsto para 2012. Depois de sucessivos adiamentos (para 2013, 2017 e 2019), a entrega 
integral dessa primeira fase, que começou efetivamente em 2015, está agora prevista para 2020.
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SAÍDA DE DIAS É O COMEÇO DA IMPLOSÃO TUCANA?


Aparentemente, há projetos presidenciais demais para um único PSDB, hoje dominado pelo 
senador Aécio Neves (PSDB-MG); seu colega Alvaro Dias foi o primeiro a puxar a fila, 
trocando o ninho tucano pelo PV, mas há ainda duas dissidências no forno; o senador José 
Serra (PSDB-SP) pode migrar para o PMDB e o governador Geraldo Alckmin namora o PSB; 
fragmentação da direita pode ser um bom cenário para a esquerda em 2018, seja com Lula, 
seja com Ciro Gomes

O senador Alvaro Dias está oficialmente desfiliado do PSDB. Em busca de abertura por 
possibilidade de uma candidatura a presidente em 2018, o senador deve assinar nos próximos dias 
sua filiação ao PV. Já até gravou programa partidário na nova legenda (leia mais).
A debandada de Alvaro Dias do PSDB, anunciada há alguns meses, pode ser o início do 
enfraquecimento do maior partido de oposição ao governo, que aglomera muitos caciques dispostos 
a disputar a Presidência da República para apenas uma candidatura. Até o momento, o senador Aécio 
Neves, presidente do PSDB e derrotado nas eleições do ano passado, lidera as disputas internas.
Além do senador paranaense, outros dois pesos pesados do PSDB estudam deixar o partido em busca 
de uma legenda que lhes garanta possibilidade de disputar a presidência: o primeiro é o senador José 
Serra (SP), que há mais de um ano mantém namoro com o PMDB, sonhando com uma candidatura.
O segundo é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, por meio do seu vice, Márcio 
França, tem intensificado conversas sobre as chances de uma migração para o PSB. Sigla que desde 
2014, após a morte de Eduardo Campos, abandonou sua ideologia de esquerda para apoiar a 
candidatura de Aécio Neves no segundo turno.
A fragmentação dos líderes do principal partido de direita pode ser um bom cenário para a esquerda 
em 2018, seja com o ex-presidente Lula, ou com o ex-governador Ciro Gomes, cuja pré-candidatura 
será lançada no dia 22.
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O PIG É MEDIEVAL


Incrível: o governo sonha em ganhar a simpatia da casa-grande

Ouro ao bandido

Por Mino Carta na CartaCapital:


Pergunto aos meus botões qual seria o propósito de quem entrega o ouro ao bandido. Ao que tudo
indica, comover o bandido, respondem prontamente. Insisto: com quais chances de êxito? Concluem:
com bandido de 18 quilates, nenhuma. Moral da história: quem entrega o ouro ao bandido, ou é
ingênuo ou néscio.
Tenho reunido há tempo farta documentação da incapacidade do governo de perceber em toda a sua
extensão o papel da mídia nativa. Vem de tão longe a colheita que, a esta altura, é do conhecimento
até do mundo mineral a exata dimensão da quadrilha midiática. Mas nem todos entre os humanos
têm a sensibilidade do quartzo e do feldspato.
Em países civilizados e democráticos, atuam jornais, revistas, rádios, canais de tevê, fontes de
informação em geral, em condições de expor ideias e defender interesses os mais variados. No
Brasil, não, diz a voz das entranhas da Terra, no Brasil vigora o jornalismo do pensamento único, a
serviço exclusivo da ideologia da casa-grande. Defini-la conservadora, ou mesmo reacionária, é
redutivo. Ela é simplesmente medieval, com todas as implicações da condição. Anterior à Idade
Moderna.
Espanta-me que um governo que pretendeu ser da renovação ao implementar políticas
desenvolvimentistas e de inclusão social, ainda não tenha logrado enxergar na mídia nativa o
verdadeiro partido de oposição disposto a cometer atos de descarada bandidagem. Não há limite para
os barões midiáticos e os rapazes do bando. Não se trata de uma justa competição a bem da
democracia, e sim, de um combate desleal, sem trégua e sem compromisso algum com a verdade
factual. Partido sui generis, está claro, próprio de uma época de trevas.
Às vezes me surpreendo na tentativa de imaginar o que vai entre o fígado e a alma nem digo dos
senhores da mídia, moradores cativos da casa-grande, mas dos seus empregados, habitantes de
redações onde o desequilíbrio social a assolar o País se repete para separar quem ganha mais de
quem ganha menos. O que leem para alimentar sua visão do mundo e da vida? O que sentem ao
praticar seu jornalismo bucaneiro? Alguns, do alto de pirâmides de florins, talvez encontrem
apaziguantes justificativas. E os outros remediados que se curvam passivamente?
Neste começo do novo ano, sou forçado a anotar que o governo reitera implacavelmente a sua
ignorância em relação ao rol midiático, que tão eficaz se revelou na criação da crença de que todas as
culpas hão de cair sobre os ombros de Dilma e de Lula, sem exclusão do atraso do ônibus ou do
precário funcionamento do celular. E não é que os governistas se apressam a entregar o ouro ao
bandido? A presidenta colabora com a Folha de S.Paulo com uma mensagem do primeiro dia de
2016. O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, dá uma entrevista ao mesmo jornal, enquanto
o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, opta para sua primeira fala com o Estadão e o Valor
Econômico. Será que gostam tanto assim de quem quer vê-los pelas costas?
Produzi algum gênero de autocrítica a respeito de pecados que já foram cometidos impunemente por
quem os precedeu no comando da chamada redemocratização, iguais e até piores, diante da absoluta
indiferença da mídia, quando não da aprovação? Quem sabe o ministro Barbosa quisesse fazer
genuflexão aos pés do deus mercado, sem deixar de bater na tecla do desenvolvimento. Uma no
cravo, outra na ferradura. Tempo perdido, clamorosamente.
Sempre supus Jaques Wagner qualificado para a chefia da Casa Civil e louvei sua escolha para o
posto. Mas por que denegrir o PT nas páginas da Folha? CartaCapital repete há uma década que o
Partido dos Trabalhadores portou-se no poder como todos os demais. Admitir, porém, a traição aos
princípios e valores iniciais em benefício do inimigo é descabido, além de imprudente, sem contar
que, em termos de política econômica, o PT defende faz algum tempo causas justas. Quanto a
Barbosa, conseguiu o oposto do que desejava.
Que a maioria dos brasileiros seja resignada, até hoje incapaz de reação a tanta prepotência, tem suas
razões de ser ao cabo de séculos de escravidão. Já o governo passa da conta com sua remissividade.
Para não usar outra palavra, que por ora não quero pronunciar. O governo do PT deveria era
encontrar motivos de orgulho no ódio irreversível que o cerca. Apesar de muitos e graves deslizes, o
partido poderia ainda apostar em uma decisiva e redentora diversidade.
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Antropoceno: a grande obra do capitalismo


Como a população será informada sobre a real situação das mudanças climáticas se os 
próprios autores dessas informações são dominados pelas corporações? 

Najar Tubino

A Comissão Internacional de Estratigrafia vai definir em 2016 se a espécie humana é a maior força natural do planeta, o que precisa de registro nas pedras, tal como já acontece com a radioatividade liberada em mais de dois mil testes nucleares já ocorridos. Argumentos para reforçar a tese de alguns pesquisadores não faltam: metade das florestas foi detonada, mais de 50% das populações de vertebrados, o que envolve pássaros, peixes, anfíbios, mamíferos, foram aniquiladas, o mesmo valendo para populações de espécies de água doce ou marinhas. Anualmente os extratores revolvem as entranhas da terra para buscar dois bilhões de toneladas de ferro, 15 milhões de toneladas de cobre – somente os Estados Unidos extraem três bilhões de toneladas de minérios.
Além de 272 milhões de toneladas de plásticos produzidas em 192 países, sendo que uma parcela entre 4,8 milhões e 12 milhões são jogadas nos oceanos. E as 57 mil represas existentes no mundo que drenaram metade das zonas úmidas e retêm 6.500km3 de água, algo equivalente a 15% do fluxo hidrológico dos rios. Sem contar os 2,3 gigatoneladas de sedimentos retidos nos reservatórios. Não é a toa que nos últimos 10 anos, 85% dos deltas foram inundados pelo mar.
O livro: Capitalismo e colapso ambiental
Podemos acrescentar mais números: 2,2 bilhões toneladas de resíduos sólidos jogados no ambiente, incluindo fezes e urina da população urbana que já domina o planeta – mais de quatro bilhões de pessoas. Ou seis trilhões de cigarros fumados, que depois formam uma montanha de 750 mil toneladas de plástico e resíduos cancerígenos. Ou ainda mais, na direção da era digital: 93,5 milhões de toneladas de lixo eletrônico previstas para este ano, com a grande contribuição de computadores e smartphones, que agora usam 63 elementos na sua composição. É óbvio que os Estados Unidos lideram a excrescência- 29,8 quilos per capita, seguidos pela União Europeia com 19,2, sendo que na Alemanha o consumo per capita é de 23,2kg. Não custa acrescentar mais uma informação – o Centro de Dados do Facebook, na Carolina do Norte, inaugurado em 2012 consumirá na próxima década um milhão de toneladas de carvão. A Agência Internacional de Energia prevê que em 2030 o carvão será a grande fonte de energia elétrica no mundo – entre 34 e 43% da capacidade das usinas.
Os números circulam diariamente pelo globo terrestre e o professor Luiz Marques, da UNICAMP, transformou no livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”, com 641 páginas e uma interrogação: será que ainda estamos vivos ou só falta aguardar a hora da catástrofe. Mas tem um fundamento que define melhor a situação no mundo globalizado em 2016. Uma citação do livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”:
“- A riqueza da humanidade adulta de 4,7 bilhões de pessoas é de US$240,8 trilhões (2013), 68,7%, mais de dois terços dos indivíduos adultos situados na base da pirâmide de riqueza possuem 3% - US$7,3 trilhões da riqueza global, com ativos de no máximo 10 mil dólares. No topo da pirâmide – 0,7% dos adultos possuem 41% da riqueza mundial ou o equivalente a US$98,7 trilhões de dólares. Somados os estratos superiores da pirâmide – 393 milhões de pessoas, 8,4% da população adulta – detêm 83,3% da riqueza global.”
Para completar: as 500 milhões de pessoas mais ricas no planeta produzem metade das emissões de CO2, enquanto os três bilhões mais pobres emitem 7%.
Quem são os responsáveis?
Por isso, quando a mídia conservadora e idiota disseminada pelo mundo como um gás tóxico alardeia a força da espécie, ou do “homem”, como sempre preferem, como destruidora do meio ambiente é preciso perguntar o seguinte: quem são os representantes da espécie, de que sociedade participam, qual o conluio socioeconômico e político que estão investidos? Enfim, quem são os responsáveis pela sexta onda de extinção de espécies do planeta, pela destruição das florestas, dos mangues, das margens dos rios, do envenenamento dos solos e do ar e que jogam grande parte da humanidade numa corrida insana atrás de acumulação e desperdício?
O professor Luiz Marques tem razão quando diz que a definição do Antropoceno é uma questão filosófica. Não existe mais a visão da divisão entre homem e natureza, agora é natural que a natureza se humanize. Dito isso, após listar todas as consequências da onda capitalista que varre o planeta nos últimos 300 anos.
Entretanto, quem está envolvido com a realidade ambiental, social e econômica do mundo, do país, da sua cidade sabe que a pergunta mais complicada de responder é: por que as pessoas não reagem, não lutam contra a maré acumulativa, contra o apelo consumista, afinal, temos uma catástrofe logo ali na esquina nos esperando. Ou, no mínimo, sabemos que estamos condenando os nossos descendentes a viver no Planeta sobre o administração de HADES, o inferno grego.
Metano da calota polar é um detonador
Deixando de lado o que é óbvio, porque no mundo moderno, onde 28 megacidades têm mais de 10 milhões de habitantes, a corrida pela sobrevivência ou pela manutenção do patrimônio mínimo – casa, carro, bicicleta, skate, que seja – não dá margem para vacilo. Ou a pessoa está dentro do sistema e comunga das regras, ou está à margem e luta unicamente pela sobrevivência física. Teoricamente, as informações sobre a situação do mundo circulam, mas de uma forma exótica, sempre com um caráter longínquo ou até mesmo controverso, ou polêmico, como dizem os agentes da mídia corporativa. Aliás, como as populações serão informadas sobre a real situação das mudanças climáticas, se os próprios autores dessas informações rezam pela cartilha de conservadores e autoritários políticos e as corporações que os dominam, sem o mínimo escrúpulo em discutir o assunto. A maior preocupação dos pesquisadores envolvidos nas questões ambientais e sociais do planeta é com a velocidade do aquecimento da temperatura. Segundo ponto: uma maior aceleração pode incluir a calota polar ártica, a parte da Sibéria onde as temperaturas subiram acima das médias dos últimos anos, e estão abrindo furos no permafrost- que é o solo congelado com vegetais- e uma imensa quantidade de metano – entre 100 bilhões e um trilhão de toneladas permanece estocada.
Isso não é uma dedução ou uma análise filosófica. Pode realmente ser um detonador do aumento da temperatura global em poucos anos, antecipando entre 15 e 35 anos a data em que o aumento da temperatura ultrapassaria os dois graus centígrados. Agora, em 2030, exatamente daqui a 14 anos, quando a população ultrapassar os oito bilhões de pessoas, a quantidade de carros que deverá circular no planeta será de dois bilhões. A pergunta é simples: alguém acredita que a velha Terra com seus 4,6 bilhões de anos aguenta dois bilhões de veículos fumegando de norte a sul?
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Bomba! Bomba! Como investigar vazamentos

Pesquisador estuda o cérebro dos Retardados que foram xingar o neto de Dilma no hospital



por : Kiko Nogueira

O segundo neto de Dilma, Guilherme, nasceu nesta semana em Porto Alegre. Ela foi à maternidade 
visitar a criança e a mãe.
Ao deixar o hospital, o comboio que a levava passou por um protesto de três pessoas — se é que, 
tecnicamente, três fulanos segurando cartolinas podem ser definidos como protesto.
Eles empunhavam cartazes dizendo que o menino deveria ter nascido no SUS. Estavam enrolados 
em bandeiras do Brasil, no figurino básico dessa galera.
No Facebook, onde um grupo de interventores militares postou a foto em sua página, uma senhora 
chamou o menino de “mais um comunistinha”, seguida por outras pessoas com xingamentos mais 
pesados.
Que tipo de gente faz esse tipo de manifestação em porta de hospital? Chamar um recém nascido de 
comunistinha é normal? Não. E o problema vai além da burrice e do fanatismo político.
Cientistas estão tentando procurando uma cura para a deterioração do cérebro dos extremistas 
revoltados on line kataguiris e quejandos.
Uma resposta veio dos EUA. Um psiquiatra chamado Steven Schlozman, da Universidade de 
Harvard, chegou a uma série de conclusões curiosas sobre as mentes coxas em seu livro “As 
Autópsias Zumbis” (sem lançamento previsto no país, infelizmente).
O vírus zumbi rói o cérebro a partir da amídala. Os lobos frontais, responsáveis pela resolução de 
problemas, são destruídos, de modo que zumbis não podem tomar decisões complexas.
Uma deficiência no cerebelo explica por que eles não conseguem andar direito. “Basicamente, eles 
são como crocodilos bêbados, pois não são inteligentes, não sabem quem você é ou o que você é”, 
diz o professor.
O vírus tem vários componentes que destroem o tecido cerebral, um dos quais é o “prion”, uma 
proteína como a que causa a doença da vaca louca.
O matemático da Universidade de Ottawa Robert Smith? (que usa o ponto de interrogação para se 
distinguir do homônimo da banda The Cure) calculou que, se um zumbi for introduzido numa cidade 
de 500 mil pessoas, depois de cerca de sete dias todos os seres humanos seriam infectados.
“Os zumbis representam uma espécie de comentário sobre a modernidade”, diz Schlozman.
O trio que hostilizar um bebê, sua mãe e sua avó é uma evidência cabal de que o apocalipse zumbi 
começou no Brasil e você não pode ficar aí parado.
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Acordo judicial garante barco-hospital Abaré para região do Tapajós


Barco-hospital atende populações ribeirinhas de Santarém,Belterra e Aveiro (Foto: 
Arquivo/TVTapajós)

Do G1 Santarém 

Um acordo judicial firmado entre Ministério Público, Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Organização Não Governamental Térre de Hommes (TDH) garantiu a permanência definitiva do barco-hospital Abaré, em Santarém, oeste do Pará, para atendimentos às populações ribeirinhas do Tapajós, conforme informou o Ministério Público Estadual (MPE), nesta sexta-feira (8).
A embarcação que era de propriedade da TDH foi adquirida com recursos do Ministério da Saúde para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em condições estabelecidas em termo já homologado judicialmente.
O Ministério Público Estadual (MP/PA), por meio do promotor de justiça Tulio Chaves Novaes, acompanha o processo desde 2012, quando o MP instaurou procedimento para garantir a permanência do Abaré na região. Já Ministério Público Federal (MPF) instaurou Inquérito Civil em 2013, no âmbito do qual foi homologado o acordo, uma vez que os recursos e instituições envolvidas são da esfera federal. Além do representante do MPPA, assinaram o termo a procuradora da República, Fabiana Keylla Schneider (MPF), a reitora da Ufopa, Raimunda Nonata Monteiro, e o representante da TDH, Rodrigo Pellegrino de Azevedo.
De acordo com o MP, o documento considera a necessidade de aquisição da Tecnologia Social desenvolvida pela TDH pela Ufopa, o que garante às populações ribeirinhas de Santarém, Belterra e Aveiro a continuidade das políticas públicas voltadas à saúde local.
Condições
O termo prevê que o barco deverá constituir “um cenário de prática para a educação permanente em saúde”. A embarcação se integrará ao projeto pedagógico institucional da Ufopa, com a implantação do Instituto de Saúde Coletiva, para formação de profissionais de saúde da região com foco na atenção primária em saúde das populações ribeirinhas.
No documento, o MP propõe a transferência de tecnologia desenvolvida pela TDH para dar assistência em saúde aos ribeirinhos. Os recursos financeiros foram repassados pelo Ministério da Saúde à Ufopa, na forma de custeio, no valor de R$1.172.000. A quantia foi utilizada para pagamento integral à TDH, a título de transferência de Tecnologia Social de forma plena e irrestrita à Ufopa.
Ainda segundo o MP, entre as condições estabelecidas no termo consta que os programas de assistência em saúde oferecidos no atendimento não serão interrompidos. A Ufopa compromete-se a manter a qualidade dos serviços e buscar o mesmo nível de gestão técnica e operacional da embarcação desenvolvida pela TDH ao longo dos anos. Consolidada como proprietária do Abaré, a Ufopa iniciará imediatamente o processo de organização e regulamentação dos novos serviços públicos, devendo comunicar ao MP o cronograma.
A organização e a regulamentação devem preservar de forma incondicional a gestão pela Ufopa da embarcação, com a possibilidade de estabelecer parcerias com setores públicos e privados, a transparência das ações e decisões, a continuação dos serviços já prestados, a inclusão do ensino, pesquisa e extensão nas atividades desenvolvidas e o respeito aos princípios constitucionais.
Escolha da Ufopa
Em dezembro de 2013,  a reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro, e o coordenador de saúde do Projeto Saúde e Alegria (PSA), Fábio Tozzi, participaram de uma reunião com o ministro da saúde, em Brasília, onde foi confirmada a escolha da Ufopa como nova gestora do Abaré I.
O fator determinante para a escolha da Ufopa como a nova gestora do navio-hospital foi a proposta preliminar de criação do Instituto de Saúde Coletiva (Isco), que formará profissionais da área de saúde com foco diferenciado na atenção primária à saúde da família e das comunidades de periferia das cidades, com equipes multidisciplinares.
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DESMASCARANDO A INDUSTRIA DA DELAÇÃO: CERVERÓ DEU A WAGNER SEIS ANOS ANTES!


Brito desmascara a indústria da delação!

Por Fernando Brito,  

Não tenho procuração nem de Jaques Wagner nem de José Sérgio Gabrielli para defendê-los.
Aliás, sequer conheço qualquer um dos dois.
Mas há algo estranhíssimo neste documento de delação de Nestor Cerveró – vazado ilegalmente – 
apreendido de posse – ilegal – de Delcídio Amaral e, de novo, vazado para o Estadão.
Segundo o texto, Gabrielli teria decidido transferir para Salvador – uma das importantes sedes da 
Petrobras, desde sua fundação – uma parte do setor financeiro da empresa. ““Para tanto, foi 
construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.”, diz o 
documento. Aí, teria escrito Cerveró, foi construído um prédio e, desta obra, parte dos recursos teria 
ido irrigar a campanha de Jaques Wagner ao governo baiano em 2006, mas que “não se lembra” por 
intermédio de que empreiteira teria construído o edifício.
Bem, não sei se Wagner recebeu dinheiro de tal ou qual empreiteira e não tenho como afirmar que 
tenha sido legal ou ilegal qualquer doação.
Mas, ao que parece, dou capaz de ir procurar informações para saber se isso coincide ou não com os 
fatos.
Aí encontro na página oficial da Petrobras a cobertura do lançamento da pedra fundamental de seu 
edifício na capital baiana, é fato. O mesmo em outras publicações baianas.
Só que em 19 de dezembro de 2011. Quer dizer: a obra começou mais de cinco anos depois da 
eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua 
reeleição.
Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos – que seriam desviados para 
a campanha – com mais de cinco anos de antecedência!
Em qualquer lugar do mundo, obra é paga à medida de sua realização e atestada a execução. Pode 
haver fraude no preço ou na medição (que é como se chama o “confere” que se faz para pagar uma 
fatura de “X” reais). Nem sequer digo que não haja, porque não conheço propina paga antes de 
receber-se e com cinco anos de antecedência.
Em sua defesa, Gabrielli mostra – comprovando com reportagem de jornal – que a mudança do setor 
financeiro se deu em 2008, para prédio já ocupado pela empresa, que recebeu reforma a partir de 
2007. Cerveró se refere especificamente à construção de “um grande prédio”, o que não é o caso de 
uma mera reforma em um já existente. E cita como testemunhas duas pessoas que já morreram, 
convenientemente.
Agora, é de doer que seja aceito como “delação” para fins de reduzir a pena de um ladrão a história 
do “não me lembro qual foi a empreiteira, mas todo mundo sabia”.
Ouviu na “Rádio Corredor”?
Passamos ao vale-tudo para atingir a honra das pessoas, faz tempo.
A história não tem densidade para render uma matéria, que dirá para render um processo, como o 
que há ali.
Muito menos para valer perdão ou redução de penas para quem desviou milhões e menos ainda para 
atingir outras pessoas na base do “ouvi falar” e do “todo mundo sabia”.
É preciso que haja um mínimo de verificação antes de se acusar alguém tão gravemente.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

COMO A PF FAZ O ZÉ RUELA CARDOZO DE BOZO


Assim os delegados manipulam o "desmanche"

POR FERNANDO BRITO

Marcelo Auler, em seu blog, mergulha hoje na politicagem que grassa na Polícia Federal
“republicana” do diretor Leandro Daiello e do Ministro José Eduardo Cardozo.
Nojento, e peço desculpas por reproduzir na imagem parte das baixarias garimpadas pelo repórter.
Um processo que, embora alimentado pela mídia, jamais poderia ter sido deixado chegar ao ponto 
em que chegou.
Não apenas por razões administrativas, mas por razões legais.
Porque é a lei que está sendo descumprida por policiais que se transformaram em panfleteiros da 
oposição, como a reportagem de Auler comprova fartamente.
Não se trata do legítimo direito de pensamento ou de expressão pessoal, mas no disposto nos artigos 
42 e 43 da Lei (em vigor) número 4.878/65, que regula disciplinarmente os policiais federais 
brasileiros.
Art. 42. Por desobediência ou falta de cumprimento dos deveres o funcionário policial será punido 
com a pena de repreensão, agravada em caso de reincidência.
Art. 43. São transgressões disciplinares:
I – referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da administração pública, qualquer que seja 
o meio empregado para êsse fim;
II – divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, 
propiciar-lhes a divulgação, bem como referir-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e 
atos da administração;
III – promover manifestação contra atos da administração ou movimentos de aprêço ou desaprêço a 
quaisquer autoridades;(…)
Lei, vê-se pela data, que não é nenhum “bolivarianisno” de Lula ou Dilma, mas lei aprovada pelo 
Congresso e sancionada por ninguém menos que o Marechal Castello Branco, um bom nome para 
lembrar a este pessoal que pede “intervenção militar”.
E mais, diz que estes três itens aí são considerados faltas graves – que já “pulam”a repreensão e 
entram direto na suspensão funcional, ou mais ainda. Além disso, se praticados com outro policial 
federal, são mais agravados ainda. E vale para ativos e inativos, porque o Art. 44, no item VII, prevê 
como pena a ” cassação de aposentadoria ou disponibilidade.”
Tudo isso foi regulado no ano seguinte, pelo decreto que Auler mostra em seu blog.
A pergunta, óbvia: se é lei, se está valendo, porque não é aplicada?
Os responsáveis por fazê-la ser respeitada são os dirigentes da Polícia Federal e o Ministro da Justiça.
Art. 52. A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade ou transgressão a preceitos 
disciplinares é obrigada a providenciar a imediata apuração em processo disciplinar, no qual será 
assegurada ampla defesa.
Art. 53. Ressalvada a iniciativa das autoridades que lhe são hierarquicamente superiores, compete ao 
Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública (hoje Polícia Federal), ao Secretário de 
Segurança Pública do Distrito Federal e aos Delegados Regionais nos Estados, a instauração do 
processo disciplinar.
O Ministro Cardozo e o Diretor Daiello, não o fazendo, incorrem em prevaricação, deixar de cumprir 
dever funcional.
E aí não é mais disciplinar, é Código Penal, crime contra a Administração Pública.
Veja, na reportagem de Marcelo Auler, o ponto inadmissível a que as coisas chegaram dentro da PF.
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PORTA DOS FUNDOS: ESCOLA DE POLICIA

O Estado de direito e o Estado da direita



Por Mauro Santayana, publicado na RBA.

É curiosa a situação que vive hoje o Brasil. Afinal, no Estado de Direito, você tem o direito de ir e 
vir, de frequentar um bar ou um restaurante, ou desembarcar sem ser incomodado em um aeroporto, 
independente de sua opinião.
No estado de direita, você pode ser reconhecido, insultado e eventualmente agredido, por um bando 
de imbecis, na saída do estabelecimento ou do avião.
No Estado de Direito, você pode cumprimentar com educação o seu vizinho no elevador, desejando-
lhe um feliz ano novo.
No estado de direita, você tem grande chance de ouvir como resposta: “Tomara que em 2016 essa 
vaca saia da Presidência da República, ou alguma coisa aconteça com essa cadela, em nome do 
Senhor.”
No Estado de Direito, você pode mandar “limpar” o seu computador com antivírus quando quiser.
No estado de direita, você pode ficar preso indefinidamente por isso, até que eventualmente confesse 
ou invente alguma coisa que atraia o interesse do inquisidor.
No Estado de Direito, você tem direito a ampla defesa, e o trabalho dos advogados não é cerceado.
No estado de direita, quebra-se o sigilo de advogados na relação com seus clientes.
No Estado de Direito, a Lei é feita e alterada por quem foi votado para fazer isto pela população.
No estado de direita, instituições do setor público se lançam a promover uma campanha claramente 
política – já imaginaram a Presidência da República colhendo assinaturas na rua para aumentar os 
seus próprios poderes? – voltada para a aprovação de um conjunto de leis que diminui – em um país 
em que 40% dos presos está encarcerado sem julgamento – ainda mais as prerrogativas de defesa dos 
cidadãos.
No Estado de Direito, você é protegido da prisão pela presunção de inocência.
No estado de direita, inexistem, na prática, os pressupostos da prisão legal e você pode ser detido 
com base no “disse me disse” de terceiros; em frágeis ilações; do que “poderá” ou “poderia”, 
teoricamente, fazer, caso continuasse em liberdade; ou subjetivas interpretações de qualquer coisa 
que diga ao telefone ou escreva em um pedaço de papel – tendo tudo isso amplamente vazado, sem 
restrição para a “imprensa”, como forma de manipulação da opinião pública e de chantagem e de 
pressão.
No Estado de Direito, você pode expressar, em público, sua opinião.
No estado de direita, você tem que se preocupar se alguém está ouvindo, para não ter que matar um 
energúmeno em legítima defesa, ou “sair na mão”.
No Estado de Direito, os advogados se organizam, e são a vanguarda da defesa da Lei e da 
Constituição.
No estado de direita, eles deixam agir livremente – sem sequer interpelar judicialmente – aqueles que 
ameaçam a Liberdade, a República e os cidadãos.
No Estado de Direito, membros do Ministério Público e da Magistratura investigam e julgam com 
recato, equilíbrio, isenção e discrição.
No estado de direita, eles buscam a luz dos holofotes, aceitam prêmios e homenagens de países 
estrangeiros ou de empresas particulares, e recebem salários que extrapolam o limite legal permitido, 
percebendo quase cem vezes o que ganha um cidadão comum.
No Estado de Direito, punem-se os corruptos, não empresas que geram riquezas, tecnologia, 
conhecimento e postos de trabalho para a Nação.
No estado de direita, “matam-se” as empresas, paralisam-se suas obras e projetos, estrangula-se 
indiretamente seu crédito, se corrói até o limite o seu valor, e milhares de trabalhadores vão para o 
olho da rua, porque a intenção não parece ser punir o crime, mas sabotar o governo e destruir a 
Nação.
No Estado de Direito, é possível fazer acordos de leniência, para que companhias possam continuar 
trabalhando, enquanto se encontram sob investigação.
No estado de direita, isso é considerado “imoral”.
Não se pode ser leniente com empresas que pagam bilhões em impostos e empregam milhares de 
pessoas, mas, sim, ser mais do que leniente com bandidos contumazes e notórios, com os quais se 
fecha “acordos” de “delação premiada”, mesmo que eles já tenham descumprido descaradamente 
compromissos semelhantes feitos no passado.
No Estado de Direito, existe liberdade e diversidade de opinião e de informação.
No estado de direita, as manchetes e as capas de revista são sempre as mesmas, os temas são sempre 
os mesmos, a abordagem é quase sempre a mesma, o lado é sempre o mesmo, os donos são sempre 
os mesmos, as informações e o discurso são sempre os mesmos, assim como é sempre a mesma a 
parcialidade e a manipulação.
No Estado de Direito você pode ensinar História na escola do jeito que a história ocorreu.
No estado de direita, você pode ser acusado de comunista e perder o seu emprego pela terceira ou 
quarta vez.
No Estado de Direito você pode comemorar o fato de seu país ter as oitavas maiores reservas 
internacionais do planeta, e uma dívida pública que é muito menor que a dos países mais 
desenvolvidos do mundo.
No estado de direita você tem que dizer que o seu país está quebrado para não ser chamado de 
bandido ou de ladrão.
No Estado de Direito, você pode se orgulhar de que empresas nacionais conquistem obras em todos 
os continentes e em alguns dos maiores países do mundo, graças ao seu know-how e capacidade de 
realização.
No estado de direita, você deve acreditar que é preciso quebrar e destruir todas as grandes empresas 
de engenharia nacionais, porque as empresas estrangeiras – mesmo quando multadas e processadas 
por tráfico de influência e pagamento de propinas em outros países – “não praticam corrupção.”
No Estado de Direito você pode defender que os recursos naturais de seu país fiquem em mãos 
nacionais para financiar e promover o desenvolvimento, a prosperidade e a dignidade da população.
No estado de direita você tem de dizer que tudo tem de ser privatizado e entregue aos gringos se não 
quiser arrumar confusão.
No Estado de Direito, você pode defender abertamente o desenvolvimento de novos armamentos e 
de tecnologia para a defesa da Nação.
No estado de direita, você vai ouvir que isso é um desperdício, que o país “não tem inimigos”, que as 
forças armadas são “bolivarianas”, que o Brasil nunca vai ter condições de enfrentar nenhum país 
poderoso, que os EUA, se quiserem, invadem e ocupam isso aqui em cinco minutos, que o governo 
tem de investir é em saúde e educação…
No Estado de Direito, é crime insultar ou ameaçar, ou acusar, sem provas, autoridades do Estado e o 
Presidente da República.
No estado de direita, quem está no poder aceita, mansamente, cotidianamente, os piores insultos, 
adjetivos, acusações, insinuações e mentiras, esquecendo-se que tem o dever de defender a 
Democracia, a liturgia do cargo, aqueles que o escolheram, a Nação que representam e, teoricamente, 
comandam, e a Lei e a Constituição.
No Estado de Direito, você pode interpelar judicialmente quem o ameaça pela internet de morte e de 
tortura ou faz apologia de massacre e genocídio ou da quebra da ordem institucional e da hierarquia e 
da desobediência à Constituição.
No estado de direita, muita gente acha que “não vale a pena ficar debatendo com fascistas” enquanto 
eles acreditam, fanaticamente, que representam a maioria e continuam, dia a dia, disseminando 
inverdades e hipocrisia e formando opinião.
No Estado de Direito você poderia estar lendo este texto como um jogo de palavras ou uma simples 
digressão.
No estado de direita, no lugar de estar aqui você deveria estar defendendo o futuro da Liberdade e 
dos seus filhos, enfrentando, com coragem e informação, pelo menos um canalha por dia no espaço 
de comentários – onde a Democracia está perdendo a batalha – do IG, do Terra, do MSN, do G1, do 
UOL…
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A RECEITA DA BLÁ BLÁ PARA GANHAR OS HOLOFOTES DA IMPRENSA


Boba ela não é. Defenda o golpe e você estará nas primeiras páginas.

por : Paulo Nogueira

Fui ao Twitter ver o que se estava falando de duas mulheres que foram notícia estes dias: Lu 
Alckmin e Marina Silva.
A primeira pela orgia aérea, os copiosos voos em aeronaves patrocinadas pelo contribuinte paulista. 
A segunda pelas declarações golpistas.
Batata.
Nada de novo sobre a senhora Alckmin. O tuíte destacado era um artigo meu de dois dias atrás. 
Globo, Veja, Estadão, a própria Folha que deu a nota: nada.
Um abuso de tal magnitude dos recursos públicos não é notícia para a imprensa.
Marina, em compensação, estava, e está, em todos os lugares. Parecia uma estrela de rock.
Isso mostra duas coisas.
Um: notícia, na versão peculiar da imprensa brasileira destes tempos, é tudo que seja negativo para o 
PT.
Dois: Marina pode ser golpista, confusa, prolixa e assaltada por um crônico auto vitimismo. Mas 
tonta não é.
Ela sabe que a fórmula infalível para conseguir os holofotes de jornais e revistas, hoje, é defender o 
golpe.
Você vai aparecer na primeira página dos jornais, terá destaque nas revistas, falará a rádios e 
emissoras de tevê.
É a palavra mágica. Duas meras sílabas: golpe.
Veja o que aconteceu com Joaquim Barbosa. Enquanto ele disse tudo que os barões da mídia 
queriam que ele dissesse, teve tratamento de rei.
Bastou sair um pouco do roteiro e passou a ser ignorado como um frentista do interior. Em sua conta 
no Twitter ele defendeu vigorosamente, por exemplo, o fim do financiamento por empresas de 
campanhas eleitorais.
Atacou, também, a oposição por sustentar Eduardo Cunha, o rei dos corruptos. No início de outubro 
de 2015, ele escreveu no Twitter: “Contra o presidente de uma das casas do Congresso há acusações 
de crimes graves, mas ele é apoiadíssimo pelo PSDB!”
Note duas coisas na eloquência tosca, mas sincera, de JB: uma é o superlativo apoiadíssimo. Eduardo 
Cunha, sublinhou, era mais que apoiado por FHC, Aécio e sequazes. Era apoiadíssimo. A outra é a 
exclamação.
Bem, tente achar JB em jornais e revistas. Se ele quiser voltar a ser notícia, vai ter que dizer, como 
antes, o que Marinhos, Frias et caterva desejam que ele diga.
É uma troca que funciona assim: eu dou a você notoriedade, e com ela você pode ganhar dinheiro 
com palestras, livros, o que for. E você me dá opiniões que me ajudem a destruir meu inimigo.
Quem se estrepa com isso é a sociedade.
Marina falou em cassação pelo TSE. Em minha busca no Twitter, a primeira menção era da Veja.
Até o site ultrarreacionário Antagonista, de Diogo Mainardi, noticiou o rompante golpista de Marina. 
(Quem for ao Twitter de Eduardo Cunha vai reparar que ele retuíta com frequência o Antagonista. 
Cunha e Mainardi: tudo a ver.)
De novo: Marina pode ser tudo, mas tonta não é, ainda que muitas vezes pareça.
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A BOLHA CHINESA NO FUTEBOL


Há muito tempo deixamos a elite. Renato Augusto abraça Jadson; Elias observa. Heróis 
globais na segundona da China

Em poucos dias, o Corinthians, campeão do Brasileirinho da Globo, perdeu o meio de campo:
Jadson, Renato Augusto e Ralf para times da segunda divisão da China. Outro do meio campo e da
seleção do Dunga, o Elias, está na bica.
O Corinthians também pode perder o goleiro Cássio para a Turquia e o Vagner Love para o Monaco, 
da França.
Como explicar esse êxodo?
O Conversa Afiada conversou com o respeitado professor de Economia Luiz Gonzaga Belluzzo 
(responsável por algumas das mais valiosas informações do "Quarto Poder"), que, recentemente, 
presidiu o Palmeiras.

Paulo Henrique Amorim - Professor Belluzzo, o senhor como economista e ex-presidente do Palmeiras, como explica esse êxodo do time praticamente inteiro do Corinthians para o futebol da segunda divisão da China?
Luiz Gonzaga Belluzzo - Pois então, Paulo Henrique. Essa é a culminação de um processo que vem desde o final dos anos 80, e se acentua nos anos 90 e no terceiro milênio, que é a globalização dos mercados do futebol. Não só entrou muito dinheiro - legal e ilegal, basta ver os clubes da Inglaterra a quem pertencem - mas os valores subiram muito. Tanto das transações entre clubes, com a interferência de empresários parrudos, que ganham muito dinheiro, como também o valor dos salários. Os salários subiram absurdamente. Basta ver a China, que acho que é a última etapa, não sei o que vai acontecer depois, acho difícil isso se manter. Os salários são absurdos. São de três milhões de dólares por mês, dois milhões, um milhão e meio, na segunda divisão. Então eu equipararia isso a uma bolha, à semelhança da bolha da Bolsa chinesa, ou do empréstimo ou dos financiamentos de infraestrutura hipotecárias. Eu compararia com o que está acontecendo com o futebol.

PHA - O futebol brasileiro não tem como resistir a isso? Não há capital? O campeão do campeonato mais importante do Brasil acabou...
Belluzzo - Pois é, ele está na verdade desmanchando o time. E é muito difícil resistir porque você está observando uma tentativa dos chineses de se apropriarem da sabedoria futebolística de outras plagas - não sei como ainda não tentaram o Messi - para dar um impulso no futebol deles. E eles são sempre assim. E eu acho muito difícil o Brasil resistir. Você veja a história desse jogador do Corinthians, o Renato Augusto, que acabou saindo. Ele até estava pessoalmente disposto a ficar, mas é muito difícil resistir a essa tentação. Eu acho que fica complicado para os clubes brasileiros. Nós temos que apostar mais naquilo que nós produzimos aqui. E nós temos produzido pouco, não é, Paulo Henrique? Muito pouco em matéria de qualidade.

PHA - Você que foi presidente do Palmeiras, um time da envergadura do Palmeiras, por exemplo, seria tão vulnerável quanto foi o Corinthians?
Belluzzo - Todos são vulneráveis, porque é impossível se acompanhar os salários que são oferecidos lá. Muito difícil. Você vê o Palmeiras, eu acho que pensou - não sei, não tenho essa informação - pensou em trazer o Conca (Darío Conca, meia argentino) de volta. Mas o Conca ganha, se não estou enganado, 1 milhão e 200 mil dólares por mês. Como é que você vai concorrer com esse salário? É muito difícil. Então, você fica restrito ao mercado local, enquanto há uma certa segmentação ainda, a comunicação não é assim tão intensa. Mas é muito difícil você resistir. Seria preciso que houvesse uma outra solução. As receitas de transmissão dos clubes brasileiros subiram muito nos últimos anos, mas elas são infinitamente inferiores àquilo que é pago na Europa. E nem estou falando da China, estou falando da Europa.

PHA - O Corinthians não fez caixa com essa venda em massa para trazer, digamos, o Messi? O Corinthians não está com grana no bolso?
Belluzzo - Sim, o Corinthians tem participação parcial nas vendas desses jogadores. Além disso, economiza os salários que eram pagos. Agora, não quero me envolver na economia doméstica de um clube de São Paulo, que é o nosso principal rival, mas o Corinthians tem um projeto de construção do estádio que vai onera-lo nos próximos anos. O Corinthians está com dificuldades financeiras, sim. Eu espero que não perdure, porque o Corinthians é um protagonista muito importante do nosso futebol, assim como é o Palmeiras, o São Paulo, o Santos. Então, eu gostaria que isso não estivesse acontecendo. Mas o Palmeiras tem uma situação um pouco mais favorável, até por conta do que construiu nos últimos anos. O Avanti (programa de sócio torcedor do Palmeiras), que se apaixonou pelo estádio, como todos dizem. Mas não é o suficiente para enfrentar essa corrida maluca que os chineses estão estimulando.

PHA - Você falou que o Corinthians tem uma participação parcial nas vendas. Para o frequentador do Conversa Afiada entender: o dinheiro não vai todo para o bolso do clube? O que acontece?
Belluzzo - Não, porque alguns jogadores têm passe livre, outros pertencem também a empresários. Então os jogadores são divididos entre empresários e clubes. Em geral, o clube não tem participação majoritária. Eu li que o Corinthians chega a ter 50%, em alguns casos são 30%. Essa é uma outra mudança no mercado do futebol, quer dizer, a maioria dos jogadores que está nos clubes pertence também a outros participantes, em geral a empresários de futebol.

PHA - Não é sintomático e revelador que os principais jogadores do principal time do Brasil - data venia os palmeirenses - o Corinthians ganhou o Brasileirão - não consiga ir para a elite do futebol europeu e vá para a segunda divisão da China? Isso não dá uma ideia do tipo de futebol que se pratica no Brasil?
Belluzzo - Eu acho que tem os fatores de atração, que no caso da China são muito fortes. São muito mais fortes do que os fatores de atração dos europeus. Por exemplo, o Vagner Love está indo para o Monaco (FRA). As transações para os clubes europeus continuam ocorrendo. Mas a diferença de atratividade do salário chinês para o salário europeu é absurda. Nós não estamos mais - francamente, e faz algum tempo - na elite do futebol mundial. Basta ver os resultados e o desempenho da Seleção Brasileira. Houve uma mudança estrutural, e a gente precisa saber lidar com isso, identificar e trabalhar essas questões.

PHA - Perfeito! Tá ótimo, professor. Na próxima conversaremos sobre juros.
Belluzzo - Sobre juros. Falaremos sobre juros!

Falta papel higiênico nas escolas mas sobra dinheiro para manter aviões: o mundo estranho de Alckmin.


Inépcia sorridente: Alckmin

por : Paulo Nogueira

Pior do que o incompetente só o incompetente que se finge de gênio.
Os líderes do PSDB são mestres nisso.
Serra, por exemplo, não conseguiu lidar sequer com os pernilongos de São Paulo quando foi prefeito 
e se apresenta como um grande gestor.
Não salvou nem as árvores da cidade, apodrecidas e incapazes de enfrentar chuvas mais fortes sem 
cair. Também não viu, em sua miopia ululante, a importância da bicicleta para o futuro de São Paulo.
Um incompetente, em suma, e um daqueles com ares de gênio, o que é pior.
Alckmin faz companhia a ele.
Os alunos do Fernão Dias, uma das escolas ocupadas, contam que não havia sequer papel higiênico 
nos banheiros.
Compare.
Ao mesmo tempo que os alunos iam ao banheiro e podiam viver momentos de embaraço, jamais 
faltou dinheiro para manter a frota aérea do governo de São Paulo, os aviões e os helicópteros que 
tanto serviram à primeira dama Lu Alckmin.
Um administrador que cuida assim do orçamento só pode receber uma definição: incompetente.
No orçamento, você estabelece prioridades: onde gastar, onde cortar e por aí vai.
Um governador sob cuja gestão falta papel higiênico nas escolas mas sobram recursos para manter 
aviões e helicópteros é, numa palavra, incompetente.
Observadas as coisas sob esse ângulo, fica claro por que Alckmin foi incapaz de garantir água na 
torneira dos paulistas.
Por que ele haveria de ter êxito num desafio das proporções da crise hídrica se não colocou sequer 
papel higiênico nos banheiros escolares?
Os incompetentes dividem-se em dois grupos. O primeiro é o dos incompetentes honestos. Eles 
sabem que são ineptos e convivem com isso o melhor que podem. Causam o menor dano possível a 
si próprios e aos que os cercam.
O segundo grupo é o dos incompetentes que se fantasiam de filósofos. Enganam muita gente e 
podem causar calamidades.
Alckmin é um destes.
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Quando Muhammad Ali foi impedido de comer um cachorro quente


Em nota, Forças Armadas da Venezuela se diz indignada com retirada de imagens



Da Carta Maior : Alarme na Venezuela

A Nota Oficial das Forças Armadas da Venezuela, que adiante publicamos traduzida para o 
português, pode assumir uma dimensão histórico -jornalística de grande alcance. Não se pode 
desprezar que a evolução dos acontecimentos na nação bolivariana poderá trazer desfechos 
indesejáveis.
A Nota tem a linguagem e o tom que são próprios do apaixonado debate político-ideológico na 
Venezuela, com chavistas e oposição [da moderada à fascista] duelando em elevados decibéis.
O texto, duríssimo na mensagem, é escrito por um ator cujo poder está gravado na Constituição 
Bolivariana e nas Leis do país. O poder da República Bolivariana, é bom lembrar, é sustentado pela 
“coalizão cívico-militar” bolivariana.
A oposição recém empossada para dirigir a Assembléia Nacional do país pretende converter o 
Parlamento no contra-poder à Revolução Bolivariana; na própria Contra-Revolução. Nos primeiros 
gestos, agride os valores, símbolos e imagens que, goste-se ou não, estão escritos na Constituição 
promulgada em 1999. 
Aparentemente, por essa razão os militares venezuelanos se manifestaram com indisfarçável 
gravidade. O texto pode ser tomado como o prelúdio de escaramuças no país vizinho. Melhor seria a 
oposição exercer sua legitimidade na plenitude, porém no marco da mais absoluta 
constitucionalidade e legalidade. 
Do contrário, a temperatura política e a conflitividade social poderão aumentar, assumindo padrões 
preocupantes. No curso da história, quando o embate evolui para a violência, o impasse pode 
desembocar em situações de guerra civil.
Oxalá não seja esta a evolução dos acontecimentos na Venezuela, porque de outro modo estaríamos 
ingressando numa etapa perturbadora da geopolítica regional e também mundial. Os Estados Unidos, 
como a história ensina, não ficariam indiferentes à crise na Venezuela, assim como não são 
indiferentes hoje – vide as intromissões e desestabilizações diretas ou apoiadas/financiadas que 
promove no país petro-caribenho.
A América Latina não merece ver uma Síria ser criada no seu território – isso seria o pior dos 
mundos.

Comunicado da Força Armada Nacional Bolivariana em desagravo ao ultraje da memória do 
libertador Simón Bolivar, à memória do comandante supremo Hugo Chávez, ao presidente 
constitucional da República como personificação do Estado e Comandante da Força Armada 
Nacional Bolivariana e à honra militar

A Força Armada Nacional Bolivariana, em inquebrantável unidade, e consciente do momento histórico que vive nosso país, expressa a todo o povo venezuelano sua profunda indignação pela forma desrespeitosa, carregada de desprezo e soberba, onde se ordenou a retirada das imagens de nosso libertador Simón Bolivar, do comandante supremo da revolução bolivariana Hugo Chávez e do cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, das instalações do Palácio Federal Legislativo, onde ocorreu a recém instalada Assembleia Nacional.

Simón Bolívar é o pai da pátria, homem de altíssima honra, um símbolo sagrado para todos nós e de especialíssimo valor para a América Latina. Sua gigantesca obra emancipatória deu a independência a cinco nações e permitiu a fundação de outra, epopéia heróica reconhecida no mundo inteiro que permanece incólume na consciência coletiva de todos os seres humanos amantes da liberdade, por tal razão, as representações materiais que dele foram feitas, de qualquer natureza e origem, serão sempre objeto de admiração e respeito de quem orgulhosamente somos herdeiros de suas glórias. A nova imagem de seu rosto sendo usada oficialmente nas dependências públicas, é o produto de uma investigação científica com com participação de atores nacionais e internacionais, cujo objetivo não foi outro além de exaltar sua memória

A história de Bolívar é a história da Venezuela, e a história da Venezuela é a história da América!

Nossa Carta Magna, que nasceu de um processo constituinte sem precedentes, invoca o exemplo histórico do libertador e por tal motivo, neste mesmo processo, a República adquiriu ser caráter bolivariano; continua sendo hoje a República Bolivariana da Venezuela, a transformação política, social e econômica que ocorre na Venezuela surge destas raízes, desta mesma doutrina instituída pelo próprio libertador; é indefectivelmente a Revolução Bolivariana. Como consequência, os soldados e soldadas da Pátria estamos orgulhosos de ser, de sentirmo-nos e de nos chamarmos bolivarianos, e agora sermos a Força Armada Nacional Bolivariana.

De outro lado, o Comandante Supremo Hugo Rafael Chávez Frías é um filho desta nação, forjado no calor de nossas academias militares.

Em sua Carreira militar, desde onde, sempre embasado no ideário e ação de Bolívar, empreendeu a colossal transformação dos destinos do País, para resgatar um povo oprimido pela oligarquia que promovia o sistema de capitalista de exploração, para colocar sua visão de um mundo multipolar, da necessária integração latinoamericana, socialista, anti-imperialista e profundamente humanista, transcendeu nossas fronteiras para levar benefícios aos mais despossuídos e vulneráveis em distintas latitudes, colocando os pobres em um altar, suas conquistas do ponto de vista social são inumeráveis: milhões de compatriotas foram beneficiados, orientados sempre a garantir a maior soma de felicidade possível. Tal como fez Bolívar, dedicou e ofereceu sua vida a serviço de sua nação, à sua defesa e desenvolvimento, despertando a consciência nacionalista de todos os venezuelanos e venezuelanas que habitam esta terra graciosa.

Da mesma maneira, o presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Comandante da Força Armada Nacional Bolivariana, Nicolás Maduro Moros é a máxima autoridade do Estado, eleito pelo voto popular, enfrentou complexos obstáculos, adversidades de todo tipo e seguindo os passos de Bolívar, hoje defende o interesse nacional, pelo qual reiteramos nossa absoluta lealdade e irrestrito apoio.

Agredir a memória eterna daqueles que já não estão mais fisicamente entre nós é um ato decadente e nojento que acaba com o princípio da honra militar, que se materializa diante da tomada de consciência no contexto de uma sociedade que se rege por princípios cidadãos. Ultrajaram a honra militar! Por tudo isso, a Força Armada Nacional Bolivariana, cujos integrantes somos de irredutível vocação bolivariana e consequentemente chavista, rechaçamos categoricamente qualquer ato no qual se desrespeite e se manche a memória de homens tão destacados, defensores da justiça e da igualdade, pois ao fazê-lo se ofende também a dignidade e as mais puras tradições venezuelanas e de toda América. Exigimos que acabem imediatamente com atos desta natureza, que em nada contribuem com a harmonia, e entendimento e a paz entre nossos conterrâneos.

“Chávez vive, a Pátria segue”
“Independência e Pátria Socialista…”
“Viveremos e venceremos”

Vladimir Padrino Lópes
General
Ministro do Poder Popular para a defesa e comandante estratégico operacional
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TV AFIADA: ZÉ RUELA DA JUSTIÇA FEZ DA PF UM DOI-CODI. ESSE É O PROBLEMA INSTITUCIONAL !

BLA, BLARINA QUER "ASSALTAR A GELADEIRA", COM SEU APETITE INCONTROLÁVEL DE PODER


Fadinha da Floresta podia ao menos disfarçar

Magrinha daquele jeito, Marina Silva é dona de um apetite incontrolável, daqueles que se 
manifestam fora de hora.
Parecia – só parecia – que Marina tinha adotado uma posição discreta, opondo-se ao golpe do 
impeachment – mesmo com a ressalva de que impeachment não é golpe, pois está previsto na 
Constituição.
Que impeachment por crime de responsabilidade não é golpe até as pedras sabem, o que é golpe é 
inventar crime de responsabilidade para fazer o impeachment. É contra este abuso que se está 
lutando e, até agora, é assim que os deputados de sua Rede têm agido.
Hoje, porém, descobre-se que não é assim a posição de Marina.
Ela quer a deposição de Dilma por outro tipo de golpe, capitaneado não por Eduardo Cunha, mas por 
Gilmar Mendes.
“O melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE, porque no TSE você teria a cassação 
da chapa, se forem comprovadas as graves denúncias de que o dinheiro da corrupção foi utilizado 
para a campanha do vice-presidente e da presidente da República”, disse hoje Marina ao G1.
Marina bem deve confiar na Justiça Eleitoral, pois até agora nada se apurou sobre o misterioso jato 
sem dono que matou Eduardo Campos e que a ela servia também porque, como diz ela própria dos 
outros, candidato a presidente e o vice ” são faces da mesma moeda”.
Está claro que o que a faz considerar o TSE “melhor” que o impeachment é o mesmo que faz Aécio 
preferi-lo também: sentir que o impeachment naufragou politicamente e que a “esperança” de 
eleições antecipadas estão no Tribunal.
Virou siamesa de Aécio: só pensam em “assaltar a geladeira” durante a noite.
Infelizmente Marina decaiu a um nível que só as pessoas dadas a delírios – ou oportunistas que se 
penduram em certa imagem “limpinha e cheirosa” que a mídia ainda dela projeta – a levam sério.
Ela só sobrevive porque uma parte do PT tem certo banzo do udenismo e porque a direita, sempre 
esperta, sabe que ela, já há duas eleições, presta-se com prazer ao papel de “bucha” para tirar votos 
do campo popular.
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