quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jefferson agora nega o mensalão. O PiG vai chorar ?

Jefferson ao ser atingido pelo PiG furioso 

Saiu no twitter da Hildegard Angel: “Jefferson declara que o tal mensalão não é fato é “pura retórica”, isto é, não existiu!Uma farsa.O “tenor” queria apenas as luzes da ribalta” 
“Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos.Vergonha!”

A seguir, trechos da defesa de Roberto Jefferson ao Supremo
Certo é que as acusações contra o Defendente não se sustentam e são claramente improcedentes e destituídas de qualquer fundamento fático.
Com efeito e isso a todo tempo ficou dito e mostrado, sem contraste, que o Defendente andou sempre nos limites que a lei garante.
Como Presidente de partido político, o PTB, formulou acordo para a campanha eleitoral de 2004, eleição de vereadores, vice-prefeitos e prefeitos, com o Partido dos Trabalhadores – PT.
Não se tratava aí de apoio ao Governo Federal. A eleição era municipal.
No âmbito federal, o PTB apoiou, desde o 2º turno da eleição presidencial, em 2002, o candidato e a coligação que elegeu o Presidente Lula, detendo um ministério do governo, o do Turismo e compondo a base parlamentar de apoio, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Isso é notório.
O acordo político para as eleições municipais de 2004 com o PT, envolveram, sim, doação financeira deste para o PTB, da ordem de R$ 20 milhões.
Essa doação aprovada por ambos os partidos tem apoio em lei e, naquele pleito, estava regulada pelas Resoluções do egrégio Tribunal Superior Eleitoral.
Era a Resolução nº 21.609/04, art. 3º, parágrafo único, inciso I, que considerou recurso, dinheiro em espécie e, a Resolução nº 20.987/02, art. 10, inciso IV, que indica doação de partido político como fonte de arrecadação.
Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso.
A origem desse recurso, que não se poderia presumir ilícita  -  como, de resto, a própria denúncia afirma que “ainda não foi identificada” (fl. 10)  -  segundo o PT, é fruto de recursos próprios seus e de empréstimos bancários.
Não se trata, portanto, como dito na denúncia, de propina.
É recurso lícito, fonte de arrecadação prevista em lei e destinada à eleição municipal de 2004.
Com o governo federal iniciado com a eleição vitoriosa de 2002, de que fazia e faz parte o PTB, suas bancadas, na Câmara e no Senado, desde então sempre votaram e conformaram sua base parlamentar de apoio.
E isso é conceitual e rudimentar na prática parlamentar e política, que aqui se quer criminalizar.
Mas crime não é.
Assim, nada de incomum, estranho ou ilícito, do Defendente, então Líder do PTB na Câmara, defender e votar a favor da reforma da previdência  -  como já pregava desde a Constituinte e da indispensável e urgente reforma tributária.
Nem de novo, desde que essa é a postura programática do PTB e de notória defesa, antes mesmo da Constituinte de 1987.
E se não sabe o acusador a origem daquele recurso, como afirmar que é ilícito e, por isso, atribuir ao Defendente que empenhou-se no seu branqueamento ou lavagem ?  Non sense !
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Mino Carta sempre sustentou que o “mensalão ainda está por provar-se”.
Como disse o Caco Barcelos, em sua aula magna na Escola da Magistratura do Tribunal federal da Terceira Região: o mensalão é um exemplo de jornalismo “declaratório”, que infesta o PiG.

Paulo Henrique Amorim
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Seminário Tapajós Sustentável marca diferencial na campanha pelo Estado do Tapajós

por Fabio Pena 

Ampliar o debate e engajar lideranças na campanha pela criação do Estado do Tapajós, a partir da participação popular, é um dos principais objetivos do Seminário Tapajós Sustentável que começou hoje pela manhã, 13/09 e segue até amanhã, no Iate Clube de Santarém. O evento é promovido pela Articulação Popular Pró Estado do Tapajós – APPT que reúne diversas organizações e movimentos sociais da região Oeste do Pará,  como Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Associações de Mulheres, Federação de Associações de Bairros, Comunidades Indígenas e Quilombolas e Organizações Não-Governamentais.
Cerca de 250 lideranças populares vindas de municípios como Prainha, Uruará, Óbidos, Curuá, Almerim, Belterra, Juruti, Oriximiná, Monte Alegre, Terra Santa, Novo progresso, Trairão, Alenquer, Aveiro, Faro, além de Santarém, estão participando.
Após uma animada dinâmica de boas vindas feita pelo educador Magnólio de Oliveira do Projeto Saúde e Alegria, o evento começou com uma apresentação dos objetivos da APPT. João Ribeiro, do CEFTBAM, disse que o propósito da articulação e do seminário, é fazer a discussão sobre a criação do Estado do Tapajós com os principais interessados, a população que vive a conhece a realidade de seus municípios. Sara Pereira, da FANCOS, completou: “queremos mostrar que nosso SIM ao Estado do Tapajós vem junto com uma responsabilidade de construirmos um estado sustentável, e não que repita o velho modelo, mas que busque, inclusive, romper com a lógica de boa parte da classe política atual que também é responsável pelas péssimas condições sociais que temos hoje”.
A participação do jornalista e Professor da UFPA, Manuel Dutra, veio em seguida para contribuir ao debate, acrescentando elementos sócio-históricos que embasam sua defesa pelo SIM ao novo Estado. Entre outras questões, Dutra explicou o sentido cultural do ser do Tapajós. “É mentira quem tenta dizer que essa luta é de hoje. Nossos avós, pais, filhos, antigas e atuais gerações já nasceram ouvindo falar do sonho do Tapajós. É um desejo que vem desde a época da Província do Grão Pará, acompanhou a criação da Província e depois Estado do Amazonas. Passou por diversos momentos, altos e baixos, mas hoje tem finalmente um momento decisivo, com a realização do plebiscito”. Autor do livro O Pará Dividido, de 1999, o professor santareno que hoje vive em Belém, não tem dúvidas do sentido histórico do desejo de emancipação do povo do Oeste, havendo também os interesses políticos ao longo do tempo. Porém, Dutra rebate quem critica o movimento como de oportunistas. “Se oportunistas há, e com certeza há, onde não os há? Na Assembléia Legislativa do Pará? No Congresso da República? Melhor que os não houvesse em parte alguma…” escreveu em um de seus artigos em seu blog pessoal. “Nós queremos a criação do Estado do Tapajós porque ele já existe. Só precisa ser oficializado”, concluiu em entrevista à nossa reportagem. Uma mesa com debatedores representando os diversos movimentos presentes, apontou aquilo que os organizadores do evento chamaram de “o pingo do i” do SIM do Tapajós. Em sua maioria reforçaram que o novo Estado terá o desafio maior para se preocupar com a defesa de seu patrimônio ambiental, a luta contra o desmatamento, contra a corrupção, por políticas públicas mais acessíveis e próximas das reais necessidades da população, e com a oportunidade de construir uma constituição moderna. A Frase do representante da União dos Estudantes de Santarém – UES, resumiu bem o pensamento da maioria: “nosso Sim, não é o sim à madeira clandestina, ao modelo econômico devastador, é um sim à nova forma de pensar a Amazônia”.
Na tarde de hoje, em cinco grupos, os participantes vão discutir temas que apontam para “O Estado do Tapajós que desejam”: Governança e o Estado do Tapajós, ordenamento e regularização fundiária, Inclusão Social e diversidade cultural, Economia rural e Desenvolvimento urbano. As discussões vão resultar em um documento base que vai ajudar na disseminação da campanha do SIM do ponto de vista dos movimentos sociais.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

ARTICULAÇÂO POPULAR PRO TAPAJÓS, PRIMEIRO DIA DO SEMINÁRIO

Os trabalhos de monitoramento da Amazônia

Por Luis Nassif

Trabalho dos mais relevantes sobre a Amazônia – e dos menos conhecidos – é do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia). Um quadro amplo desse trabalho foi apresentado por Fernando Campagnolli, diretor de produtos do Sipam, no seminário “A Amazônia Sustentável”, da série Brasilianas da Agência Dinheiro Vivo.
O início do monitoramento continuado da Amazônia deu-se com o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), uma enorme parafernália de equipamentos para vigilância do espaço territorial. Sua implantação levou 8 anos. p>Em 2002 foi constituído o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia), no âmbito da Casa Civil, para definir a operação dos equipamentos e garantia a soberania e a vigilância da Amazônia.
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Ainda não há uma conformação final do Sipam. Seu quadro de funcionários é cedido por diversos órgãos federais e estaduais.
A ideia básica é conceber uma estrutura pensante de governo federal e trabalhar na ponta com estaduais e municipais. É um ambiente com representantes e servidores de todos os órgãos, em um mesmo local, para definir uma política mais eficiente: participam IBAMA, Meio Ambiente, Polícia federal, Funai, Justiça etc.
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Por Brasília passam todos os projetos. Depois, a execução e coordenação com estados se dá em centro regionais em Manaus, Belém e Porto Velho.
Para sustentar esse sistema, há uma complexa rede de antenas espalhadas, mais de mil, muitas em áreas indígenas, assentamentos do INCRA. Em muitos locais, são a única forma de comunicação com o mundo.
O sistema possui também aviões, antenas de radar para previsão de tempo e clima, antenas de comunicação, radares de vigilância e um vastíssimo acervo de mapas georreferenciados.
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Um grande desafio é trazer a Universidade para pesquisa aplicada, colocar o economista junto com o antropólogo, o ambientalista, o sujeito do setor elétrico e da questão indígena, da logística, da telecomunicações e da inclusão digital e, depois disso, gerar o mesmo produto, de forma consensual.
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Atualmente, a base de informações geoprocessadas equivale a duas vezes a Amazônia. Há imagens de radar de 2002 a 2015, de até meio metro de distância.
Um dos desafios tem sido planos de capacitação para gestores municipais aprenderem a trabalhar com as imagens, No ano passado foram capacitados 930 pessoas.
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Além das imagens de satélite, há o “margeamento” – aviões sobrevoando a região emitindo dois sinais, um para pegar a copa das árvores, outro para identificar o solo. A cartografia terrestre tem sido feita pelo Exército e a cartografia náutica pela Marinha, que adquiriu quatro navios para esse trabalho.
Com as imagens é possível identificar até sulcos em terrenos, Áreas de Proteção Ambiental, áreas de mineração, pistas de pouso clandestinas.
Esse mapeamento permitiu identificar 470 mil km2 de terras públicas destinados ao Programa Terra Legal, permitindo a entrega de mais de 100 mil lotes. E está permitindo a regularização fundiária da Amazônia.
Mesmo assim, há 1,8 milhão de km2 do qual se sabe muito pouco. Não se conhece a topografia. Só se tem a fotografia da topografia das árvores.
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'Não há como o ensino público não ter melhorado', diz Haddad sobre Enem

 Geraldo Magela/ Agência Senado )
 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (12), ao comentar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, que “não há como o ensino público não ter melhorado”. Segundo ele, é “praticamente impossível ter piorado a qualidade da educação na escola pública".
O MEC divulgou nesta segunda-feira as notas das escolas que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado. Somente 13 escolas públicas aparecem na lista das cem melhores instituições de ensino do Enem 2010.
As notas por escola foram divididas pela porcentagem de participação dos estudantes no exame. No grupo principal, com mais de 75% de participação, o "top 100" é formado por 87 escolas particulares e 13 públicas. Aumentando o universo para as mil escolas com mais de 75% de participação que obtiveram melhor desempenho no exame, o Enem tem 926 privadas e apenas 74 públicas.
De acordo com Haddad, “o Brasil, na média, melhorou, isso nós sabemos. E para o Brasil ter melhorado, como 88% da matrícula é de ensino médio público, não há como o ensino púbico não ter melhorado”. A nota média nas provas objetivas passou de 501,58 pontos para 511,21 pontos em 2010.
“Não teríamos um incremento de dez pontos, como tivemos, se a rede pública não tivesse melhorado seu desempenho. Agora resta saber se as desigualdades diminuíram, é isso que nós vamos estudar neste momento”, completou o ministro.
“Na média nacional, houve uma melhora dos estudantes em todas as disciplinas, houve uma melhoria da qualidade, mesmo considerando o fato que mais alunos fizeram a prova”, disse Haddad. O ministro afirmou que, a partir dos resultados, vai ser verificado o que é preciso modificar nas políticas públicas para que as médias continuem aumentando e as desigualdades se reduzindo.
Política
Ao ser questionado se a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 poderia prejudicar sua eventual candidatura à prefeitura de São Paulo,  Haddad disse que “não deveria ajudar, nem atrapalhar”.
“Na minha opinião é uma obrigação do gestor público anunciar o que vai fazer o honrar com sua palavra”, disse Haddad.
“Instalamos um plano de metas e estamos cumprindo o plano de metas. Ainda que eu estivesse pensando deste ponto de vista [eleitoral], qual é o paralelo que você pode fazer em relação a isso? A administração pública deveria se pautar por este tipo de comportamento, alguém assumir um cargo, dizer o que vai fazer e cumprir aquilo que se comprometeu a fazer. Nós cumprimos toda a agenda”, afirmou o ministro.
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Em carta a TV síria, Kadafi pede que líbios resistam "até a morte" à "colonização"

Ainda com paradeiro desconhecido, o líder líbio Muamar Kadafi pediu nesta segunda-feira a seus seguidores para "lutar até a morte", em carta enviada à rede de televisão síria "Al Rai" e lida pelo próprio dono da emissora, Mishan Jabouri.
"Não podemos entregar a Líbia à colonização, portanto não nos resta outra alternativa que não seja lutar até a morte", afirmou Kadafi.
A divulgação das supostas palavras do ditador coincidiram nesta segunda-feira com um ataque de suas forças leais ao complexo petroleiro de Ras Lanuf, cerca de 450 quilômetros ao oeste de Benghazi, onde morreram 15 rebeldes. 
Jabouri explicou que a mensagem deveria ser publicada já no domingo, mas adiaram "por motivos de segurança".
De acordo com Kadafi, "não pode ser que o povo líbio volte a ser governado após ter sido governador" em todas as conferências e comitês populares.
Além disso, considerou que o objetivo dos rebeldes é fazer com que a Líbia volte ao estado no qual se encontrava antes de seu mandato, "quando era propriedade das empresas estrangeiras e não do povo líbio".
Por esse motivo, "não nos resta outra opção que derrotar este golpe de estado, não podemos entregar nosso petróleo à França", advertiu o líder deposto, que esteve no poder durante 42 anos.
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CHARGE

Teixeira ameaça Globo com direitos da Copa América 2015

Redação, adNEWS

“O desentendimento de Ricardo Teixeira com a Rede Globo, causado por reportagem exibida em 13 de agosto no Jornal Nacional, pode continuar.
Segundo a Folha de São Paulo, Teixeira disse a cartolas próximos que se a emissora exibir mais reportagens contra ele a compra dos direitos da Copa América 2015, que acontecerá no Brasil, será dificultada.
Ainda não está definido quem venderá os direitos de transmissão, mas as empresas Traffic e Full Play estão na disputa. De qualquer forma Teixeira prometeu agir nos bastidores, em caso de ameaça à sua imagem, para que o canal não leve a melhor.
Com informações de Eduardo Ohata e Bernardo Itri para a Folha de São Paulo
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Lula faz nova incursão com deputados para destravar reforma política

Comissão especial da Câmara discute relatório no dia 21, mas ainda longe de consenso. Ex-presidente marca encontro com dirigentes de partidos da base para sexta
Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na manhã desta segunda-feira (12), na capital paulista, com quatro deputados federais do PT e dirigentes da legenda para tratar da reforma política. O tema foi colocado pelo próprio Lula como uma de suas prioridades após a saída do governo. Uma nova reunião foi marcada para esta sexta-feira (16), também em São Paulo, com representantes de outros partidos da base governista, em busca de convergências sobre o tema, Também participou do encontro Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Na Câmara dos Deputados está marcada para o dia 21 de setembro sessão para discussão do relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) na comissão especial sobre reforma política. O parecer defende, entre outras questões, o modelo de financiamento público de campanha e de voto proporcional misto – distribuição das cadeiras do Legislativo definidas pela votação dos partidos, e definição dos parlamentares por duas listas, uma ordenada de acordo com o resultado do pleito e outra pré-ordenada pelo partido.
O objetivo de Lula é buscar, já nesta sexta, identificar convergências entre as legendas aliadas do Palácio do Planalto para encaminhar as mudanças na legislação. A fórmula defendida pelo PT e por Fontana encontra resistência de outras legendas, tanto do governo como da oposição.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dilma no Fantástico

AMANHÂ O SEMINÀRIO TAPAJÓS SUSTENTAVEL: O ESTADO QUE QUEREMOS

ARTICULAÇÃO POPULAR PRO-TAPAJÓS (APPT) 

SEMINÁRIO : TAPAJÓS SUSTENTÁVEL: O ESTADO QUE QUEREMOS 
(Iate Clube de Santarém 13 e 14 DE SETEMBRO DE 2011) 

PROGRAMAÇÃO

DIA 13/09/2011 – MANHÃ

08:00 – CREDENCIAMENTO

08:30 – 09:00 – ABERTURA E APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES 

09:00 - PALESTRA DO PROF. MANUEL DUTRA

09:30 - MESA TEMÁTICA (DEBATEDORES)

10:30 – 12:30 - DEBATE EM PLENÁRIA

12:30 – 13:30 – ALMOÇO

DIA 13/09/2011 – TARDE

14:00 – 14:15 : DINÂMICA

14:15 – 16:00 – TRABALHO DE GRUPO DOS SEGUINTES TEMAS:

GOVERNANÇA E O ESTADO DO TAPAJÓS
ORDENAMENTO E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
INCLUSÃO SOCIAL E DIVERSIDADE CULTURAL
ECONOMIA RURAL
DESENVOLVIMENTO URBANO

16:00 – 18:00: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO EM PLENÁRIA DOS RESULTADOS

DIA 14/09/2011 – MANHÃ

08:30 - 12:30: DISCUSSÃO DA CARTA “SIM AO TAPAJÓS” E ENCAMINHAMENTOS DA ARTICULAÇÃO POPULAR PRO-TAPAJÓS NOS MUNICIPIOS DA REGIÃO

12:30 – 13:30 – ALMOÇO

DIA 14/09/2011 – TARDE

14:00 - 17:30: GRUPOS TEMÁTICOS (PREPARAÇÂO APRESENTAÇÂO CULTURAL) E REUNIÂO COMISSÂO DE SISTEMATIZAÇÂO.

18:00 – 22:00: ATO CULTURAL NA PRAÇA DO PESCADOR
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11 de setembro: chegou a conta do Bush: US$ 3 trilhões



O Globo deste onze de setembro traz importante artigo.
O autor é o Premio Nobel de Economia Joseph E. Stiglitz, da Universidade de Columbia.
O título é “O preço de 11 de setembro”.
O custo do 11 de setembro nas mãos de George Bush é de US$ 3 trilhões, já que Stiglitz calcula os custos das guerras do Iraque e do Afeganistão.
“… foi a primeira Guerra da História paga inteiramente a crédito”, diz ele.
(O programa de recuperação econômica que o Obama anunciou semana passada é de US$ 500 bi. Um sexto do custo das guerras.)
Enquanto isso, o Fed (de Alan Greenspan) – lembra Stiglitz – “escondeu essas fragilidades com a criação de uma bolha imobiliária que levou a um boom do consumo”.
(Como se sabe, para os Neolibelês (*), era Deus na Terra e Pinochet e Greenspan no Céu.)
“ (a economia americana) levará alguns anos para superar o excesso de endividamento e os problemas no mercado imobiliário que daí resultaram.”
O “soft power” americano também saiu enfraquecido: “… sua autoridade moral … (já que) os EUA violaram direitos humanos básicos como o habeas corpus e o direito a não ser torturado …”

Este ansioso blogueiro se permite adicionar outro ingrediente a essa redução do “soft power” americano: é o que o Delfim Netto chama de “crise moral”.
O Bush e o Obama salvaram os bancos e os banqueiros e jogaram 10% da população no desemprego (20% entre os jovens).
Outro indício da redução do poder americano – aí, tanto hard quanto soft – é a dificuldade para ajudar Israel.
Como se sabe, Bibi Netaniahu é um Cerra que deu certo (outro é o Piñera do Chile).
Bibi conseguiu sitiar Israel com sua intransigência.
A Turquia, Egito, o Irã, o Iraque, os palestinos – todos ali em volta contra Israel.
Os únicos aliados do Bibi são a Síria – e por isso o Obama não empurra o Assad no mar – , a Arábia Saudita e, em ultima instância, sempre, os Estados Unidos.
Mas, como diz o editor chefe do importante jornal israelense, Haaretz, Aluf Benn – o virtual rompimento de relações diplomáticas com o Egito – revela a impotência de Obama quando seu inimigo, Bibi, mais precisa dele.
Vem aí o reconhecimento do Estado Palestino pela ONU, depois da atitude pioneira do Nunca Dantes e seu grande chanceler, Celso Amorim.
E o que Obama poderá fazer ?
Bush, depois do 11 de setembro, dilapidou não só o superávit fiscal que herdou do Clinton.
Dilapidou a força americana – a hard e a soft.
Em tempo: a capa do Globo chama a atenção para outro artigo que mostraria como o 11 de setembro levou os EUA a dar as costas a seus “princípios mais caros”. O ansioso blogueiro procurou, procurou, e não achou os princípios a que os EUA deram as costas. !
Paulo Henrique Amorim

NEOLIBELÊ (*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
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Militante do multiculturalismo, Caroline Fourest teme por tempos 'dolorosos e violentos' na Europa

OperaMund

"O racismo passou da retórica aos fatos, pôs o dedo no gatilho de uma metralhadora e estraçalhou os corpos de 76 jovens em julho deste ano, na Noruega. Com este ato, provocou urros de aprovação numa direita branca, católica, homofóbica e raivosa, desejosa de ver no massacre cometido por Anders Behring Breivik os pilares da recuperação da Europa "monocultural, forte, íntegra e iluminada da Era Medieval".
Em uma entrevista exclusiva ao Opera Mundi, concedida por e-mail, de Paris, a escritora francesa e professora de multiculturalismo da Sorbonne, Caroline Fourest, falou da nova onda que prega o apartheid mundial como forma de frear os "efeitos nocivos" da mundialização. Colunista do jornal francês Le Monde e fundadora da revista ProChoix, Caroline emergiu nos últimos dez anos como uma das maiores defensoras do multiculturalismo. Razão suficiente para, segundo as teorias de Breivik, ser vítima de um ataque, assim como sua publicação.
Temas ligados à intolerância são cada vez mais presentes na imprensa – às vezes como debate de uma visão de mundo; outras como motivação para atos violentos. Acredita na existência de uma onda favorável a um 'apartheid mundial', onde norte e sul, negro e branco,  cristão e muçulmano serão cada vez mais temerosos de viverem juntos?
Nós estamos presenciando hoje o crescimento de um medo que é mais complexo que um "simples" racismo de tipo neocolonial. Já não se trata mais de preconceitos ligados a sentimentos de superioridade para dominar o outro, seja com finalidade econômica, seja com finalidade comercial. Hoje, vemos um medo mais ligado à crise da mundialização e do multiculturalismo. Do ponto de vista de certos europeus, principalmente dos mais desfavorecidos, a mundialização não faz mais que causar problemas como reduzir a proteção social, aumentar a concorrência por salários e levar a perda da identidade nacional.
Trata-se, portanto, muitas vezes, de uma ansiedade que é ao mesmo tempo social e cultural. Ainda que os preconceitos racistas de tipo clássico se retirem, pelo menos no caso da Europa, o medo do estrangeiro apenas muda de forma. 
Já não se trata tanto de rejeitar a imigração porque nós acreditamos que os outros são inferiores, mas porque eles podem nos fazer concorrência com os mesmos salários ou mesmo enquanto trabalhadores do sul (em pleno crescimento).
Isso os leva a crer que poderemos desaparecer enquanto cultura, caso todas as minorias que migram para o Norte nos impuserem sua particularidade cultural ou religiosa. É assim, o extremismo religioso irrompe.  
O atentado na Noruega permite dizer que a Europa entrou em uma nova etapa no combate à discriminação e da defesa dos direitos humanos? O que mudou depois deste episódio para os que defendem um mundo livre e tolerante?
O massacre na Noruega é um ato isolado de uma pessoa perversa, sádica e narcisista. Mas é claro que ele levanta questões. Seu manifesto de ódio concentra os novos bordões da direita europeia, como a nostalgia de um mundo monocultural, no qual a identidade europeia deve ser reafirmada para que não desapareça.
Os principais perigos que pairam sobre esta identidade são, aos olhos destas pessoas, destes assassinos, a "feminilização da Europa", como um conceito que sabota o patriarcado.
Depois, há o medo do marxismo cultural, que é visto como algo que depões contra o brio masculino do homem branco, cristão e heterossexual. Estes assassinos criticam o multiculturalismo, mas eles nunca o fazem de maneira laica, universalista ou igualitária. É, em vez disso, uma visão machista, homofóbica e patriarcal da identidade europeia, frente ao que eles veem como uma ameaça à virilidade e à vitalidade, provocada também pelo que eles chamam de "islamização" em curso, ou seja, uma invasão muçulmana por meio da imigração.”
Entrevista Completa, ::Aqui::
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CHARGE

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Entrevista com Letícia, a jornalista do blog para transar com 100 homens

No Blog do Rovai

A partir do blogue da minha amiga Cynthia Semíramis tive contato com a história de Letícia Fernandez, uma jornalista de 30 anos que decidiu no começo do ano que iria tentar transar com 100 homens em 2011. E que contaria essas histórias num blogue. Claro, uma ideia tão curiosa como essa só poderia dar em grande repercussão. E o blog de Letícia se tornou uma sensação. Ela passou a dar várias entrevistas, até que a Rádio Globo sapecou uma exclusiva com ela. Mas sem que a pessoa entrevistada fosse ela. No post que linkei da Cynthia você pode ler melhor a história. Um absurdo sem tamanho. Que de alguma forma mostra o nível do jornalismo atual. Leia, a seguir, a entrevista que fiz por email com Letícia Fernandez.

Letícia, como foi a história da entrevista feita pela Radio Globo com uma pessoa que se passou por você?
Foi exatamente isso. Eles entrevistaram uma pessoa qualquer e disseram que era eu. Jamais fui procurada pela Rádio Globo.
Parece que isso levou você a ser atacada por uma série de pessoas no seu blog, pode contar melhor essa história?
Não, os ataques começaram bem antes disso. Na verdade, sempre fui xingada, desde o início do blog. Mas antes os acessos eram menores, então a quantidade de bobagens ditas por esses anônimos eram menores. Quando o blog começou a sair na mídia, a coisa se multiplicou. O ápice aconteceu quando a Globo.com fez uma chamada na home me nomeando como “a nova Bruna Surfistinha”. O blog chegou a 400 mil acessos naquele dia.
Como você teve a ideia de fazer esse blog? Por que 100 homens?
O blog é apenas uma espécie de diário. Ou, pelo menos, era. Os 100 homens é bem menos importante do que se imagina: nas minhas férias, no início do ano, eu estava transando com dois homens diferentes por semana. Pensei que se continuasse daquele jeito, eu chegaria aos 100 num ano, já que o ano tem 52 semanas. Mas nunca foi um projeto, uma meta. Isso está mais na cabeça das pessoas do que na minha. Eu estou muito, muito longe dos 100 e estou muito feliz.
Vi que você trata de temas tabus no blog, quais resultaram em mais comentários agressivos?
As agressões acontecem em qualquer post. São pessoas querendo que eu morra de AIDS, me xingando de vagabunda (e coisas piores). Basta eu colocar um post novo e lá vêm os xingamentos. Alguns deles eu compilei num Tumblr (http://cemhomenssemnocao.tumblr.com/). Tive de fazer piada a respeito disso.
Qual a sua opinião sobre o feminismo? Acha que seu blog contribua para uma outra visão da mulher?
Algumas feministas dizem que sim, outras dizem que não, que meu blog é uma grande bobagem. O que eu sei é que pelo menos levantamos discussões sobre a sexualidade feminina. E se uma única pessoa passou a enxergar as mulheres como indivíduos (e não como um “apêndice” do homem), já valeu.
Conte um pouco mais de sua história, tanto no blog como na vida pessoal?
Eu sou jornalista, tenho 30 anos e moro em São Paulo. Não sei mais o que você quer saber, mas posso dizer que sou uma garota normal. Gosto de sair com meus amigos, de jogar conversa fora em botecos, de ir ao cinema, de ouvir música. Sou bem normal, inclusive no meu desejo sexual.
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CHARGE

Juiz Lalau escondia mais de R$ 7 milhões na Suíça

  
Dinheiro, que está numa conta do Santander em Genebra, pode ser repatriado pela Advocacia Geral da União; magistrado está condenado a três anos de prisão e já teve um apartamento de luxo em Miami confiscado e vendido.

247 – O ex-juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neto está impedido de por a mão em pouco mais de R$ 7 milhões que estão depositados numa conta do Banco Santander, em Genebra. A Advocacia-Geral da União conseguiu que a Corte de Apelações do Cantão de Genebra negasse recurso Nicolau para desbloquear o dinheiro.
A decisão da Justiça suíça, ao indeferir o pedido de desbloqueio dos R$ 7 milhões, é a mais nova derrota do ex-juiz. A conta está bloqueada desde 1999. AGU e Ministério da Justiça tentam repatriar o dinheiro para o Brasil, mas as autoridades suíças aguardam o julgamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) brasileiro para decidir sobre o pedido de repatriação.
O ex-juiz Nicolau foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) em 3 de maio de 2006 pelos crimes de peculato, estelionato e corrupção passiva, mas recorreu ao STJ. Somados, esses três crimes totalizam 26 anos, seis meses e 20 dias, a serem cumpridos em regime fechado.
Em 2002, a AGU conseguiu sequestrar e vender um apartamento luxuoso de Nicolau dos Santos Neto em Miami (EUA), também não declarado, por US$ 800 mil. O dinheiro apurado com a venda do imóvel foi depositado na conta única do Tesouro Nacional.
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Zelaya lamenta assassinato de um dos símbolos da resistência hondurenha

O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, repudiou nesta quinta-feira (08/09) o assassinato de Mahadeo Roopchand Sadloo, ativista da FNRP (Frente Nacional de Resistência Popular). Sadloo, mais conhecido como Emo, era um dos mais próximos colaboradores de Zelaya. Ele foi morto a tiros na quarta-feira (07/09) por um suposto matador de aluguel e, segundo relatos de parentes, chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Zelaya disse, em declarações à emissora hondurenha Radio Globo, que irá se reunir com dirigentes do movimento social para decidir sobre ações de protesto ao assassinato. "Nós repudiamos de uma forma muito enérgica e com muita indignação este crime", disse.
Ele afirmou acreditar que a morte do companheiro tenha sido encomendada e seja "um atentado direto" contra seu agrupamento político. "Nos sentimos agredidos com este crime contra Emo, nosso grande amigo que deixou de existir, mas pelo qual iremos chorar para sempre."   
Segundo Zelaya, diante destes "golpes baixos" que sua legenda vem recebendo, não é possível para seus companheiros fazer nada além de se pronunciar e pedir ao Estado o esclarecimento destas atitudes e o fim desta "avalanche de crimes".   
O ex-presidente ainda recordou que Sadloo acompanhou-o durante o período de quase quatro meses em que permaneceu refugiado na Embaixada do Brasil em Honduras no final de 2009. "Ali tive a oportunidade de conhecer bem Emo, ele era uma pessoa nobre, dedicada e muito corajosa" disse Zelaya. O ex-presidente classificou o companheiro morto como "mais hondurenho do que muitos hondurenhos". 
Sadloo, naturalizado hondurenho, era de origem indiana e chegou a ser ameaçado durante a gestão do ex-presidente de facto Roberto Micheletti (2009-2010) de ser deportado e de ter sua nacionalidade suspensa por conta de suas participações nas manifestações de resistência contra o golpe.   
A esposa de Zelaya, Xiomara Castro, por sua vez, disse que o ativista morto era um "símbolo", um "baluarte" da Resistência. "Foi uma pessoa que acompanhou Mel [Manuel Zelaya] em todas as suas visitas e esteve permanentemente ao seu lado, desta forma, isto não é um crime comum, é um crime político e uma perseguição contra a Frente de Resistência".   
O atual presidente de Honduras, Porfírio Lobo, disse em uma coletiva de imprensa na sede do governo, que uma investigação irá determinar se o assassinato teve motivos políticos.
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Contra boatos, Fidel concede entrevista a TV venezuelana

O apresentador Mario Silva, do programa La Hojilla, da emissora Venezolana de Televisión, informou, nesta quinta-feira (08), que viajou para Havana no último domingo e se reuniu com o líder da Revolução cubana, Fidel Castro. As fotos abaixo são um registro do encontro.



Silva relatou que foi a Cuba para desmontar as mentiras da oposição venezuelana e da extrema-direita de Miami, que espalham rumores indicando que o líder cubano teria morrido no final de agosto.
"Aos que estão nesse momento felizes acreditando que o comandante Fidel teve um derrame cerebral, lamento informar que ele está vivo e bem". Com estas palavras Mario Silva apresentou fotografias tiradas com Fidel Castro na última terça-feira (06).
A entrevista que ele fez com o líder cubano deverá ser exibida em breve pela emissora estatal venezuelana. Silva assegurou que seu programa tem a intenção de "destruir qualquer tentativa de mentira" que se tente divulgar para "confundir nosso povo". 
Veja abaixo o vídeo da Venezolana de Televisión, no qual o apresentador fala sobre sua visita a Fidel. O tema é introduzido por ele aos 05:28. E, aos 08:08 inicia-se a reportagem sobre os boatos acerda da saúde de Fidel:


Incrível ! Gilmar denuncia Piovesan à PF

O ex-Supremo ainda se acha Supremo


No dia 11 de julho, Gilmar Mendes enviou ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Coimbra, um ofício em que pede a abertura de inquérito por calúnia, injúria e difamação contra o advogado Alberto Piovesan. Foi o advogado quem entrou no Senado com um pedido de impeachment contra Gilmar, cujo recurso contra o arquivamento de José Sarney não foi a julgamento do Supremo (Leia mais em Marco Aurélio e Gilmar). 
Nas quatro páginas da representação, Gilmar afirma que Piovesan atua “não sabe a mando de quem” para questionar a isenção do ministro. Ressalta que o “ilustre desconhecido” advogado só entrou com um processo no Supremo, justamente o recurso contra a decisão de Sarney. E que, mesmo no Espírito Santo, onde está registrado o registro profissional dele, só há notícia de duas ações patrocinadas por Piovesan.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.
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Alvo de dois manifestos, política cultural de Dilma está em xeque

Há apenas nove meses no cargo, ministra da Cultura, Ana de Hollanda, tem sido contestada por militantes que reclamam de suposta ruptura com legado de antecessores lulistas. 
Para ativistas, falta diálogo e visão abrangente de cultura. 
Depois de manifesto em abril, nova carta aberta fala em "crise". 
Reivindicações coincidem com propostas aprovadas em Congresso petista.
> LEIA MAIS

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A dupla do jus enlameandi

No Tijolaço 

Todo mundo fala no “jus esperniandi”, que é o direito de invocar qualquer pretexto para defender-se. Hoje, a gente vê nos jornais outro ramo irônico do direito: o “jus enlameandi”.
Essa curiosa forma de defesa consiste em tentar jogar culpa em quem não foi acusado para protelar, confundir e atrasar o processo judicial.
É o que faz o publicitário Marcos Valério ao pedir a inclusão do ex-presidente Lula no rol de denunciados no caso do chamado “mensalão”.
A denúncia foi feita formalmente ao STF em 2006. Em 2007, a Corte aceitou-a e começou a ação propriamente dita. Ninguém, ao longo do processo, pediu o arrolamento como réu do ex-presidente.
Agora, faltando poucos dias para o prazo final de alegações dos réus, dois personagens pedem isso: Marcos Valério e Roberto Jefferson.
Caso houvesse a menor possibilidade de que isso fosse aceito, o que aconteceria?
Reabrir-se-iam todos os prazos, claro.
Quem tem culpa continuaria impune, quem não tem continuaria enxovalhado.
Será que Jefferson e Valério levaram quatro anos para perceber que, como dizem, Lula devesse ser um dos acusados?
Qualquer estudante de Direito já ouviu aquela máxima de que “Direito é bom-senso”.
Quando alguma coisa foge ao bom-senso, sinal de que tem gato na tuba.
O “jus enlameaandi” de Jefferson e Valério é só um truque de esperteza.
Característica que, aliás, não falta a nenhum dos dois.
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MPF considera genocídio ataque a índios no MS

Criança v�tima da violênciaCriança vítima da violência contra acampamento indígena.

Por Altino Machado no Blog Blog da Amazônia

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal investiga como genocídio o ataque sofrido por indígenas da etnia guarani-kaiowá, ocorrido há duas semanas no município de Iguatemi (MS), onde adultos e crianças estavam acampados às margens de uma estrada vicinal.
Um dos líderes guarani-kaiowá relatou ao MPF que os índios estavam rezando quando chegaram dois caminhões com homens atirando. Eles queimaram barracas e roupas e ameaçaram amarrar todos os índios.
- Saímos correndo, em direção diferente. A 300 metros do local vimos as barracas queimando e muito choro. Faroletes e lanternas estão focando pra lá e cá, as crianças e idosos não conseguiram correr. Os meus olhos enlagrimando (sic) escrevi este fato. Quase não temos mais chance de sobreviver neste Brasil - relatou o índigena.
O ataque causou a destruição de barracos e pertences dos índios. O estoque de alimento foi queimado. Os mais atingidos pela violência foram idosos e crianças, que não conseguiram correr e ficaram feridos. O acampamento ocupa área pública.
O MPF em Dourados (MS) pediu abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o crime. Foram encontrados dezenas de cartuchos de munição calibre 12 anti-tumulto (balas de borracha) e há indício de formação de milícia armada.
Em vista da insegurança, os indígenas se valem de um meio precário para atravessar o rio que os separa do acampamento. São 50 metros entre as margens, dois metros de profundidade e forte correnteza, vencidos por mulheres, idosos e crianças através de um fio de arame (fotos da travessia). Na outra margem, sentem-se mais seguros contra ataques.
O MPF trata o caso como genocídio porque foi cometida violência motivada por questões étnicas contra uma coletividade indígena.
A área reivindicada pelo grupo guarani-kaiowá é conhecida como Puelito Kue e já foi estudada pelos antropólogos da Fundação Nacional do Índio. O relatório, cuja publicação é uma das fases da demarcação de terras indígenas, está em fase final de redação. Como não têm para onde ir, os indígenas retornaram ao mesmo acampamento após o ataque.
Os indígenas se valem de um meio precário para atravessar o rio que os separa do acampamento. São 50 metros entre as margens, dois metros de profundidade e forte correnteza, vencidos por mulheres, idosos e crianças através de um fio de arame. Na outra margem, sentem-se mais seguros contra ataques.
O Mato Grosso do Sul, que abriga a segunda maior população indígena do País, tem sido palco de violência étnica. Mais de 70 mil índios de diversas etnias aguardam a demarcação das terras tradicionalmente ocupadas por eles, em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo MPF e Funai, em 2007, mas que não foi cumprido.
O MPF relata dois outros eventos violentos envolvendo a comunidade. Em setembro de 2003, um grupo tentou retornar à área, mas homens armados invadiram o acampamento e expulsaram os indígenas com violência.
Em dezembro de 2009, os índios foram amarrados, espancados e colocados num caminhão, sendo deixados em local distante do acampamento. O indígena Arcelino Oliveira Teixeira desapareceu sem deixar pistas. O corpo nunca foi encontrado.
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Alckmin demitirá arapongas do Cerra ? Olha o livro do Amaury !

Saiu no Tijolaço, post de Fernando Brito:   


Em mais um sinal de que as bicadas tucanas andam fortes em São Paulo, há notícias de que  Governador Geraldo Alckmin anulará o contrato do Prodesp – a empresa estadual de processamento de dados – com  empresa Fence, do coronel da reserva Ênio Gomes Fontenelle, contratada por Serra em 2008, sem licitação, depois de ter servido ao “coiso” no Ministério da Saúde. 
A Fence ficou conhecida pelas suposições de envolvimento da espionagem que resultou na ação da Polícia federal contra Jorge Murad, marido de Roseana Sarney, que teve de abandonar sua candidatura, levando o PFL – hoje DEM – a apoiar Serra à presidência em 2002. 
O site Poder Online, do IG,  levantou há dias a possibilidade de continuar existindo um sistema de escutas clandestinas ligadas ao serrismo  e ao prefeito Gilberto Kassab: 
“Os próximos rounds da luta declarada pelo prefeito Gilberto Kassab a seus adversários promete momentos de revelações e deve ocorrer, na avaliação de políticos paulistas, na campanha eleitoral do ano que vem. 
De acordo com testemunhas do primeiro destempero público do prefeito Gilberto Kassab, revelado por Poder Online e ocorrido no dia 23 de maio, nas Faculdades Metropolitanas Unidas, durante palestra sobre bullying, ele travou o seguinte diálogo com o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP): 
- Eu vou quebrar o seu pescoço, o do [Geraldo] Alckmin, do Alexandre [Moraes] e o do Rodrigo [Garcia]. 
- O que é isso Kassab ? – teria dito Chalita, surpreso com a agressividade do prefeito. 
- Tá tudo grampeado – respondeu Kassab. 
- Grampeado o quê? Você está me ameaçando? – devolveu o deputado. 
Dali pra frente foi Kassab acusando Chalita de fazer e acontecer contra ele e Chalita dizendo que nunca tinha feito nada. Aí o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mediaria o debate sobre bullying, chamou os dois para começar o evento. 
E mais.
 No diálogo, se é que a definição seja esta, de quarta-feira, no gabinete do secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, Kassab ameaçou: 
- Eu sei seus podres. 
E ouviu: 
- Se eu tenho podres foram feitos ao seu lado.
Muita gente ouviu também. Chalita e Rodrigo Garcia preferiram não comentar os fatos. Alckmin também, de acordo com sua assessoria, calou-se.”
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Será essa dupla do barulho, Prodesp-Fence, que aparece no livro do Amaury, o livro que, finalmente, chega à editora ?
Clique aqui para ler “Livro do Amaury revela sistema Cerra de grampear”.
Quer dizer, pelo jeito, o Padim Pade Cerra não desmobilizou os arapongas que estavam na folha de pagamentos do Ministério da Saúde, no tempo em que ele empregava o Marcelo Lunus Itagiba, e era o “melhor Ministro da Saúde da História do Universo”, segundo o Nelson Johnbim.
Foi nessa época também que surgiu o pequeno problema das “ambulâncias super-faturadas”.
A turma continua lá, arapongando.
Só no grampo.
Será isso, mesmo, Fernando Brito ?
O Ciro Gomes – ninguém conhece a alma tucana como o Ciro – costuma dizer que o Cerra não tem escrúpulos.
Se preciso for, diz o Ciro, o Cerra passa com um trator por cima da mãe.
Pode não ter escrúpulos, mas tem arapongas.
Segundo o Amaury … 

Paulo Henrique Amorim
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Impeachment de Gilmar Mendes volta à pauta do Supremo

“O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir nesta quinta-feira, 8, o impeachment do ministro e ex-presidente do tribunal Gilmar Mendes. 
Na última seção, do dia 17, o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista do processo, o que atrasou a decisão do caso. Na pauta, consta que o julgamento iniciará com o voto de Mello.
A denúncia do advogado Alberto de Oliveira Piovesan contra o ministro já havia sido arquivada em maio pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas o advogado entrou com dois recursos no STF. 
O primeiro já havia sido negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que votou pelo mesmo fim para o último na última seção.
O voto foi seguido por Luiz Fux e pela própria Cármen Lúcia, mas a atitude de Marco Aurélio Mello impediu o fim da tramitação. A ministra, no entanto, descartou a possibilidade do colega ter pedido vista do processo para acirrar os ânimos internamente. “Esses pedidos às vezes decorrem exclusivamente por causa de um ponto que a pessoa prefere esclarecer melhor. Pedido de vista é regimental e não cria nenhum tipo nem de constrangimento nem de nada”, disse a ministra.
Piovesan questiona a isenção de Gilmar Mendes e o acusa de favorecer advogados. Cármen Lúcia, porém, classificou o caso de “político”. “O ato que era questionado era um ato político, que não se sujeita a nossa jurisdição”, declarou.”
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quem não é arrogante, faz consenso

No Tijolaço

O Globo noticia que o Ministro da Defesa, Celso Amorim, teria recebido “carta branca” dos comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica” para negociar no Congresso a aprovação da Comissão da Verdade, que deve buscar informações sobre pessoas desaparecidas na ditadura militar.
Embora a expressão seja imprópria, porque ninguém quer excluir os militares de qualquer discussão, é um sinal de que era pura intriga a tal história de que Amorim tinha dificuldades, quase uma sublevação, com os comandos militares. A serenidade com que tratam este tema espinhoso é um exemplo de que isso está longe de existir.
E é totalmente pueril a discussão de que a Comissão da Verdade implica diretamente em qualquer apreciação judicialmente punitiva ou mesmo persecutória sobre os monstruosos eventos ocorridos na noite sombria da ditadura. Essa atribuição não é dela ou do Governo, mas do Judiciário e do Ministério Público.
Vivemos num Estado de Direito, onde respeitam-se as decisões judiciais e o direito de delas discordar. Nossa Corte Constitucional examinou o assunto em tese e teve uma decisão, na opinião de muitos, errônea. Como é próprio da democracia, ela pode, diante de fatos concretos, rever sua posição. Volta e meia, aliás, os tribunais superiores fazem isso.
A Comissão da Verdade, como o nome bem diz, a verdade busca. Diante dela, e só diante dela, se pode ter paz e, igualmente, se pode decidir com sentimento de justiça o que fazer diante dos fatos revelados.
Este é o consenso, o alvo comum que deve superar todas as divergências de opinião: conhecer a verdade.
E  então, diante dela, discutir – na Justiça, outra vez,  inclusive, frente a fatos concretos – o que fazer.
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Neoliberalismo: um colapso inconcluso


 
Da Carta Maior

Carta Maior realiza seminário para debater os dilemas diante da crise internacional.
Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica.
Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso.
A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho.
Anulada no seu relevo institucional por governantes e partidos majoritariamente ortodoxos e tíbios, a democracia representativa também se apequena. O sentido transformador da política passa a ser jogado nas ruas.
Sucessivas injeções de dinheiro nos mercados hibernam no caixa de bancos e empresas, sem ativar o metabolismo da produção e do consumo.
Exaurido pelo socorro às finanças, o caixa fiscal dos Estados encontra-se emparedado. Demandas sociais crescentes colidem com um endividamento inexcedível a juros cada vez mais calibrados pela desconfiança.
Organismos outrora estruturadores dessa hegemonia, como o FMI, rastejam sua esférica desimportância. Demonstrações de obscurantismo fiscal para ‘acalmar os mercados’ pontuam a deriva da social-democracia europeia.
Para debater esse longo crepúsculo histórico, a Carta Maior promove o seminário:
‘Neoliberalismo: um colapso inconcluso’, que se desdobrará em quatro mesas:
- A singularidade da crise financeira mundial - Luiz Gonzaga Belluzzo e Maryse Farhi
- Panorama geopolítico: novos atores e novas agendas – Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor
- O Brasil e os canais de transmissão da crise – Márcio Pochmann e Paulo Kliass
- Desafios e trunfos da a América Latina – Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader
Leia a matéria completa »
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Chico Anísio, Mário Lago, Grande Otelo e a censura da TV Globo

No Blog do Rovai


Chico Anísio, numa entrevista reprisada da TV Brasil, de 8 de outubro de 2008, acaba de dizer: “o  meu contrato com a Globo reza que não posso criticar os programas da emissora, por isso pedi para o técnico bloquear os canais abertos. Assim não os vejo e não os comento”.
É impressionante a censura que a TV Globo impõe a seus artistas e jornalistas, fazendo de conta que o que faz não é censura.
No I Tribunal da Mídia, em 1987, coordenado à época pelo professor José Carlos Rocha, que lecionava na USP e na Metodista de SBC, uma testemunha não pôde comparecer, Grande Ottelo. O ator global havia confirmado a presença. Ele iria acusar a mídia. Diria, entre outras coisas, que era discriminado. Que não tinha o espaço que seu talento deveria lhe garantir no cenário nacional.

Grande Otelo foi um dos maiores atores da história do Brasil, mas o contrato com a TV Globo o impediu de fazê-lo. Ele não pôde ir.
Quando lancei o livro 16 linhas cravadas, de Mário Lago, vivi algo diferente, mas semelhante. Mário Lago já estava com seus 80 anos, mas não podia decidir sobre o que queria fazer.
Dias antes do lançamento do livro, foi informado que precisava gravar. E numa ligação nervosa, me disse que achava que não poderia ir ao lançamento que estava agendado há meses. Ao fim, conseguiu convencer a direção da TV Globo que merecia aquela distinção. Ir ao lançamento do livro que havia dedicado alguns anos. Mas foi um favor que a emissora lhe prestou.
A Globo não censura?
Ao assistir a entrevista de Chico Anísio entendi melhor o significado dos contratos da TV Globo.
Contratos não têm nada a ver com censura, certo?
Afinal, contratos são contratos.
Censura é querer regulamentar a mídia, a partir de um contrato com a sociedade.
Quem sabe um dia isso mude.
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PiG faz o jogo do tráfico no Alemão

O noticiário deste Sete de Setembro no jornal nacional se concentrou no Alemão.

Clique aqui para ler “Globo invade o Alemão”.
Parece solarmente claro que o maior inimigo da ocupação do Alemão pela UPP é o tráfico.
Foi quem perdeu o território.
E as armas.
E, em segundo lugar, os moradores que dependem ou dependiam do tráfico também não simpatizam com a UPP (enquanto não encontrarem outro emprego).
Esses é que são açulados pelo tráfico.
(O tráfico inventou e o jn noticiou que uma menina tinha morrido com bala perdida. Não era verdade.)
Como não cai a demanda por droga do lado de fora do Alemão,  o que restou do tráfico ali dentro (ou que para lá quer voltar) tenta desconstruir a ocupação.
Usa a meia dúzia de armas furrecas que ainda detém.
E se apoia numa minoria de moradores.
Parte dos moradores se incomoda também com as novas regras para realizar bailes funks.
Quando o PiG transforma a reação dos traficantes no Alemão numa Pearl Harbor, faz exatamente o que o tráfico mais quer. 
Mobilizar a população contra a Lei e a Ordem e reforçar o “partido do tráfico”.
E restabelecer o velho negócio do trafico nos antigos termos.
O PiG (*) e especialmente a Globo (com exceção da excelente – como sempre – reportagem da Sandra Moreyra no jn desta quarta feira) não têm compromisso com a pacificação das favelas.
Os filhos do Roberto Marinho preferem o “método Lacerda”.
Mandar “essa gente” para longe.
Em tempo: a manchete da primeira página do jornal Globo desta quinta-feira descreve algo como a combinação de Pearl Harbor com Hirsohima e Nagasaki (juntas): “Polícia ocupa outros dois morros vizinhos ao Alemão. Exécito convoca mais cem homens e amplia contingente no Complexo”. O PiG (é incorrigivel. Além de derrubar a Dilma, eles querem incendiar a cabine das UPPs. O PiG , a Globo e o tráfico, unidos: quanto pior melhor ! Fogo ! Fogo ! 

Paulo Henrique Amorim 
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Juíza Quintela se recusa a fazer censura e derrota Daniel Dantas

Juíza Andrea Quintela, da 23ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, rejeitou pedido de indenização por danos morais e materiais, promovido por Daniel Dantas contra Paulo Henrique Amorim. 
Acolhimento do pedido, diz a sentença, "revelaria um tipo de censura e um retrocesso inadmissível". 
Juíza também rejeitou pedido para identificação dos IPs de leitores do jornalista avaliando que "o mesmo revela mais um intuito de ameaça aos leitores e ao réu".
> LEIA MAIS

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Marcha contra corrupção acerta Globo, CBF, Sarney, Roriz, Justiça...

No dia da Independência, ato em Brasília convocado pelo Facebook para se queixar da falta de ética faz mais vítimas do que plano original. Público recorde presente à Esplanada dos Ministérios para ver desfile militar ajuda a encorpar passeata, que nas contas da PM começou com duas mil pessoas. 
Confirmações eram 26 mil. 
A reportagem é de André Barrocal.
> LEIA MAIS
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DILMA

CHARGE

Protesto chique em SP lembra fracasso do “Cansei”


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho
"Eles não aprendem e não desistem. Derrotados três vezes nas eleições presidenciais, os valentes da fina flor paulistana foram de novo às ruas para protestar "contra tudo o que está aí". Desta vez, o álibi foi a Marcha Contra a Corrupção organizada nas redes sociais em várias regiões do país.
Em São Paulo, apesar dos esforços de alguns blogueiros histéricos, o protesto fracassou: segundo  a Policia Militar, apenas 500 pessoas se animaram a sair de casa neste belo feriado de 7 de setembro com muito sol para ir à avenida Paulista levantar cartazes contra a corrupção.
A personalidade mais conhecida identificada pela imprensa foi a socialite Rosangela Lyra, sogra do jogador Kaká e representante da Dior no Brasil.
Era a mesma turma chique do "Cansei", um "movimento cívico" criado em julho de 2007, para protestar contra o "caos aéreo", pelo presidente da OAB paulista, Luís Flávio Borges D´Urso, agora pré-candidato do PTB de Roberto Jefferson a prefeito de São Paulo, mas nem ele foi visto hoje na avenida Paulista.
De outro líder do "Cansei", o executivo Paulo Zotollo, ex-presidente da Phillips, não se ouviu mais falar. Na época, ele causou um enorme dano para a imagem da empresa ao declarar em entrevista ao jornal "Valor":
"Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz como tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".
O Piauí ainda existe, virou até nome de revista, vai bem, cresce e seu povo está melhorando de vida, ao contrário do infeliz executivo que apenas vocalizou o que pensava boa parte da elite paulistana sobre os nordestinos, quando o presidente do país era o  pernambucano Lula.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Soninha na SUTACO: “aparelhamento”?

Soninha faz pose para a revista "Mymag"; e a SUTACO?

por Rodrigo Vianna

Acho certa graça quando tucanos falam em “aparelhamento” do Estado.
Primeiro, porque o povão não entende direito. O eleitor tende a achar que aparelhamento é bom. O administrador está “aparelhando”, ou seja, colocando aparelho novo pra funcionar. Aparelho de música? Computador na escola? Ou, como diz um amigo jornalista, aparelho novo pro locutor da SUDERJ anunciar gol no Maracanã?
Segundo, porque o tal “aparelhamento” (uso da máquina para alojar aliados e companheiros de partido) é prática comum nos governos demotucanos. As estatais paulistas serviram de cabide pra gente que nem em São Paulo vivia. Leia mais aqui. Não houve escândalo por causa disso. Ninguém pediu “faxina” nas estatais paulistas.
Agora, leio matéria no site da “Folha”, por indicação do leitor Marcelo de Mattos. O assunto: Soninha (PPS) posou (de novo?) para uma revista, fazendo tipo de moça marota. E deixou no ar a história de que ela e Serra teriam tido um relacionamento íntimo. Isso pouco me interessa. O importante mesmo é a informação que vem no pé da matéria da ”Folha”:
“Atualmente, a ex-vereadora [Soninha] é superintendente da Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), uma autarquia de artesanato no governo de São Paulo. Soninha, que foi coordenadora da campanha virtual do tucano José Serra nas eleições presidenciais, recebeu o convite de Davi Zaia (PPS), secretário do Emprego e Relações de Trabalho. Presente na cerimônia de posse, Zaia assumiu a secretaria para preencher a cota do PPS na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).”
A Soninha é especialista em artesanato? Uma carreira brilhante no serrismo: da MTV para a SUTACO!
Se fosse num governo do PT, seria “aparelhamento” do Estado. Mas como é governo tucano, fica tudo por isso mesmo.
A SUTACO está aí pra isso mesmo!!!
Leia a matéria completa »
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“Privatas do Caribe”, o livro de Amaury


Do blog Escrevinhador, 

Serra bate o martelo da privatização da Vale: crime de lesa-pátria
“Siga o dinheiro, ele sempre conta a história”, diz Amaury, resumindo o foco de uma apuração que durou 10 anos. O repórter premiado começou a investigar os caminhos (e descaminhos) do dinheiro das privatizações da Era FHC quando ainda era repórter de “O Globo”. Pergunto se conseguiu publicar alguma coisa no jornal carioca: “ocê é doido, rapaz, eles não mexem com isso não”.
O Amaury tem um jeito de matuto. Numa profissão em que jovens jornalistas gostam de se vestir como se fossem executivos do mercado financeiro, ele  prefere a simplicidade. E com esse jeito de mineiro que não está entendendo bem o que se passa em volta, consegue tudo: papéis, documentos, informações. Sobre a mesa de trabalho, o caos criativo. Parte daquela papelada vai parar no livro, na forma de anexos: são documentos que ajudam a contar a história.  ”Tá bom o livro, não tá? Hem, hem?”. Quase todas as frases do Amaury terminam com esse “hem, hem!”.
Um outro colega passa em frente à mesa do Amaury, e finge que vai levar parte dos documentos: “Ocê é doido, faz isso não”. Depois, emenda uma frase meio enrolada. Parece que ele usa aquela tática do velho Miguel Arraes: metade do que o Amaury diz a gente não entende. Mas o que ele escreve é fácil de entender.
O capítulo 4 conta a história da Citco, empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. “E o que é a Citco?” eu pergunto. “A Citco é uma espécie de barco dos corsários, é por ali que o dinheiro circula”. Segundo Amaury Ribeiro Junior, a Citco é especializada em abrir empresas “offshore”. O termo vem da época dos corsários de verdade: “eles saqueavam os mares, e depois escondiam o fruto dos saques ’offshore’, ou seja, fora da costa, longe dos olhos das pessoas”, explica o repórter.
Em setembro de 2010, publiquei aqui no Escrevinhador um aperitivo sobre o tema: “Citco, esse é o mapa da mina” . Agora, recebo mais mais detalhes, que estarão no livro. Quem já usou esse esquema, Amaury? “Os doleiros do Banestado usavam, a turma da Georgina usava nas fraudes da Previdência, e a turma que faturou com as privatizações também usou”. É o que Amaury vai explicar (e provar, ele garante) no livro “OS PRIVATAS DO CARIBE”. Hoje, ele me mostrou alguns capítulos. Já estão todos prontos. Os títulos dão uma pista do que vem por aí:
- “OS TUCANOS E SUAS EMPRESAS-CAMALEÃO”
- “OS SÓCIOS OCULTOS DE SERRA”
- “MISTER BIG, O PAI DO ESQUEMA”
- “A FEITIÇARIA FINANCEIRA DE VERÔNICA”
- “DOUTOR ESCUTA, O ARAPONGA DE SERRA”.
Quais são as empresas camaleão? Quem administrava as empresas? Quais foram as feitiçarias de Verônica? E quem é o “doutor escuta”? Tudo isso o Amaury promete  contar em detalhes.
Aqui, no “VioMundo” do Azenha, você lê um dos capítulos.
Vocês se lembram que, durante a campanha eleitoral de 2010, Amaury foi acusado de quebrar o sigilo da família de Serra, num esquema que serviria ao PT. Amaury nega tudo. Ele tem certeza que as acusações – publicadas com destaque na imprensa serrista – eram uma retaliação: “os tucanos sabiam que eu tinha investigado isso tudo, e que a investigação ia virar livro, tentaram me queimar”. Na reta final da eleição, um emissário de Serra chegou a procurar Amaury. Ligou até na redação da Record atrás dele. Amaury acha que os tucanos queriam propor algum tipo de acordo…
Ao fim da campanha, com Serra derrotado, muita gente chegou a duvidar da existência do livro sobre as privatizações. ”O Amaury blefou”, diziam alguns leitores. A turma do PSDB mesmo deve ter achado que ele não teria coragem de publicar os resultados da investigação de uma década. Agora, podem ter uma surpresa.
Mas não pensem que o livro ficará barato para o PT. Amaury mostra como ele virou pivô de uma luta interna nos bastidores da campanha de Dilma. Um capítulo inteiro é dedicado a essa história: “COMO O PT SABOTOU O PT”.
Amaury só não explica uma coisa: como é que consegue escrever livro sobre dinheiro no Caribe, produzir reportagens especiais pra TV em São Paulo e ainda administrar “a melhor pizzaria do Brasil”. A pizzaria fica em Campo Grande (MS).
“Mas Amaury, repórter dono de pizzaria é piada pronta”, provoco. “Ocê precisa experimentar minha pizza, é a melhor do Brasil”, ele diz, maroto. E emenda mais uma frase incompreensível sobre mussarela e calabresa.
A pizza eu não quero. Prefiro o livro.
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Dirceu: Congresso é que vai promover a Ley de Medios

Cardozo, Dirceu e Bernardo são do PT

O ex-Ministro José Dirceu deu uma entrevista a este ansioso blogueiro, que vai ao ar nesta terça-feira, na Record News, às 22h15, logo depois do programa do Heródoto Barbeiro.
Dirceu tratou da invasão de domicílio praticada pela revista Veja e das providências que pretende tomar.
Este ansioso blogueiro contrastou a decisão do Congresso do PT, que defendeu uma Ley de Medios, com o acelerado recuo do Ministro Bernardo, que evita passar perto do controle remoto para não tirar da Globo.
José Dirceu disse e repetiu que a discussão e a decisão se travarão no Congresso Nacional.
Dirceu enfatizou: a batalha se travará no Congresso.
Este ansioso blogueiro desconfia que José Dirceu não é do tipo de acender fósforo sem charuto (de preferência cubano).
O que ele diz costuma ter variadas camadas geológicas.
Lá embaixo, na antepenúltima camada geológica, este ansioso blogueiro recolheu a seguinte suspeita:
Quem não aguenta mais a ditadura da Globo e os crimes da Veja é o Congresso.
E no Congresso é que a cobra vai fumar.

Em tempo: o ansioso blogueiro perguntou a Dirceu se o Zé Cardozo – clique aqui para ler por que o tratam como Zé – e o Bernardo são do PT.
Já que o Cardozo não se coçou quando a Veja invadiu o domicílio do José Dirceu no hotel Naoum. Nos dois casos, a resposta de Dirceu foi afirmativa.
- Cardozo e Bernardo são, sim, sem dúvida, do PT ! 

Paulo Henrique Amorim
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CHARGE

Bernardo ainda está com medo da Globo.


Corre, corre, Bernardo, que ela vai te pagar !


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse não ter visto nenhum problema na moção aprovada pelo 4.º Congresso do PT, pregando a regulamentação da mídia. Mesmo assim, afirmou que as posições do partido e do governo não se confundem. Para Bernardo, a discussão sobre o assunto está muito “apaixonada” e é preciso esclarecer que nem o governo nem o PT querem controlar o conteúdo da imprensa. “Ninguém vai bisbilhotar a mídia”, insistiu. “Agora, assim como a mídia pode criticar o PT, o PT pode criticar a mídia.”
O governo ainda não tem data para enviar o projeto de lei sobre o assunto ao Congresso, mas Bernardo já prevê mais polêmica à vista. “Vamos mandar a proposta para consulta pública e deixar, entre aspas, o pau quebrar”, disse o ministro.
O que o sr. achou da moção do PT que pede aos militantes do partido o engajamento na luta pela democratização dos meios de comunicação? 
Não vi nada de extraordinário na moção aprovada. Está dentro dos marcos democráticos (sic – PHA). 
Na resolução política, o PT diz que o ‘jornalismo marrom’ deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos e difamar. Isso não virou uma discussão ideológica? 
A discussão política tem de ser encarada com naturalidade e o PT tem legitimidade para fazer os seus congressos. É importante separar a posição do partido da posição do governo. O PT tem suas posições e o governo tem um programa. A presidenta Dilma declarou com veemência em seu primeiro discurso, logo que foi eleita, que era defensora da liberdade de expressão. Aliás, a Constituição veda qualquer tipo de censura e controle do conteúdo jornalístico.(ênfase minha – PHA)
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Cresce aceleradamente o medo que o Ministro Bernardo tem da Globo.
Essa entrevista, no dia seguinte à divulgação da nova posição do PT em relação à Ley de Medios é um recuo extraordinário.
Bem que este ansioso blogueiro perguntava: o PT quer enfim a Ley de Medios; mas, e o Ministro Bernardo, aquele que chegou ao Ministério já com medo da Globo ?
Essa desastrosa entrevista faz o jogo da Globo e do PiG (*): mistura Ley de Medios com censura.
Quem faz essa confusão é o PiG (*), exatamente para boicotar a Ley de Medios.
Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
Esse conúbio é tudo o que os filhos do Roberto Marinho querem (eles não têm nome próprio, como se sabe).
E agora a Ley de Medios do Bernardo já não tem mais data.
Na abertura do Congresso do Barão de Itararé, em Brasília, ele disse que o projeto chegava ao Congresso neste segundo semestre.
Chegamos à metade do segundo semestre e o Ministro que tem medo da Globo acelerou a fuga.
Ele deve ter tanto medo da Globo que não ousa tocar no controle remoto, para não haver o risco de tirar da Globo.
“É preciso esclarecer que nem o Governo nem o PT querem controlar o conteúdo da imprensa”.
Quem disse isso, Ministro ?
Quem quer controlar, bisbilhotar o conteúdo da mídia ?
Quem ousaria mexer, tocar nas aulas de Economia que a Miriam Leitão dá no Globo ?
Quem ousaria mexer na obra de Keynes, David Ricardo, Ministro ?
Só quem diz essa bobagem é o PiG (*) e mais ninguém.
Agora, aqui entre nós, amigo navegante, por que o Ministro Bernardo tem tanto medo da Globo ?
Que mistério se oculta nesse temor pânico ?
Ah, que saudades do Ministro Franklin ! 

Paulo Henrique Amorim
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