terça-feira, 23 de outubro de 2018

ASSASSINATO DE MARIELLE FICARÁ IMPUNE


Sete meses após o assassinato de Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Gomes, 
o governo federal admite, nos bastidores, que o crime não será desvendado, com punição dos 
responsáveis; a informação é da colunista Eliane Cantanhêde, jornalista de direita e com 
portas abertas na cúpula do governo Temer; "Ao impedir a federalização das investigações, a 
Polícia do Rio de Janeiro praticamente garantiu a impunidade dos culpados", afirmou.

Rio 247 - Sete meses após o assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) 
e o motorista dela, Anderson Gomes, o governo federal admitiu, nos bastidores, que o crime não será 
desvendado, com punição dos responsáveis. A informação é da colunista do jornal O Estado de 
S.Paulo Eliane Cantanhêde, jornalista de direita e portas abertas na cúpula do governo Michel Temer.
"Sete meses depois, o governo federal joga a toalha e admite, nos bastidores, que o assassinato da 
vereadora e ativista Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes jamais será esclarecido e seus 
responsáveis jamais serão punidos. Ao impedir a federalização das investigações, a Polícia do Rio de 
Janeiro praticamente garantiu a impunidade dos culpados. Polícia investigando polícia?! No Rio?!", 
escreveu a colunista.
Marielle morreu no dia 14 de março, após sair de um evento no centro do Rio. A Polícia informou 
que os criminosos escolheram um ponto cego e cometeram o homicídio em um lugar sem câmeras.
Outro detalhe é que, segundo imagens de uma câmera de segurança acessadas pela Globo, um carro 
se desloca logo após o veículo de Marielle sair (confira aqui a partir de 1min05s). Os bandidos 
também perseguiram a ex-parlamentar por cerca de quatro quilômetros e atiraram a cerca de 2 
metros de distância.
A suspeita é de o crime tenha sido encomendado. A ex-parlamentar era ativista de direitos humanos 
e vinha denunciando a truculência policial contra as populações marginalizadas. 
Neste mês de outubro, a Anistia Internacional escolheu Marielli como símbolo da sua maior 
campanha global por direitos humanos. O foco da campanha Write for Rights (Escreva por Direitos), 
deste ano são as mulheres, gênero e defensoras dos direitos humanos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário