
Sete meses após o assassinato de Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Gomes,
o governo federal admite, nos bastidores, que o crime não será desvendado, com punição dos
responsáveis; a informação é da colunista Eliane Cantanhêde, jornalista de direita e com
portas abertas na cúpula do governo Temer; "Ao impedir a federalização das investigações, a
Polícia do Rio de Janeiro praticamente garantiu a impunidade dos culpados", afirmou.
Rio 247 - Sete meses após o assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL)
e o motorista dela, Anderson Gomes, o governo federal admitiu, nos bastidores, que o crime não será
desvendado, com punição dos responsáveis. A informação é da colunista do jornal O Estado de
S.Paulo Eliane Cantanhêde, jornalista de direita e portas abertas na cúpula do governo Michel Temer.
"Sete meses depois, o governo federal joga a toalha e admite, nos bastidores, que o assassinato da
vereadora e ativista Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes jamais será esclarecido e seus
responsáveis jamais serão punidos. Ao impedir a federalização das investigações, a Polícia do Rio de
Janeiro praticamente garantiu a impunidade dos culpados. Polícia investigando polícia?! No Rio?!",
escreveu a colunista.
Marielle morreu no dia 14 de março, após sair de um evento no centro do Rio. A Polícia informou
Marielle morreu no dia 14 de março, após sair de um evento no centro do Rio. A Polícia informou
que os criminosos escolheram um ponto cego e cometeram o homicídio em um lugar sem câmeras.
Outro detalhe é que, segundo imagens de uma câmera de segurança acessadas pela Globo, um carro
Outro detalhe é que, segundo imagens de uma câmera de segurança acessadas pela Globo, um carro
se desloca logo após o veículo de Marielle sair (confira aqui a partir de 1min05s). Os bandidos
também perseguiram a ex-parlamentar por cerca de quatro quilômetros e atiraram a cerca de 2
metros de distância.
A suspeita é de o crime tenha sido encomendado. A ex-parlamentar era ativista de direitos humanos
e vinha denunciando a truculência policial contra as populações marginalizadas.
Neste mês de outubro, a Anistia Internacional escolheu Marielli como símbolo da sua maior
campanha global por direitos humanos. O foco da campanha Write for Rights (Escreva por Direitos),
deste ano são as mulheres, gênero e defensoras dos direitos humanos.
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