terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Supremo venezuelano anula decisões da Assembleia Nacional. Oposição diz que é impossível acatar decisão do Supremo


O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela declarou hoje (11) que todas as decisões do 
parlamento, controlado pela oposição, serão inválidas depois de três deputados terem sido 
investidos apesar de suspensos por aquele órgão. O Supremo Tribunal de Justiça considerou 
“nulos” os atos aprovados pela Assembleia Nacional venezuelana, enquanto os três membros 
da oposição permanecerem como deputados.Os parlamentares que apoiam Nicólas Maduro 
pediram na quinta-feira (70 ao Supremo Tribunal de Justiça que declarasse a nulidade de 
qualquer decisão tomada pela Assembleia Nacional enquanto continuarem com funções três 
deputados suspensos por dúvidas em relação ao processo de eleição.

A oposição venezuelana considerou hoje (11) "impossível acatar" a decisão do Supremo Tribunal de 
Justiça (STJ) do país, que declarou "nulos" os atos da Assembleia Nacional.
"Não existe forma alguma para acatar ou executar esta sentença, absolutamente política e nada 
jurídica", afirmou o vice-presidente da Assembleia Nacional, Simón Calzadilla.
O STJ declarou hoje nulos os atos do parlamento, depois de três deputados da oposição ao Presidente 
Nicolás Maduro terem sido investidos no cargo, apesar de suspensos por aquele órgão por dúvidas 
relativamente ao seu processo de eleição.
Segundo Simón Calzadilla, a decisão do STJ "é uma sentença inútil, como a anterior, e a perpetração 
de um plano político orquestrado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela para desviar a atenção 
dos problemas dos venezuelanos".
"Acabou-se esse governo de características totalitárias, hegemónico, soberbo. É hora de mudar", 
disse aos jornalistas, inormando que a única possibilidade é que o governo venezuelano dê um golpe 
no parlamento.
A decisão foi tomada pela Sala Eleitoral, uma das seis salas que compõe o STJ, e aparece publicada 
na página institucional daquele organismo na internet.
Segundo o STJ, são absolutamente nulos os atos da Assembleia Nacional que tenham sido ditados ou 
se ditem, "enquanto se mantiver a incorporação dos cidadãos sujeitos à decisão".
A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática obteve, nas eleições de 06 de dezembro, a 
primeira vitória em 16 anos, conseguindo eleger 112 dos 167 lugares que compõem o parlamento, 
uma maioria de dois terços que lhe confere amplos poderes e marca uma viragem história contra o 
regime 'chavista', protagonizado pelo ex-presidente Hugo Chávez e continuado por Nicolás Maduro.
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