sábado, 17 de janeiro de 2015

TUDO É NEGOCIO NA SAÚDE. NÃO SÓ A CARNE, OS OSSOS TAMBÉM !!



Por: Fernando Brito

Seus ossos do braço valem entre R$ 2.500 e R$10.ooo.
O mesmo que o crânio ou uma vértebra do pescoço.
Já os da mão ou do pé, de R$ 500 a R$ 2.000, valor igual ao de cada costela.
Não sou eu quem diz, mas a “Tabela de Fratura Óssea” do Banco Itaú.
Ela acompanha o plano de “Seguro de ossos protegidos” que o banco dos Setúbal está vendendo a 
clientes e não-clientes.
Mais uma criativa invenção do sistema de mercantilização da saúde.
Não apenas um seguro de vida ou de invalidez, compreensível para quem tem filhos pequenos e teme 
o desamparo.
Ou um seguro de acidentes pessoais, para cobrir os gastos de tratamentos médicos.
Não, é um “vale-fratura”.
Cômico, aliás, se não fosse mórbido, o “perguntas e respostas” que acompanha a propaganda:
Contratei o plano Completo e fraturei três dedos do pé. Qual o valor da indenização que vou receber?
A indenização será de R$4.500,00, pois cada dedo do pé possui indenização de R$1.500 no plano 
Completo.
Contratei o plano Essencial e fraturei todos os dedos da mão. Qual o valor da indenização que vou 
receber?
A indenização será de R$5.000,00 pois cada dedo da mão possui indenização de R$1.000,00 e o valor 
contratado máximo do plano Essencial é de R$5.000,00.
Contratei o plano Super e fraturei o crânio, a costela e todos os dedos da mão. Qual o valor da 
indenização que vou receber?
A indenização será de R$10.000,00
Ainda bem que isso não é para os pobres, mas para a classe média a quem fizeram a entender que 
saúde é uma mercadoria.
Porque senão iam dizer que os pobres estaria martelando os dedos só para receber o seguro, como 
dizem do Bolsa-Família.
Mas como é negócio, é só uma “oportunidade” oferecida pela “livre iniciativa”.
Para a qual vamos caminhando aqui, com a “demonização” do SUS, do qual tiram o dinheiro e a 
credibilidade e com a transformação da atividade médica apenas num lucrativo negócio pessoal e 
empresarial, sem aquela ideia “comunista” de que todas as pessoas têm igual direito à saúde, possa ou 
não pagar por ele.
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