terça-feira, 11 de novembro de 2014

Contra projeto dos EUA, China anuncia área de livre-comércio na região Ásia-Pacífico


Presidente chinês Jinping discursa no encerramento do 22º fórum da Apec e anuncia plano 
para criar nova área de livre-comércio

Os países da Ásia e da região do Pacífico concordaram nesta terça-feira (11/11) em assumir o 
compromisso de criar uma área de livre-comércio, endossando os planos de liderança regional 
econômica e política da China. A sinalização de que o bloco econômico asiático deverá ser 
aprofundado entra em choque com a intenção dos Estados Unidos de levar adiante na região iniciativas 
semelhantes, mas que excluíam Pequim do projeto de integração.
O anúncio foi feito pelo presidente chinês, Xi Jinping, ao encerrar os dois dias de reunião do 22º fórum 
da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), sediado em Pequim. "O bloco beneficiará as 
economias de ambos os lados da região Ásia-Pacífico, que se encontram em diferentes períodos de 
desenvolvimento, e injetará um novo ímpeto à Apec", disse Jinping, que classificou o consenso como 
"um passo histórico".
Embora a zona de livre-comércio não tenha data prevista para entrar em vigência, os países adotaram 
um roteiro que fixa pontos de ação para implementá-la.
A Zona de Livre Comércio da Ásia Pacífico (FTAAP, na sigla em inglês) é um projeto debatido na 
região durante anos, mas que nos últimos tempos ganhou nova força pelo fato de a China, uma das 
principais potências regionais, passar a defendê-lo. No entanto, o FTAAP entra em conflito com a TPP 
(Associação Trans-Pacífica), ideia de integração semelhante, mas defendida pelos EUA e que excluía a 
China.
Obama e Putin falam sobre Ucrânia e Síria

Também hoje, por ocasião da cúpula da Apec, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, 
e da Rússia, Vladimir Putin, conversaram durante 15 minutos sobre a situação na Ucrânia, Síria e Irã.
Ontem os dois líderes se encontraram mais não conversaram com mais profundidade. Os EUA 
ameaçam impor mais sanções contra Moscou pelo fato da Rússia ter reconhecido as eleições 
separatistas realizadas no leste da Ucrânia há nove dias.
"Os dois conversaram de maneira breve mas abordaram os temas das relações bilaterais, Síria, Ucrânia 
e o Irã", acrescentou. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, advertiu ontem à Rússia de 
que se o país continuar com suas ações para "desestabilizar" o leste da Ucrânia e armar os separatistas 
pró-Rússia "haverá mais consequências" para Moscou.
Esta é a primeira vez que Putin e Obama falam sobre a Ucrânia desde uma breve conversa que 
mantiveram durante as comemorações na França do 70º aniversário do Desembarque da Normandia, 
em junho.
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