terça-feira, 17 de setembro de 2019

#VAZAJATO - Deltan tramou com procuradora para mudar composição do STF: “Ninguém pode ficar sabendo”


DELTAN PILLANTROL

Nas mensagens, reveladas pelo jornalista Reinaldo Azevedo, no UOL, Deltan se propõe a 
revisar o pedido de impeachment que Thaméa redigiria para ser assinado por Carvalhosa, mas 
pede sigilo e quer se esconder atrás da “sociedade”. A procuradora garante: “Não falarei para 
ninguém de você!!”
Procuradora que assumiu complô e foi “apoiadíssima” por 
Deltan é criminosa
por Jeferson Miola, em seu blog
Em mensagem a Deltan Dallagnol, a procuradora da república Thaméa Danelon assumiu sua 
participação ativa num complô para derrubar o ministro do STF Gilmar Mendes.
A nova revelação do Intercept não deixa dúvidas: Thaméa se associou criminosamente a um 
advogado [Modesto Carvalhosa] para tramar o pedido de impeachment de um ministro da Suprema 
Corte do país.
Modesto Carvalhosa é um defensor canino da Lava Jato e, por extensão, da Fundação que Deltan 
Dallagnol criara com R$ 2,5 bilhões da Petrobrás [e mais outros 6 bilhões da Odebrecht] para 
indenizar acionistas minoritários da estatal que, por coincidência, tinham seus interesses defendidos 
por ele mesmo, Carvalhosa.
Além de notório desvio funcional, a procuradora Thaméa também cometeu grave ilegalidade.
Deltan Dallagnol, como procurador e fiscal da Lei, ao ser comunicado pela própria Thaméa – a 
autora do atentado – sobre o crime em andamento, deveria dar voz de prisão à colega.
Ao invés disso, contudo, Deltan encorajou a colega a perpetrar o atentado: “Sensacional Tamis”, 
“Manda ver”, “Apoiadíssima”, disse ele, agindo como animador de uma gangue mafiosa.
Mas Deltan foi além do apoio e do entusiasmo; ele acabou se associando à dupla como revisor do 
documento – “Se quiser olhamos depois de Vc redigir”, dispôs-se ele a Thaméa.
Com isso, Deltan deu materialidade à figura de bando que o artigo 288 do Código Penal brasileiro 
tipifica como associação criminosa: “associarem-se 3 ou mais pessoas, para o fim específico de 
cometer crimes”.
Em qualquer país do mundo sob a vigência do Estado de Direito, os agentes da gangue da Lava Jato 
que perpetram atentados à Constituição e à democracia já estariam demitidos do Ministério Público e 
do judiciário a bem do serviço público e já estariam sendo processados, condenados e presos.
Não é essa, entretanto, a realidade do Brasil, onde bandidos continuam atuando no MP, no judiciário 
e no ministério de Bolsonaro; e onde Thaméa Danelon é cogitada para integrar a nova equipe 
dirigente da PGR comandada por Augusto Aras.
A procuradora-geral Raquel Dodge e o Conselho Nacional do MP agem corporativamente, são 
coniventes com integrantes da instituição que praticam ilicitudes e protegem bandidos que 
corromperam o sistema de justiça do país.
É urgente e inadiável, por isso, a imediata instalação da CPI recentemente protocolada no Congresso.
A CPI poderá apurar as ilegalidades, crimes e arbítrios cometidos por agentes públicos que 
exorbitaram de suas funções para satisfazer interesses e vaidades pessoais e para viabilizar o governo 
de extrema-direita que lançou o Brasil no precipício fascista e na completa destruição de empregos e 
direitos.
A cada dia sem afastar dos cargos e sem investigar esses gângsteres que parasitam o aparelho de 
Estado, o Brasil vai sedimentando sua imagem de pária internacional governado por uma Aberração 
chamada Jair Bolsonaro.
Procuradores foram “consultores” de pedido de impeachment 

de Gilmar
POR FERNANDO BRITO


Thamea Danelon, ex-coordenadora da Lava Jato em São Paulo, e Deltan Dallagnoll, coordenador da
operação em Curitiba, dispuseram-se a ser consultores para fazer a minuta de um pedido de
impeachment de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, apresentada pelo advogado
Modesto Carvalhosa.
Não é preciso dizer que, além de não serem parte legítima para fazer isso, a competência para agir
contra ministros do Supremo é exclusiva do Procurador Geral da República.
Não é apenas antiético, é criminoso, porque Carvalhosa é advogado dos acionistas minoritários da
Petrobras, que podem se beneficiar pecuniariamente dos processos da Lava Jato, cuidados do
Danelon e Dallagnol.
Mais grave ainda que a procuradora Danelon foi mencionada pelo provável Procurador Geral da
República, Augusto Aras, como possível coordenadora nacional da Lava Jato.
Nmeação que, se houver lógica, não acontecerá, pois seria uma afronta ao STF.
Como será uma ofensa que o Conselho Nacional do Ministério Público continue protelando as
punições administrativas a Dallagnol, como vem fazendo.

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