
Para o jornalista Pepe Escobar, especialista em geopolítica, o ex-juiz da Lava Jato, que foi
desmascarado com os vazamentos do Intercept, perdeu sua função para os americanos e está
sendo descartado; "Ele já cumpriu o papel, o papel dele é o que ele fez até colocar o Lula na
cadeia", afirmou; "O Moro queria ser presidente, não vai rolar. Não vai rolar porque ele era
uma pecinha em um esquema muito maior", diz ainda; assista
247 - O jornalista especialista em geopolítica Pepe Escobar falou à TV 247 sobre a interferência dos
Estados Unidos na política brasileira no contexto do escândalo do vazamento das conversas entre o
ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, divulgado pelo
The Intercept. Para Pepe, Moro perdeu a utilidade para os Estados Unidos.
O jornalista explicou que Moro era um ativo americano, ou seja, uma espécie de ferramenta para os
planos estadunidenses no Brasil. Porém, na avaliação de Pepe Escobar, o ministro perdeu sua
utilidade e é, agora, dispensável. "O fato de que o governo Bolsonaro agora já está sendo visto, a
nível global, como falido, em crise, incapaz de governar, incapaz de passar o que eles tinham
prometido, liderado por um alguém que tem um QI sub zoológico e impopular, e inclusive criticado
dentro de setores do próprio Deep State americano, o Moro era um ativo desses caras. Os Estados
Unidos tentam o tempo todo remexer as regras do tabuleiro. Moro já cumpriu o papel, o papel dele é
o que ele fez até colocar o Lula na cadeia, depois disso pode jogar fora, não tem mais importância",
avaliou.
Pepe Escobar ainda liga os vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato ao
Deep State norte-americano. "Se alguém fosse fazer o PowerPoint, que aquele pobre coitado também
com o QI zoológico fez com o Lula no meio, o PowerPoint iria colocar o Moro no meio de toda essa
articulação. O que nos leva a motivação de quem vazou a Vaza Jato? A quem interessa isso?
Fundamentalmente ao Deep State americano para reorganizar o tabuleiro de uma maneira em que
eles possam ir mais fundo nos objetivos fundamentais deles que são: separar o Brasil de Rússia e
China custe o que custar. Eles não têm o menor interesse em política interna brasileira, o que
interessa são os objetivos estratégicos a longo prazo".
Ele também avalia que Moro pode ter seu futuro balizado pelo "paraquedas dourado", e explica: "Ele
pode ter com certeza, e isso na hora que acontecer vocês todos vão ver, o famoso paraquedas
dourado. Ele pode dar palestra em universidades americanas, publica um livro nos Estados Unidos e
ganha um monte de dinheiro de direitos autorais, então esse paraquedas já está acertado. Não era
exatamente o que o Moro queria, o Moro queria ser presidente, não vai rolar, não vai rolar porque ele
era uma pecinha em um esquema muito maior".
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