quinta-feira, 15 de novembro de 2018

PRIMEIROS 196 MÉDICOS CUBANOS DEIXAM O BRASIL.


Depois de três anos de trabalho no Brasil, um grupo de 196 médicos retornou nesta quinta-
feira a Cuba, após o anúncio de Havana de sair do programa Mais Médicos devido a críticas 
do presidente eleito Jair Bolsonaro; segundo a Agência Cubana de Notícias (ACN), os médicos 
chegaram "felizes por terem cumprido sua missão", mas também "preocupados com a sorte 
do povo brasileiro com o novo presidente eleito"
Estupidez ideológica Bolsonaura tira 
8.000 médicos do país e Troca Mais Médicos 
para Mais Doentes
247 com AFP - Depois de três anos de trabalho no Brasil, um grupo de 196 médicos retornou nesta 
quinta-feira a Cuba, após o anúncio de Havana de sair do programa Mais Médicos devido a críticas 
do presidente eleito Jair Bolsonaro.
Segundo a Agência Cubana de Notícias (ACN), os médicos chegaram "felizes por terem cumprido 
sua missão", mas também "preocupados com a sorte do povo brasileiro com o novo presidente 
eleito".
Cuba anunciou ontem que iria abandonar o programa brasileiro – do qual participa desde a sua 
criação, em 2013, através da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) – devido a declarações de 
Bolsonaro, que anunciou mudanças a partir de 1º de janeiro.
Prefeitos alertam: saída de cubanos é 

“desastrosa” para municípios
Sputnik Brasil - A Frente Nacional de Prefeitos (15) publicou nesta quinta-feira (15) nota pedindo
que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recue nas "mudanças drásticas" que pretende implantar
no programa Mais Médicos e que culminaram na saída dos médicos cubanos do programa.
Na quarta-feira, Havana anunciou que seus médicos irão abandonar o Mais Médicos por causa do
"desrespeito" e "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas por Bolsonaro.
"O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população,
especialmente para os mais pobres", afirmou a FNP na nota.
A organização dos prefeitos também pontua que 8.500 médicos cubanos trabalham no Mais Médicos
hoje no Brasil e que o fim da parceria poderá deixar 29 milhões de pessoas desassistidas.
"Os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Por isso, a rescisão
repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios.
Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos
da população indígena é feito por profissionais de Cuba", diz a nota da FNP.
Bolsonaro defende que os profissionais cubanos recebam integralmente os salários pagos pelo
Governo Federal, hoje parte dos vencimentos fica com a Organização Pan-Americana da Saúde,
órgão estatal cubano responsável por negociar o envio de médicos para o exterior. O presidente eleito
também afirma que os médicos cubanos devem fazer exames de validação de seus diplomas no
Brasil para atuar.
No final de 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a ausência de revalidação de diplomas
estrangeiros no Mais Médicos é legal, informa a Folha de S. Paulo.
Bolsonaro afirma que o Mais Médicos seguirá e que os médicos cubanos serão substituídos por
profissionais brasileiros ou estrangeiros.

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