O descalabro, a impostura, a ameaça, a violência e a incitação ao ódio provenientes da
candidatura de Bolsonaro não têm limites; em vídeo publicado no Youtube, o coronel Carlos
Alves chamou a ministra Rosa Weber, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, de
"vagabunda e corrupta", entre outros insultos; a percepção é a de que, caso o STF (Superior
Tribunal Federal) ou o TSE não reajam, as cortes irão mergulhar no mais dramático
descrédito
de suas respetivas histórias. O coronel ainda diz que pode correr sangue antes do
natal.

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello reagiu aos ataques de Eduardo
Bolsonaro à corte - o deputado disse ser possível fechar o Supremo apenas com um cabo e um
soldado; Mello classificou a fala do deputado de "inconsequente o golpista"; o decano disse:
"essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de
parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária,
só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter
pela supremacia da Constituição da República".

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, classificou de "muito
ruim" a fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que diz que basta "um
soldado e um cabo" para fechar o Supremo; para o ministro, são "tempos estranhos" e a
afirmação infeliz mostra que "não se tem respeito pelas instituições pátrias"; o magistrado
conclui: "vamos ver onde é que vamos parar".


Três ministros do Supremo consideraram gravíssima a declaração do deputado Eduardo
Bolsonaro de que que "basta um cabo e um soldado para fechar a corte", informa a jornalista
Miriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo; um dos ministros lembrou que, para fechar o
Supremo Tribunal Federal, "o que nem a ditadura tentou", seria preciso "antes disso revogar
a Constituição"; até agora, o presidente da corte Antonio Dias Toffoli não se pronunciou.
BOLSONARO SE ASSUME CANDIDATO A DITADOR E
OFERECE AOS OPOSITORES A CADEIA OU O EXÍLIO
Em discurso transmitido ao vivo na Avenida Paulista, na tarde de ontem, Jair Bolsonaro se
assumiu como candidato a ditador do Brasil. Na fala, ele, que é rejeitado por mais da metade
dos brasileiros, ofereceu duas alternativas aos opositores: a cadeia ou o exílio. Prometeu ainda
prender seu adversário Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), atacou a
imprensa e afirmou que a polícia terá retaguarda para bater no lombo dos adversários.
Confira o vídeo e a fala em que Bolsonaro se coloca como tirano.
BOLSONARO SE ASSUME CANDIDATO A DITADOR E
OFERECE AOS OPOSITORES A CADEIA OU O EXÍLIO

Em discurso transmitido ao vivo na Avenida Paulista, na tarde de ontem, Jair Bolsonaro se
assumiu como candidato a ditador do Brasil. Na fala, ele, que é rejeitado por mais da metade
dos brasileiros, ofereceu duas alternativas aos opositores: a cadeia ou o exílio. Prometeu ainda
prender seu adversário Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), atacou a
imprensa e afirmou que a polícia terá retaguarda para bater no lombo dos adversários.
Confira o vídeo e a fala em que Bolsonaro se coloca como tirano.
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