terça-feira, 18 de setembro de 2018

DESAJUSTADO É O SENHOR, GENERAL


Observem bem a foto. É o General Mourão, candidato a vice-presidente pelo PSL. 
Ele referiu-se aos membros da diplomacia sul-sul, (Folha de São Paulo,17/9/2018) como 
"MULAMBADA"Qualificou como "MULAMBOS" (trapos sujos, pobres e 
feios) os africanos e latino-americanos. Disse que queria estradas "alemãs", aqui - e não 
"Centro-Africanas". E acrescentou: "com o perdão dos irmãos de lá". Depois disse ao repórter 
que "usou aquelas palavras para agradar a audiência".  Notem bem a fisionomia 
os traços do ex-general. Observem com acuidade. 
Depois notem como como ele (des)qualifica o povo. Os africanos e os latinos, principalmente. 
Os argumentos do general sinalizam a falta de autoestima de muitos brasileiros. E a vergonha 
de parte inegável de sua ancestralidade. Observem bem as feições do general. Elas não 
mentem. Observem!
Você que, como eu, foi criado pela mãe ou pela avó, porque seu pai morreu cedo ou porque o casal 
separou-se, fique sabendo: você é, para o General Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, é um 
“A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam 
eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó. Por isso, é uma fábrica 
de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas”.
A diplomacia e as relações comerciais com os países do hemisfério Sul significa “nos ligarmos com 
toda a mulambada, me perdoem o termo, do lado de lá e de cá do oceano na diplomacia Sul-Sul”.
E os direitos humanos – aqueles da Declaração Universal – são “para humanos direitos”. Para os que 
o sr. Mourão considera “tortos” vale tortura, assassinato, privação de água, de comida, de diretos? 
Seus heróis podem matá-los, naturalmente depois de submetê-los a civilizatórios paus-de-arara?
Quem sabe a Convenção de Genebra, que protege o inimigo estrangeiro capturado de ser submetido 
a torturas físicas ou psicológicas ou execuções a sangue-frio também não seja obra de esquerdistas 
infiltrados nos Exércitos do mundo inteiro em 1929?
O general vai se mostrando à altura – ou devo dizer às profundezas? – de seu chefe, o ex-capitão 
Bombita.
É estarrecedor que seja isso o que o Exército Brasileiro queira apresentar à Nação como mentalidade 
de seus mais altos oficiais, entre os quais esteve Cândido Rondon, com o seu “morrer se preciso for, 
matar, nunca”?
Declarações cheias de misoginia e brutalidade, por enquanto. Deus nos livre do que mais, amanhã…

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