sábado, 12 de maio de 2018

JOAO PLENÁRIO MANDA SOLTAR PAULO PRETO, O OPERADOR DE TODOS OS TUCANOS

Ele não poderia ser abandonado na beira da estrada...

Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mantido como preso político para não 
disputar as eleições, depois de ter sido condenado por supostas reformas num imóvel da OAS 
que nunca foi seu, o operador de propinas do PSDB, Paulo Preto, que chegou a movimentar 
mais de R$ 100 milhões na Suíça, foi solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, indicado por 
FHC para o cargo; é espantoso, aberrante, mas esse é o Brasil pós-golpe.

247 - Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira,
11.
Alçado ao STF pelas mãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Gilmar concedeu nesta 
sexta-feira (11) um habeas corpus e mandou soltar o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento 
Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, operador do PSDB. Ele foi 
preso no início do mês pela Polícia Federal em São Paulo.
Recursos recebidos por Paulo Preto são ligados principalmente ao ex-governador José Serra. De 
acordo com autoridades suíças, ele mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do 
Brasil.
O dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no 
Panamá, cujo beneficiário é Paulo Vieira de Souza. Em 2017, o montante foi transferido para as 
Bahamas, apontaram os documentos da Promotoria suíça enviados ao Ministério Público brasileiro.
Em março, a Lava Jato denunciou o ex-diretor da Dersa por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 
2011. O recurso era destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a construção 
do Rodoanel, obra realizada na gestão do tucano José Serra (2007-2010).
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Preto estaria por trás de ameaças a uma testemunha, 
Mércia Ferreira Gomes, motivo pelo qual deveria ser preso. Uma pessoa teria abordado a ex-
funcionária terceirizada da Dersa na rua e dito "você é o arquivo vivo da Dersa e cuidado para não 
ser o arquivo morto".
Para Mendes, há apenas a palavra de Mércia para embasar as supostas ameaças, o que seria 
insuficiente para manter Paulo Preto preso. "Além da comprovação do ocorrido não ser sólida, não 
há indício da autoria das ameaças por parte do paciente [Paulo Preto]", escreveu o ministro.
Enquanto Paulo Preto, que fez caixa para campanhas tucanas, incluindo a campanha presidencial de 
José Serra de 2010, deve voltar para casa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior 
presidente da história do País, líder em todas as pesquisas de intenções de voto e condenado por 
supostas reformas num imóvel da OAS que nunca foi seu, é mantido como preso político na dese da 
Polícia Federal em Curitiba e tem sucessivos recursos pela sua liberdade negados. 
Um dia antes de soltar Paulo Preto, Gilmar Mendes deu entrevista à agência Bloomberg, alinhada ao 
mercado financeiro internacional, em que disse que a inelegibilidade de Lula é uma questão 
"aritmética".
"Enquanto houver vida, há esperança, mas, para mim, a inelegibilidade de Lula é aritmética: ele está 
condenado em segundo grau por crime contra a administração pública", afirmou. "Discutimos esta 
questão do habeas corpus e dissemos que seria lícita a ordem de prisão em segunda instância. O 
pleno do STF já decidiu a matéria com relação ao caso Lula. Para nós, esse assunto está encerrado", 
declarou.

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