
O ex-ministro José Dirceu afirmou que Sérgio Moro é um "cisco" e atua como um
"instrumento" para fazer perseguição política ao PT; "Meus companheiros de cela muitas
vezes, pela inocência, se desesperaram, e eu falei: 'Está vendo esse cisco? É o Moro. Ele não é
nada, é um instrumento. O aparato policial judicial é um aparato de perseguição política",
disse.
247 - O ex-ministro José Dirceu, que aguarda em liberdade o julgamento do último recurso pelo
247 - O ex-ministro José Dirceu, que aguarda em liberdade o julgamento do último recurso pelo
Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), marcado para quinta-feira, 19, afirmou que Sérgio
Moro é um "cisco" e atua como um "instrumento" para fazer perseguição política ao PT. Dirceu, que
foi condenado a 30,9 anos de reclusão, pediu que os membros e a militância do partido não se
preocupassem com ele, mas com a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Meus companheiros de cela muitas vezes, pela inocência, se desesperaram, e eu falei: 'Está vendo
"Meus companheiros de cela muitas vezes, pela inocência, se desesperaram, e eu falei: 'Está vendo
esse cisco?' É o Moro'. Ele não é nada, é um instrumento. O aparato policial judicial é um aparato de
perseguição política. Não é só de criminalizar o PT, há setores que estão percebendo isso", disse
Dirceu.
"Todo lugar é uma trincheira. Onde eu estiver, vou estar numa trincheira, mas sou como um de
"Todo lugar é uma trincheira. Onde eu estiver, vou estar numa trincheira, mas sou como um de
vocês: eu estou preocupado com Lula, não comigo. Vocês podem ver que eu me cuidei. Eu sou um
soldado, temos que libertar o Lula. Temos que enfrentá-los e não baixar a cabeça. Eles têm que ter
certeza de que vamos ressurgir das cinzas. Temos que ser implacáveis com eles. Eles não deixaram a
gente governar, por que vamos deixar eles governar?", completou.
"Nosso principal inimigo é o sistema financeiro bancário, o rentismo e a Rede Globo. Vocês sabem
que eu gosto de uma aliança, mas vamos precisar rever a forma petista de governar. A questão é
como governar sem aderir à receita neoliberal. Os desafios são muitos, mas eu sou otimista. Nós
precisamos tirar lições do que aconteceu no País", destacou.
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