
Chico Otávio descreve "queima da arquivo"
comparações de digitais
Trinta dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson
por Chico Otávio e Vera Araújo
Chico Otávio é um dos derradeiros remanescentes da atividade jornalística na Globo Overseas,
onde predominam aqueles que o Mino Carta chama de "piores que os patrões". Chico, por
exemplo, foi pioneiro na descrição das canalhices do Eduardo Cunha, quando Cunha ainda
trabalhava com e para a Globo
Trinta dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson
Pedro Gomes, a equipe da Polícia Civil que apura o crime aposta suas fichas em um trabalho de
comparação de digitais. Vestígios encontrados numa das balas usadas no duplo homicídio serão
comparação de digitais. Vestígios encontrados numa das balas usadas no duplo homicídio serão
confrontados com marcas dos dedos de dois homens mortos esta semana. Ambos eram suspeitos de
ligação com grupos criminosos da Zona Oeste. Investigadores suspeitam que houve uma “queima de
ligação com grupos criminosos da Zona Oeste. Investigadores suspeitam que houve uma “queima de
arquivo”.
No último domingo, o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37
No último domingo, o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37
anos, foi executado com vários tiros dentro de um carro na localidade da Boiúna, na Taquara. Ele era
colaborador de Marcello Siciliano (PHS), um dos vereadores chamados pela Divisão de Homicídios
da Polícia Civil para prestarem depoimentos sobre Marielle. No boletim da ocorrência feito pela PM,
consta que Alexandre Cabeça era conhecido como chefe da milícia da comunidade Lote Mil.
Além de Alexandre Cabeça, o subtenente reformado da PM Anderson Cláudio da Silva, de 48 anos,
executado terça-feira à noite no Recreio, terá as digitais comparadas com a encontrada na bala usada
no ataque que resultou na morte da vereadora e de seu motorista. Ele foi atingido por dezenas de
tiros de pistolas e fuzis no momento em que entrava em seu carro, um BMW blindado, na Praça
Miguel Osório. A polícia suspeita que ele tinha envolvimento com a contravenção.
— Os homicídios de Marielle e Anderson estão tendo uma investigação criteriosa, pois se trata de
um caso complexo, e a cada dia a Polícia Civil avança. A sociedade pode confiar de que terá uma
resposta — disse o chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa. (...)
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