segunda-feira, 12 de março de 2018

TEMER DESRESPEITA ELEIÇÃO E NÃO NOMEIA REITOR MAIS VOTADO NA UFABC


Eleito por ampla maioria dos professores, alunos e funcionários da da Universidade Federal do 
ABC (UFABC) em novembro, o então vice-reitor, Dácio Roberto Matheus, deveria ter sido 
nomeado para comando da instituição até o início de fevereiro; ignorando o protocolo e 
alegando falhas burocráticas no processo eleitoral, o ministério da Educação estendeu por 
tempo indeterminado a gestão do antecessor Klaus Capelle.

Da Rede Brasil Brasil - Eleito por ampla maioria dos professores, alunos e funcionários da da 
Universidade Federal do ABC (UFABC) em novembro, o então vice-reitor, Dácio Roberto Matheus, 
deveria ter sido nomeado para comando da instituição até o início de fevereiro. Ignorando o 
protocolo e alegando falhas burocráticas no processo eleitoral, o ministério da Educação estendeu 
por tempo indeterminado a gestão do antecessor Klaus Capelle.
Segundo informações do Diário do Grande ABC, o presidente Michel Temer (MDB) cogita barrar 
em definitivo a nomeação do candidato mais votado por suposto alinhamento ao PT.
Em carta aberta, a comunidade acadêmica da UFABC manifesta preocupação com o atraso na 
nomeação do novo reitor. Assinada por estudantes, professores e funcionários lembram que "Dácio 
tornou-se o primeiro da lista em um cenário em que os dois outros nomes receberam apenas um 
voto".
Para a presidenta do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFABC, Isis Mustafá, diz que "não 
faz sentido que o MEC não tenha nomeado ainda". Ela também afirmou que a não oficialização do 
nome escolhido pela comunidade acadêmica representa "ruptura" do processo democrático. "De que 
vale o voto, afinal?", questiona a representante dos estudantes, em entrevista ao repórter Leandro 
Chaves, para o Seu Jornal, da TVT.
Caso USP
Em 2009, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ignorou o primeiro colocado nas 
eleições na Universidade de São Paulo (USP), Glaucius Oliva, e nomeou João Grandino Rodas, que 
tinha ficado em segundo lugar. Ainda hoje há descontentamento com o processo eleitoral, que exclui 
a participação de docentes, alunos e funcionários, diferentemente do que ocorre na UFABC.

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