sábado, 10 de março de 2018

BOULOS: BOLSONARO DEVE SER TRATADO COMO CRIMINOSO

"Ele não deve ser tratado como concorrente, mas como criminoso. Ela faz apologia ao estupro, 
defende tortura em meio ao Congresso Nacional, faz falas racistas. Se o Código Penal fosse 
levado a sério, Bolsonaro estaria preso e não candidato a presidente. Enfrentar o Bolsonaro 
não 
é uma questão eleitoral, é questão de princípio", disse o pré-candidato do Psol à 
presidência da República, Guilherme Boulos, que traçou como início de sua estratégia a 
polarização com o candidato da extrema direita; Boulos também afirmou que só haverá união 
dos nomes de esquerda no segundo turno.

Em entrevista ao jornalista Ricardo Galhardo, o presidenciável Guilherme Boulos, do Psol, decidiu 
polarizar com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em razão de suas posições extremistas. "Ele não 
deve ser tratado como concorrente, mas como criminoso. Ela faz apologia ao estupro, defende 
tortura em meio ao Congresso Nacional, faz falas racistas. Se o Código Penal fosse levado a sério, 
Bolsonaro estaria preso e não candidato a presidente. Enfrentar o Bolsonaro não é uma questão 
eleitoral, é questão de princípio", disse ele.
Boulos também descartou uma união das esquerdas no primeiro turno. "Isso não está colocado. A 
esquerda tem unidades e pontos de diferença. Ela tem unidade na democracia, o que implica o direito 
de o Lula ser candidato, contra as reformas do Temer e deve expressar isso, mas também tem 
diferenças de projeto, de análise, de balanço do País e de onde queremos chegar", afirmou.
Segundo ele, sua diferença em relação ao ex-presidente Lula é discordância sobre a política de 
conciliação. "Não há mais margem de manobra para ganha-ganha no Brasil. Para avançar nos 
direitos sociais é preciso enfrentar os privilégios. Não é uma questão de excluir alguém, mas de 
tomar lado. O 1% que sempre mandou no Brasil, essa turma vive num capitalismo da casa grande, 
num mundo de fantasia. O lema deles é privatizar lucros e socializar prejuízos."

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