Um dos maiores agitadores do golpe, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio
Imbassahy, está entre os políticos de uma lista de propina da Odebrecht da década de 1980;
com o codinome 'Almofadinha', Imbassahy é listado como beneficiário da obra da barragem
de Pedra do Cavalo, quando ele era presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia
(Coelba); o tucano ficou no cargo entre 1979 e 1984, cinco dos seis anos de execução da obra.
Bahia 247 - Um dos maiores agitadores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o líder do
PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy, está entre os políticos de uma lista de
políticos que recebiam propina da Odebrecht na década de 1980.
Com o codinome 'Almofadinha', Imbassahy é listado como beneficiário da obra da barragem de
Pedra do Cavalo, na Bahia, quando ele era diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia
(Coelba), que hoje é uma empresa privada. O tucano ficou no cargo entre 1979 e 1984, cinco dos seis
anos de execução da obra.
Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do
Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.
O deputado federal baiano Jorge Solla (PT) encaminhou nesta quarta-feira (23) ofício à Polícia
O deputado federal baiano Jorge Solla (PT) encaminhou nesta quarta-feira (23) ofício à Polícia
Federal em Curitiba para que seja publicitado o encaminhamento dado aos documentos da
contabilidade paralela da Odebrecht da década de 80 entregue pelo parlamentar às investigações da
Operação Lava-Jato.
"O livro de códigos, por exemplo, pode ter ajudado a revelar a identidade de algumas pessoas, há
"O livro de códigos, por exemplo, pode ter ajudado a revelar a identidade de algumas pessoas, há
pelo ao menos cinco codinomes que aparecem nas listas divulgadas na contabilidade do ano passado
que já existiam na década de 80. Há também o número de contas em paraísos fiscais em que podem
haver movimentações recentes de recebimento de propina", diz Solla.
O petista destaca que a apuração sobre a origem do esquema criminoso tem "forte interesse público
O petista destaca que a apuração sobre a origem do esquema criminoso tem "forte interesse público
para que se registre na história a verdade sobre a corrupção no país". Ele cobrou ainda explicações
dos políticos citados nos documentos.
"Os corruptos da Odebrecht precisam se explicar publicamente. Não terão a punição da Justiça
"Os corruptos da Odebrecht precisam se explicar publicamente. Não terão a punição da Justiça
porque naquela época a impunidade era regra e os crimes prescreveram. Mas a verdade vir à tona é
fundamental para que saibamos separar quem de fato combate a corrupção de quem se beneficiou
dela toda a vida e agora se utilizada de bravatas hipócritas para tomar o poder. O tribunal das urnas
saberá julgar estes políticos", completou.
Nesta quarta-feira, a ex-funcionária da Odebrecht que entregou os documentos à Solla, Conceição
Andrade, revelou em entrevista ao jornal O Globo detalhes da operação do pagamento de propina à
época: "Muitos desses manuscritos entregues à CPI eram bilhetes que eu recebi do meu gerente para
operacionalizar os pagamentos. Eu embalei muito dinheiro em caixas", disse.
O documento apreendido pela Polícia Federal tem figurões da política nacional como o senador
O documento apreendido pela Polícia Federal tem figurões da política nacional como o senador
Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio
(PSDB), o ex-deputado João Agripino Maia Neto, o empresário Fernando Sarney, o deputado José
Sarney Filho e a ex-governadora Roseana Sarney.
Na lista, o PMDB pernambucano aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem
também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.
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