quinta-feira, 24 de março de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS E JURISTAS FOGEM DE SEMINÁRIO DE GILMAR


Marcelo Rebelo de Souza, presidente de Portugal, e Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro 
português, que constavam como oradores do IV Seminário Luso-Brasileiro de Direito 
Constitucional, do IDP – de propriedade do ministro Gilmar Mendes, do STF, desistiram do 
evento em Lisboa; comitiva brasileira conta com os principais atores pró-impeachment: Michel 
Temer, José Serra e Aécio Neves; o jornal português Público destacou nesta quarta-feira que a 
presença da oposição está "assustando" os políticos locais; 'o fedor do golpismo atravessou o 
Atlântico e ambos, de linha conservadora moderada, resolveram tirar o corpo fora da aventura 
golpista d’além mar. Lá fora, sem a máquina mortífera da Globo e com o prestígio mundial 
que Lula conquistou, sabem que é “fria” se meter nessa história', registrou Fernando Brito, do 
Tijolaço. 

Luis Nassif, do GGN

O IV Seminário Luso-Brasileiro de Direito Constitucional, do IDP (Instituto Brasiliense de Direito 
Público) – de propriedade do Ministro Gilmar Mendes, do STF – em Lisboa pretendia apresentar o 
golpe em marcha à Europa.
Gilmar levou com ele os principais atores políticos pró-impeachment: Michel Temer, Dias Toffoli, 
José Serra e Aécio Neves.
Com patrocínio da Itaipu Binacional, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Fecomercio do 
Rio de Janeiro, a ideia do evento seria atrair o governo português e grandes juristas do país.
A inauguração foi marcada para 31 de março.
O evento incomodou o governo e juristas portugueses. Segundo o portal Publico.pt (de Portugal) 
(http://migre.me/tkFgN) o presidente português Marcelo Rebelo de Souza – anunciado como orador 
no encerramento do evento – não deverá comparecer. Fonte do governo português, ouvido pelo 
Publico, declarou que por “problemas de agenda”, dificilmente ele comparecerá. Fontes em off 
admitiram o incômodo com o que parece ser “um governo brasileiro no exílio”.
O constitucionalista Jorge de Miranda, que preside o Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da 
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, admitiu ao Publico que “poderá haver algum 
aproveitamento do Seminário” para fins políticos. Considerado o principal constitucionalistas 
português, é provável que desmarque sua participação, segundo fontes ligadas a ele.
Outras desistências foram do ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho e de Miguel Prata Roque, 
secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, ambos alegando problemas de agenda.

E Fernando Brito, do Tijolaço, sobre o assunto:

Vejam que interessante a matéria do jornal português Público, sobre o badalado encontro que vai 
reunir Gilmar Mendes e Michel Temer em Lisboa, num seminário da franquia educacional Instituto 
de Direito Público, pertencente ao ministro do Supremo:
“Marcelo Rebelo de Sousa, que encerraria o encontro, diz que “será de certeza muito difícil” 
comparecer. Passos Coelho foi anunciado como orador mas também não participará no encontro.”
Marcelo Rebelo de Souza é, “só”, o Presidente de Portugal.
E Pedro Passos Coelho é, “apenas”, ex-primeiro-ministro português até o ano passado.
Os dois constavam como oradores do evento, mas o fedor do golpismo atravessou o Atlântico e 
ambos, de linha conservadora moderada, resolveram tirar o corpo fora da aventura golpista d’além 
mar.
Lá fora, sem a máquina mortífera da Globo e com o prestígio mundial que Lula conquistou, sabem 
que é “fria” se meter nessa história.
Depois a gente fica contando piada de português, não é?
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