E a ministra, que será a próxima presidente do Supremo Tribunal Federal, exalta a Operação
Lava Jato, "que cumpre as leis", e também diz que o impeachment não é golpe por estar
previsto na Constituição – um truísmo, pois golpe, como afirmou a presidente Dilma Rousseff,
é um impeachment sem crime de responsabilidade, como está ocorrendo no seu caso, sob
intensa pressão da Globo; nos últimos dois anos, a emissora da família Marinho deu o prêmio
Faz Diferença para dois juízes: Joaquim Barbosa e Sergio Moro, numa clara estratégia de
cooptação do Poder Judiciário; dois ministros do STF, Marco Aurélio Mello e Teori Zavscki,
definiram como crime a divulgação de grampos ilegais da presidente Dilma Rousseff.
247 – Pelo terceiro ano seguido, a Globo, da família Marinho, concedeu seu prêmio Faz Diferença a
um juiz. Primeiro foi Joaquim Barbosa, depois Sergio Moro e, na noite de ontem, a ministra Carmen
Lúcia, que será a próxima presidente do Supremo Tribunal Federal.
Em seu discurso, a ministra exaltou a Operação Lava Jato, "que cumpre as leis", e também disse que
Em seu discurso, a ministra exaltou a Operação Lava Jato, "que cumpre as leis", e também disse que
o impeachment não é golpe por estar previsto na Constituição – um truísmo, pois golpe, como
afirmou a presidente Dilma Rousseff, é um impeachment sem crime de responsabilidade.
"Não acredito que a presidente tenha falado que impeachment é golpe. Impeachment é um instituto
"Não acredito que a presidente tenha falado que impeachment é golpe. Impeachment é um instituto
previsto constitucionalmente. O que não pode acontecer de jeito nenhum é impeachment nem ou
qualquer tipo de processo político-penal ou penal sem observar as regras constitucionais. Não há
impeachment em andamento ainda, não tenho nenhuma dúvida que teremos que observar todas as
regras constitucionais", disse a ministra.
O que Dilma afirmou é que, embora esteja previsto na Constituição, um processo de impeachment
O que Dilma afirmou é que, embora esteja previsto na Constituição, um processo de impeachment
não prescinde de um crime de responsabilidade – o que, no seu caso, inexiste. A acusação contra a
presidente está ancorada na tese das "pedaladas fiscais", quando as contas do governo federal nem
sequer foram apreciadas pelo Congresso Nacional.
Ao premiar juízes, a Globo parece adotar uma estratégia de sedução e cooptação de magistrados. No
entanto, nas últimas semanas, dois ministros do STF, Marco Aurélio Mello e Teori Zavscki,
definiram como crime a divulgação de grampos ilegais da presidente Dilma Rousseff – o que foi
feito pela Globo após o vazamento dos áudios pela Lava Jato. Depois da decisão de Teori, um editor
da Globo chegou até a prever que Teori seria alvo de revolta popular (leia aqui). Ou seja: a Globo
premia os amigos e ameaça os divergentes.
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