sábado, 26 de março de 2016

Contra o golpe, Povo Sem Medo leva milhares à sede da Globo


Concentração no Largo da Batata, em Pinheiros, antecedeu marcha que levou milhares a 
protestar contra a Rede Globo. Pacífico, "Ato em defesa da democracia – a saída é pela 
esquerda", marchou por algumas vias da capital paulista, em protesto contra contra o que 
chamam de "golpismo" patrocinado pela emissora

São Paulo – Transcorreu sem incidentes o protesto intitulado "Ato em defesa da democracia - A 
saída é pela esquerda", que teve início no Largo da Batata, em Pinheiros, região oeste da capital 
paulista, por volta das 18h, e foi encerrado na sede da Rede Globo. Trinta mil pessoas, segundo os 
organizadores – 17 mil pelos cálculos de policiais ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo – 
bradaram palavras de ordem contra a emissora, acusada pelo movimento de "apoiar um golpe contra 
a democracia no país".
Por volta das 18h40, o grupo começou a marchar pela Avenida Faria Lima em direção à zona zul da 
capital paulista. Eles passaram pelas avenidas Juscelino Kubitschek e Engenheiro Luís Carlos 
Berrini. Às 20h45 os manifestantes entraram na Avenida Chucri Zaidan e chegaram em frente à sede 
da TV Globo. "Chegamos ao final da marcha no local que é o simbolo de um golpe que está sendo 
arquitetado no país", disse um dos organizadores do ato.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, que participa do protesto, destacou que "muita gente de 
vários setores sociais estão lutando contra o golpe". "O impeachment significa um retrocesso, a 
imposição de uma pauta neoliberal, com a precarização do trabalho, arrocho. Não haverá 
estabilidade com impeachment", afirmou.
Falcão defendeu que o Supremo Tribunal Federal retire a suspensão da nomeação do ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. "Lula é ficha limpa, portanto não há 
nenhuma razão para ele não ser ministro", disse.
O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, afirmou que o 
objetivo do protesto é "deter uma ameaça à democracia e às garantias constitucionais". "Importante 
dizer que não estamos aqui para defender governo algum", discursou.
A cartunista Laerte Coutinho, presente entre os manifestantes disse ao Estado que "a importância 
desse movimento é que as pessoas entendam que elas não estão sozinhas. Às vezes, nas redes sociais, 
quem pensa diferente pode achar que está sozinho. Não, agora, com essa manifestação quem está 
contra o golpe vai poder encontrar os seus iguais".
O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) afirmou: "Estamos aqui para defender os direitos dos 
trabalhadores e contra o ajuste fiscal. O processo de impeachment está sendo tocado por um delinquente que deveria estar preso: Eduardo Cunha".









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