sábado, 26 de março de 2016

BILHETE DA ODEBRECHT SUGERE PROPINA A ALCKMIN E ROBERTO FREIRE E PAUZINHO ESTÃO NA LISTA DA PROPINA



Manuscrito apreendido na casa de Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, indica
propina de 5% numa obra em São Paulo, durante o governo de Geraldo Alckmin; Na anotação
aparece, logo abaixo do nome da estrada Mogi-Dutra "valor da obra = 68.730.000 (95% do preço
DER)"; Logo abaixo: "custos c/ santo = 3.436.500"; santo pode ser uma referência a Alckmin, que
cultiva a imagem de honestidade; como a Odebrecht ficou com uma parte de R$ 11 milhões do
contrato, a propina de 5% teria passado a ser de R$ 687 mil, dos quais R$ 60 mil pagos no ato, e o
restante em parcelas, de acordo com os recebimentos; por meio de nota, o governo de São Paulo
decidiu não comentar o caso.



Documento apreendido pela Polícia Federal revela que alguns dos principais articuladores do
impeachment da presidente Dilma Rousseff, como os deputados Roberto Freire (PPS-PE) e Paulinho
da Força (SDD-SP), também aparecem na lista de pagamentos da Odebrecht; os partidos de ambos,
PPS e Solidariedade, receberam bônus da empreiteira; Freire, cujo nome aparece ao lado do valor de
R$ 500 mil, afirma que as doações recebidas pelo PPS foram legais; pagamentos da Odebrecht, no
entanto, foram feitos por meio de uma distribuidora de bebidas; o partido diz que imaginava que os
recursos vinham da construtora.
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